
Novos fármacos e hábitos de vida renovam estratégias contra o declínio cognitivo
Ensaios clínicos com canabinoides e um fármaco que reduz a proteína tau, somados a intervenções no estilo de vida, mostram resultados promissores, mas ainda preliminares, no combate à demência.
Apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, em Londres, dois ensaios clínicos de fase 2 indicam caminhos farmacológicos distintos para enfrentar a demência. O estudo LiBBY, com 120 participantes em estágios avançados de Alzheimer e outras demências, mostrou que uma combinação oral de THC e CBD reduziu a agitação em 87,2% dos pacientes após 12 semanas, uma melhoria avaliada como robusta pelos investigadores. Paralelamente, o fármaco experimental diranersen, da Biogen, administrado a cerca de 400 pessoas com défice cognitivo ligeiro, diminuiu a produção da proteína tau e, numa subanálise, atrasou o declínio cognitivo de forma comparável às terapias anti-amiloide já aprovadas. Ambos os resultados carecem de confirmação em estudos de maior escala e revisão por pares.
Na vertente da prevenção, um programa estruturado que integrou exercício físico supervisionado, dieta direcionada à saúde cerebral, treino cognitivo e interação social durante dois anos melhorou a memória e a velocidade de processamento em mais de mil idosos com fatores de risco, em 11 países da América Latina. A intervenção, que incluiu alimentos como peixes ricos em ómega-3, frutos vermelhos, vegetais de folha verde e frutos secos, reforça a evidência de que o estilo de vida pode proteger a cognição. A Organização Mundial da Saúde, por sua vez, alerta que apenas 3,3% da população indonésia consome as cinco porções diárias recomendadas de frutas e hortícolas, um padrão que se repete em muitas economias emergentes, incluindo o Brasil e Portugal, onde os alimentos ultraprocessados ganham espaço.
Na perspetiva de Buenos Aires, o neurologista Conrado Estol sublinha que a educação precoce reduz significativamente o risco de demência, citando publicações da revista The Lancet, e defende que a longevidade saudável assenta em sete pilares: controlo do stress, vínculos sociais, sono adequado, ausência de tabaco, moderação no álcool, nutrição equilibrada e exercício. Esta visão holística ecoa as conclusões de psicólogos como Laura Carstensen, da Universidade de Stanford, cuja Teoria da Seletividade Socioemocional explica que o bem-estar na segunda metade da vida não decorre da ausência de problemas, mas da capacidade de deixar de os encarar como obstáculos intransponíveis.
O próximo marco será o ensaio alargado do diranersen, já planeado pela Biogen, enquanto a comunidade científica aguarda a publicação revista por pares dos resultados do LiBBY. Para os sistemas de saúde do espaço lusófono, o desafio imediato é traduzir estas evidências em políticas de promoção de dietas tradicionais e de atividade física, à semelhança das recomendações da OMS para a rotulagem frontal e a tributação de produtos não saudáveis.
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
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| Imprensa latino-americana | +0.20 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.30 | aligned |
Indonesia and Southeast Asian countries must adopt healthier eating habits to prevent dementia, following WHO guidelines.
Using WHO authority and scientific studies makes the message universal and indisputable, shifting responsibility to the population.
New drugs or cannabis as therapeutic options are not mentioned, which could offer alternatives for those unable to change lifestyle.
Cannabis research offers new hope for advanced dementia patients, while early education remains the best prevention.
Combining a promising clinical result with expert opinion creates a narrative of balanced progress between treatment and prevention.
The anti-tau drug, another important research avenue, is not discussed, nor are the access difficulties for medical cannabis.
Medical cannabis reduces agitation in 90% of advanced dementia patients, and a new anti-tau drug shows potential to slow the disease.
Using an impressive percentage and clinical language creates a sense of imminent breakthrough, making the pharmacological solution the most credible.
The importance of diet and exercise in prevention is not mentioned, nor the limitations of clinical trials (e.g., phase 2, small sample).
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