
Alemanha cai nos pênaltis diante do Paraguai e aprofunda crise em Copas
Derrota nos 16 avos de final, a terceira eliminação precoce consecutiva, deixa o futuro de Nagelsmann em xeque e expõe a fragilidade de uma potência que não vence um mata-mata mundial desde 2014.
A Alemanha foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 na noite de segunda-feira, ao cair nos pênaltis por 4 a 3 diante do Paraguai, em Foxborough, após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação. Foi a primeira derrota alemã em uma disputa de pênaltis na história dos Mundiais — um desfecho que se desenhou quando Jonathan Tah, zagueiro que jamais havia cobrado uma penalidade na carreira, isolou a sexta cobrança, e José Canale converteu para a seleção sul-americana. A partida ainda teve um gol anulado de Tah na etapa complementar da prorrogação, após revisão do VAR por um contato de Waldemar Anton com o goleiro Orlando Gill, decisão que o técnico Julian Nagelsmann classificou como “um escândalo” e que Jürgen Klopp, comentarista na TV alemã, comparou a lances rotineiros do Arsenal campeão inglês.
O jogo expôs a inoperância ofensiva alemã apesar de 75% de posse de bola e 21 finalizações. Julio Enciso abriu o placar para o Paraguai aos 42 minutos do primeiro tempo, e Kai Havertz empatou de cabeça no início da segunda etapa. A partir dali, a Mannschaft encontrou uma defesa paraguaia compacta e não conseguiu transformar o volume de jogo em chances claras. Na disputa de pênaltis, Havertz, Nick Woltemade e Tah desperdiçaram suas cobranças, enquanto a Albirroja converteu quatro das cinco primeiras. Imagens da transmissão captaram o capitão Joshua Kimmich perguntando a Leon Goretzka se ele assumiria a sexta batida; o meio-campista recusou, e a responsabilidade recaiu sobre Tah, gerando uma onda de críticas na imprensa alemã.
A repercussão na Alemanha foi devastadora. O diário Bild chamou o resultado de “o próximo pesadelo do futebol alemão”, enquanto o Kicker definiu a atuação como “um atestado de incompetência”. O Süddeutsche Zeitung falou em “humilhação”, e o ex-campeão mundial Thomas Müller classificou a exibição como “vergonhosa”. Jürgen Klinsmann, campeão em 1990, foi ainda mais duro: “devastador, ridículo e vergonhoso”. O presidente da Federação Alemã (DFB), Bernd Neuendorf, anunciou que a decisão sobre a permanência de Nagelsmann — que tem contrato até 2028 — será tomada após o retorno ao país, mas deixou claro que “não se pode simplesmente voltar à rotina depois de um golpe tão duro”. Klopp, apontado como possível sucessor, afirmou que “não é o momento” de discutir o cargo.
Na perspetiva sul-americana, a vitória paraguaia é celebrada como um feito histórico. Sob o comando do argentino Gustavo Alfaro, a seleção guarani, que não disputava uma Copa desde 2010, eliminou uma tetracampeã mundial com uma atuação de enorme disciplina tática e entrega física, elogiada até por Müller. O Paraguai avança para as oitavas de final, onde enfrentará o vencedor do duelo entre França e Suécia, e iguala sua melhor campanha em Copas, alcançada na África do Sul em 2010.
Para a Alemanha, o fracasso em solo norte-americano é o terceiro consecutivo em Copas: depois do título de 2014, caiu na fase de grupos em 2018 e 2022, e agora não passou do primeiro mata-mata. A crise expõe um fosso entre o sucesso doméstico da Bundesliga e a escassez de talentos de elite em comparação com França, Inglaterra ou Espanha, como notam analistas europeus. O próximo compromisso da Mannschaft será em setembro, pela Liga das Nações, contra a Holanda, enquanto a DFB inicia um debate que pode redefinir os rumos do futebol alemão.
| Imprensa europeia continental | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
Fomos roubados pelo árbitro, e a má gestão da federação levou a três fracassos consecutivos. A equipa falta liderança e o sistema está partido.
Ao focar-se numa única decisão controversa e amplificar conflitos internos, a narrativa transforma uma derrota desportiva numa indignação moral e numa acusação sistémica, tornando a perda ilegítima e a crise existencial.
A narrativa omite a disciplina táctica do Paraguai e o facto de que a actuação da Alemanha no torneio foi medíocre, não apenas azar.
O Paraguai venceu a Alemanha nos penáltis e avançou. Aqui estão as três equipas que se qualificaram.
Ao incorporar o resultado numa lista neutra e usar linguagem factual e passiva, o relatório despolitiza o evento e trata-o como uma notícia desportiva de rotina, evitando qualquer narrativa de injustiça ou crise.
A omissão de qualquer análise do drama do jogo, do golo controverso ou do contexto histórico da Alemanha reduz o evento a uma mera estatística.
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