
Ofensiva dos EUA no Irão deixa 14 mortos e põe fim a cessar-fogo no Golfo
Ataques americanos atingem mais de 170 alvos em dois dias; Teerão responde com mísseis contra bases dos EUA no Kuwait, Qatar, Bahrein e Jordânia, enquanto trégua de três semanas colapsa.
Pelo menos 14 pessoas morreram e 78 ficaram feridas em ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Irão, na noite de quarta-feira e madrugada de quinta-feira, segundo o Ministério da Saúde iraniano. As operações, que atingiram mais de 170 alvos militares ao longo da costa iraniana, marcaram o colapso do cessar-fogo temporário que vigorava há três semanas e reacenderam os confrontos no Golfo Pérsico.
De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), os bombardeamentos visaram sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e drones, lanchas rápidas da Guarda Revolucionária e infraestruturas logísticas, com o objetivo de reduzir a capacidade de Teerão de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz. A ofensiva foi uma retaliação a ataques contra três navios comerciais na região, atribuídos por Washington ao Irão, que não reivindicou a autoria. A imprensa estatal iraniana reportou danos numa ponte ferroviária utilizada no comércio com a Rússia e a China, na torre de controlo do porto de Chabahar e em edifícios do aeroporto de Iranshahr. Autoridades locais confirmaram que um projétil atingiu a área envolvente da central nuclear de Bushehr. Moradores e canais do Telegram ligados à Guarda Revolucionária relataram explosões em várias cidades, incluindo Ahvaz, Bandar Abbas e Konarak, embora muitas dessas informações não tenham sido verificadas de forma independente.
Em resposta, as Forças Armadas iranianas e a Guarda Revolucionária anunciaram o lançamento de “volume massivo” de drones e mísseis contra bases militares dos EUA no Kuwait, Qatar, Bahrein e Jordânia. O Kuwait confirmou a interceção de três mísseis balísticos, um míssil de cruzeiro e dez drones, com um ferido devido à queda de destroços. A Jordânia intercetou oito mísseis sem registo de vítimas. O Qatar não confirmou os ataques ao seu território, mas emitiu um alerta de segurança. O Irão reivindicou ainda ter atingido a base aérea de Azraq, na Jordânia, e um centro de comando norte-americano na região.
A escalada levou a contactos diplomáticos intensos. Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia e de Omã dialogaram com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, enquanto o Qatar, mediador habitual, condenou os ataques a navios comerciais e apelou ao regresso à diplomacia. O Presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ameaçou: “Batam, e levarão pancada”. O Presidente dos EUA, Donald Trump, declarou o cessar-fogo terminado e avisou que, se os ataques a navios se repetirem, “a situação será muito pior”. Nos mercados, o barril de Brent recuou para cerca de 76 dólares, após uma subida inicial, mas a instabilidade mantém a pressão sobre as economias lusófonas importadoras de energia, como Portugal e o Brasil.
Enquanto prossegue em Mashhad o funeral de Ali Khamenei, cuja morte ocorreu em circunstâncias ainda por esclarecer, a região permanece em estado de alerta máximo. Não há verificação independente de todas as baixas e danos reportados, e a situação no terreno continua a evoluir rapidamente.
| Imprensa iraniana e afins | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.30 | critical |
| Imprensa do Golfo árabe | 0.00 | neutral |
Iran suffers treacherous attacks while the world remains silent.
By emphasizing immediacy and lack of information, a sense of vulnerability and injustice is created, without contextualizing previous provocations.
The Iranian press omits any mention of Iranian attacks on US targets or the US justification for strikes, present in the Atlantic and Gulf blocs.
Escalation is out of control, diplomacy is the only way.
By presenting attack numbers and global consequences, a sense of urgency and need for intervention is built, without taking a clear side.
The Atlantic press omits the specific Iranian victim perspective and the localized impact on Iranian cities, focusing instead on strategic and global implications.
Military operations intensify, navigation in the Gulf is at risk.
Using precise figures and official sources, the event is presented as a fait accompli, avoiding moral judgments but emphasizing practical implications.
The Gulf press omits Iranian civilian casualties and internal Iranian reports of explosions, focusing solely on US military actions and their strategic rationale.
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