
Brasil vira sobre o Japão com gol nos acréscimos e avança às oitavas do Mundial 2026
Carlo Ancelotti guardou Neymar para a prorrogação, mas Martinelli decidiu no tempo normal e selou a classificação brasileira.
O Brasil garantiu a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 com uma vitória de virada por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston, num desfecho que só se definiu aos 95 minutos. Kaishu Sano abrira o marcador para os japoneses aos 29 do primeiro tempo, mas Casemiro empatou de cabeça aos 11 da etapa final e Gabriel Martinelli, lançado do banco, empurrou para as redes no último lance do tempo regulamentar, evitando o prolongamento.
A atuação brasileira dividiu análises. Na imprensa do Brasil, o técnico Carlo Ancelotti foi elogiado pela leitura tática no intervalo, quando trocou Lucas Paquetá por Endrick, abriu o time pelas pontas e passou a explorar cruzamentos — a jogada do empate nasceu exatamente dessa nova orientação. Já na perspetiva europeia, repercutiu sobretudo a gestão do banco: Ancelotti revelou que Neymar, recuperado de lesão na panturrilha, estava reservado para uma eventual prorrogação e só entraria se o empate não saísse até os 60 ou 65 minutos. O golo de Casemiro alterou o plano, e o treinador preferiu manter a estrutura que controlava a partida.
A resiliência coletiva foi o traço mais sublinhado nas análises asiáticas e sul‑americanas. Ancelotti afirmou que “sofrer é normal” e que a equipa não perdeu a paciência, mesmo quando o Japão se fechou com organização e intensidade. Casemiro, que recebera cartão amarelo ainda na primeira parte e fora apontado como responsável pelo golo japonês, foi defendido publicamente pelo treinador — “não acho que o golo do Japão seja um erro do Casemiro; falhámos na saída de bola” — e terminou eleito o melhor em campo pela FIFA. O discurso do volante ecoou o do treinador: “na segunda etapa, o Mister pediu tranquilidade, porque a gente estava pressionando, massacrando, e as oportunidades iam surgir”.
Com a classificação assegurada, o Brasil volta a campo no domingo, 5 de julho, em Nova Jérsia, para enfrentar o vencedor do duelo entre Costa do Marfim e Noruega. A comissão técnica monitoriza as condições físicas de Paquetá e do próprio Casemiro, que deixaram o relvado com queixas, enquanto aguarda a plena recuperação de Raphinha, lesionado na coxa direita. A gestão do plantel, num torneio de desgaste acumulado, permanece como eixo central da estratégia de Ancelotti para as fases eliminatórias.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Brasil sofreu mas mostrou força mental para virar, Ancelotti explicou que guardou Neymar para uma possível prorrogação, e a vitória deixa a seleção mais cascuda para o resto da Copa.
A calma e as decisões táticas de Ancelotti foram fundamentais para a virada do Brasil sobre o Japão, com o treinador elogiando a paciência e as opções da equipe.
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