
Noiva e amante são acusados de matar empresário em forte na Índia; casos similares ecoam no Brasil e Itália
A morte de Ketan Agarwal, empurrado de um precipício após suposta conspiração da noiva, reacende o debate sobre violência em relações íntimas, enquanto investigações no DF e em Nápoles revelam dinâmicas de controle e crueldade.
Um empresário de 26 anos morreu ao cair de um desfiladeiro no forte de Lohagad, no estado indiano de Maharashtra, num caso que as autoridades locais tratam como homicídio premeditado. Ketan Agarwal estava acompanhado da noiva, Siya Goyal, de 20 anos, quando o episódio ocorreu, a 18 de junho. Inicialmente registado como acidente, o inquérito foi reclassificado após a polícia deter Goyal e um segundo suspeito, Chetan Chaudhary, de 22 anos, apontado como amante da jovem.
Segundo a polícia rural de Pune, o casal terá planeado a morte de Agarwal ao longo de semanas, com pelo menos duas tentativas anteriores frustradas. Registos telefónicos indicam mais de duas mil chamadas entre os acusados nos meses anteriores, e os investigadores afirmam que ambos apagaram conversas e ficheiros dos telemóveis antes e depois do crime. A defesa de Goyal contesta a acusação, alegando ausência de testemunhas oculares e de provas materiais diretas. O pai da vítima, Vishal Agarwal, rejeitou a hipótese de o noivado ter sido rompido por causa de uma prótese capilar que o filho usava, afirmando que a família da noiva fora informada previamente.
A violência em relações afetivas também marcou investigações recentes noutras latitudes. No Distrito Federal brasileiro, um casal de 24 anos foi preso em junho por matar uma mulher de 35 anos, alegadamente por desacordo na venda de telemóveis; a vítima foi agredida até à morte. Em Itália, o julgamento pelo feminicídio de Martina Carbonaro, de 14 anos, revelou que a adolescente se confidenciava com uma inteligência artificial sobre o medo que sentia do ex-namorado, que lhe escrevera “deves morrer por amor”.
O governo de Maharashtra nomeou o procurador Ujjwal Nikam, conhecido pela acusação no caso dos atentados de Mumbai em 2008, para conduzir o processo. As autoridades indianas prometem um julgamento célere, enquanto a investigação prossegue com a análise forense dos dispositivos apreendidos e a audição de familiares.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa indiana pinta um quadro arrepiante: uma jovem noiva teria empurrado o noivo em um desfiladeiro porque matar lhe parecia mais fácil do que enfrentar a família. Detalhes macabros — crânio esmagado, a calma perturbadora da acusada, conversas apagadas — alimentam uma narrativa de traição e horror psicológico, enquanto especialistas questionam por que alguns escolhem a violência letal em vez de um término.
A mídia do Golfo relata com distanciamento a confissão chocante no caso do assassinato de Pune: a acusada supostamente achou mais fácil matar do que cancelar o casamento arranjado. O foco está no rastro digital e nas milhares de chamadas que os investigadores estão examinando, em uma atualização concisa e pragmática da investigação.
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