
Onda de calor extremo nos EUA ameaça final do Mundial 2026 e celebrações do 4 de Julho
Temperaturas podem chegar a 46°C, com alerta da ONU para riscos à saúde de jogadores e torcedores durante os jogos decisivos e o feriado da independência.
Uma massa de ar escaldante avança sobre o centro e o leste dos Estados Unidos, expondo cerca de 230 milhões de pessoas a índices de calor de até 46°C, segundo o Serviço Meteorológico Nacional (NWS). A onda de calor, que se intensifica ao longo da semana, já forçou o cancelamento de acampamentos de verão, feiras e atividades ao ar livre no Meio-Oeste, enquanto cidades como Chicago, Flint e Detroit ativaram centros de refrigeração. Autoridades de saúde contabilizaram mais de uma centena de atendimentos médicos por problemas relacionados ao calor apenas no dia de abertura do Mundial, com quatro hospitalizações.
A coincidência com a fase eliminatória do Mundial de 2026 levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a emitir um alerta específico. Um relatório da sua Secretaria para as Alterações Climáticas indica que 26 dos 104 jogos do torneio estão programados para condições de “calor extremo” e que 97 partidas têm probabilidade acrescida de decorrer em cenários que afetam o rendimento dos atletas. O documento sublinha que a final, marcada para 19 de julho no MetLife Stadium em Nova Jérsia, dois quartos de final e o jogo do terceiro lugar estão sob risco estatístico concreto de calor perigoso, medido pelo índice de bulbo húmido (WBGT). Durante a fase de grupos, os duelos Arábia Saudita-Uruguai e Suécia-Tunísia já foram disputados acima dos 28°C, limiar a partir do qual o sindicato de jogadores FIFPRO recomenda o adiamento, e o França-Iraque foi interrompido por duas horas devido a uma tempestade elétrica.
Enquanto o calor extremo se abate sobre as celebrações do 250.º aniversário da independência, com Washington D.C. a prever o 4 de Julho mais quente desde 1919, o noroeste do país regista um fenómeno oposto. Uma tempestade de inverno tardia deixou até 30 centímetros de neve nas montanhas de Idaho e Montana, encerrando passagens de acesso a parques nacionais como Yellowstone. Observadores na Europa, onde uma vaga de calor histórica causou centenas de mortes, notam que a frequência e intensidade destes episódios são consistentes com as projeções de agravamento climático.
Até ao momento, a FIFA não anunciou alterações ao calendário dos jogos decisivos, mas mantém em vigor pausas obrigatórias para hidratação. O NWS prolongou os avisos de “risco extremo” até ao fim de semana, alertando para noites anormalmente quentes que dificultam a recuperação do organismo. As autoridades locais pedem à população que limite a exposição solar, reforce a ingestão de água e verifique o estado de vizinhos vulneráveis, enquanto os organizadores do Mundial monitorizam a evolução das temperaturas nos estádios a céu aberto de Miami, Kansas City e Filadélfia.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A ONU alerta que uma onda de calor extremo nos EUA pode colocar em risco a final da Copa do Mundo de 2026, com as mudanças climáticas gerando condições perigosas. Várias partidas eliminatórias, incluindo a final, podem ser disputadas sob forte estresse térmico, gerando preocupação com jogadores e torcedores.
Uma onda de calor prolongada e potencialmente histórica deve cobrir grande parte dos EUA nesta semana, coincidindo com as comemorações do 4 de julho e os jogos eliminatórios da Copa do Mundo. Os meteorologistas destacam os riscos à saúde pública devido às altas temperaturas e umidade, recomendando precauções.
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