
Asfixia em multidão mata ao menos três durante festejos da vitória do México na Copa
Autoridades de saúde da Cidade do México confirmaram mortes por sufocamento nas imediações do monumento do Anjo da Independência, enquanto a dimensão exata da tragédia ainda é apurada.
Ao menos três pessoas morreram por asfixia na madrugada desta quarta-feira, na Cidade do México, durante as celebrações pela vitória da seleção anfitriã sobre o Equador por 2 a 0, que garantiu a vaga nas oitavas de final do Mundial de 2026. Os óbitos ocorreram nas imediações do monumento do Anjo da Independência e do Paseo de la Reforma, onde milhares de torcedores se concentraram para festejar o primeiro triunfo mexicano em uma fase eliminatória de Copa do Mundo em 40 anos.
Segundo a Secretaria de Saúde Pública da capital, as vítimas identificadas são um homem de 44 anos, uma jovem de 19 e uma mulher de 48. As três foram encontradas inconscientes em pontos distintos da região central — duas no cruzamento das ruas Hamburgo e Lancaster, e a terceira na rua Berna, na colônia Juárez. Equipes de emergência realizaram manobras avançadas de reanimação e as encaminharam a hospitais, mas os óbitos foram confirmados por sufocamento. A prefeita Clara Brugada expressou condolências às famílias e fez um apelo para que a população “celebre sempre com responsabilidade, cuidado e empatia”.
Há divergência entre as fontes oficiais quanto ao número total de vítimas fatais. Enquanto os primeiros comunicados da secretaria de saúde e da prefeitura mencionavam três mortes por asfixia, a titular da pasta, Nadine Gasman, informou posteriormente em entrevista coletiva um quarto falecimento: um homem de aproximadamente 30 anos, ainda não identificado, que sofreu uma crise epiléptica, convulsões e hemorragia digestiva, vindo a falecer no hospital após uma parada cardiorrespiratória. As autoridades não esclareceram se esse caso está diretamente relacionado à aglomeração ou se ocorreu em circunstâncias distintas, e a investigação segue em curso.
A celebração que terminou em tragédia reuniu, segundo estimativas do governo local, mais de 1,4 milhão de pessoas apenas no corredor que vai do Paseo de la Reforma ao centro histórico. A vitória sobre o Equador encerrou um jejum de quatro décadas sem triunfos mexicanos em mata-mata de Mundiais, o que explica a dimensão da mobilização popular. Além das mortes, o sistema de saúde contabilizou 1.615 atendimentos médicos durante a noite, a maioria por contusões, fraturas, intoxicações alcoólicas e crises de ansiedade; 28 pessoas precisaram de internação hospitalar.
A Procuradoria-Geral de Justiça da Cidade do México abriu investigações para apurar as circunstâncias exatas dos óbitos. O governo capitalino anunciou a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas zonas de festejo e o reforço do esquema de segurança para o próximo jogo da seleção, no domingo, contra a Inglaterra. O saldo provisório de vítimas permanece em quatro, mas a correlação entre o quarto óbito e a aglomeração ainda não foi estabelecida de forma conclusiva pelas autoridades.
| Imprensa latino-americana | +0.20 | neutral |
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| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.40 | aligned |
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.10 | neutral |
Mexico rejoices in victory but cannot ignore the mourning: the report balances national pride with respect for the victims.
Alternating exultant phrases and brief tragic notes creates a balance that does not overshadow the celebration but does not erase the pain.
The causes of death and any responsibility of the authorities in crowd management are not explored.
Mexico wins and the people come together: the victims are part of the price of glory, but the nation remains united and proud.
Epic and communal language absorbs death into the heroic narrative of victory, minimizing its gravity.
No mention of safety criticisms or the condition of the injured, and any comparison with similar incidents is avoided.
Mexico beats Ecuador, but three people die in the celebrations: the facts are presented without comment.
The news is reduced to essential data (victory, deaths), without context or judgment, like an agency wire.
No analysis of causes or authorities' reactions, and no connection to other violent incidents during celebrations.
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