
Pentágono divulga quarto lote de arquivos sobre OVNIs com 40 novos registos
A quarta remessa do programa PURSUE inclui vídeos militares e imagens da NASA, mas o Pentágono afirma que os casos permanecem sem explicação conclusiva.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos publicou, a 10 de julho de 2026, o quarto lote de arquivos sobre Fenómenos Anómalos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês), no âmbito do programa presidencial PURSUE. O conjunto inclui 40 registos — 19 vídeos, 14 documentos, três imagens e quatro áudios — provenientes de agências como a NASA, o FBI, a CIA e o Departamento de Energia, abrangendo relatos que vão de 1949 a 2025.
Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, os materiais agora divulgados referem-se a casos não resolvidos, nos quais o governo não conseguiu determinar de forma conclusiva a natureza dos fenómenos observados, seja por insuficiência de dados ou por características que escapam às explicações convencionais. O secretário da Defesa, Pete Hegseth, enquadrou a divulgação como um exercício de transparência sem precedentes, alinhado com a diretriz do presidente Donald Trump de desclassificar registos oficiais sobre UAP.
Entre os registos, destacam-se três fotografias captadas por astronautas a bordo do vaivém Columbia em 1996, que mostram um objeto não identificado em órbita terrestre, cujo movimento de rotação e deslocação entre a nave e o planeta foi documentado, mas sem que se apurasse a sua origem. Um relatório de 2015 descreve um objeto com forma de diamante avistado nas imediações da instalação nuclear de Pantex, no Texas, que se deslocava a baixa velocidade sem hélices ou motores visíveis. Um vídeo de 2019, registado por um sensor infravermelho a bordo de uma aeronave civil, mostra um objeto de pequenas dimensões a deslocar-se em sentido contrário a alta velocidade; o piloto que o reportou, com 28 anos de serviço na Força Aérea e na Marinha, afirmou nunca ter observado características de voo semelhantes. Outro vídeo, de 2025, captado por um sensor infravermelho de uma plataforma militar no Indo-Pacífico, regista uma área de contraste semelhante a uma estrela de seis pontas, enquanto um registo de 2020, no Atlântico, mostra um objeto castanho-escuro com cerca de quatro metros de altura, a derivar com o vento, descrito como semelhante a um balão deformado.
A publicação insere-se num processo gradual iniciado em maio de 2026, após uma ordem executiva de Trump, e que já disponibilizou centenas de documentos no portal war.gov/ufo. O Pentágono sublinha que os casos resolvidos são tratados em relatórios separados e que a análise de especialistas externos é bem-vinda. O programa PURSUE, que envolve a revisão de dezenas de milhões de documentos em várias agências, continuará a disponibilizar novos ficheiros à medida que forem desclassificados, estando a próxima remessa prevista para as próximas semanas.
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Golfo árabe | 0.00 | neutral |
A desclassificação gradual dos arquivos OVNI pelo Pentágono é um passo em direção à transparência, mas o mistério persiste.
Ao citar comentários de especialistas como Avi Loeb e a Disclosure Foundation, a cobertura confere credibilidade à ideia de que esses fenômenos merecem estudo sério, enquadrando o lançamento como um evento legítimo e não como um tópico marginal.
A cobertura atlantica omite a declaração explícita de que os arquivos ainda carecem de explicação conclusiva, enfatizando em vez disso a interpretação de especialistas e o processo de desclassificação.
O governo dos EUA continua a divulgar arquivos OVNI, mas a falta de explicações conclusivas apenas aprofunda o mistério.
Ao notar repetidamente que os arquivos 'ainda carecem de explicação conclusiva' e ao fornecer contexto histórico desde 1949, a cobertura enquadra o lançamento como uma continuação de um padrão de divulgação incompleta, fomentando o ceticismo.
A cobertura latinoamericana omite a análise de especialistas e o enquadramento científico presentes na atlantica, concentrando-se exclusivamente na ausência de explicações conclusivas.
O governo dos EUA divulgou outro lote de vídeos OVNI como parte de seu programa de desclassificação.
A cobertura usa um estilo direto de agência de notícias, apresentando o lançamento como um fato sem adicionar interpretação ou ceticismo, normalizando o evento como um procedimento governamental padrão.
A cobertura do golfo árabe omite qualquer menção à falta de explicação ou comentário de especialistas, apresentando-o como um simples lançamento.
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