
Trump ironiza Tuchel e questiona Kane 'defensivo' após queda da Inglaterra
Presidente dos EUA junta-se às críticas à estratégia defensiva do treinador alemão na semifinal do Mundial, vencida pela Argentina de virada.
A Inglaterra esteve a cinco minutos da sua primeira final de um Campeonato do Mundo desde 1966, mas uma reviravolta da Argentina, orquestrada por Lionel Messi, selou a eliminação dos Three Lions nas meias-finais do Mundial de 2026. Anthony Gordon abriu o marcador aos 55 minutos, em Atlanta, e a equipa de Thomas Tuchel recuou progressivamente, adotando uma linha de cinco defesas e substituições de cariz defensivo. A Argentina aproveitou os espaços concedidos: Enzo Fernández empatou aos 85 minutos e Lautaro Martínez, já no período de descontos, cabeceou o golo da vitória por 2-1, garantindo a presença na final contra a Espanha.
A gestão táctica de Tuchel foi imediatamente contestada. Na imprensa britânica, antigos internacionais como Gary Lineker e Michael Owen questionaram a opção de retirar jogadores ofensivos e reforçar a defesa quando a equipa estava em vantagem, com alguns comentadores a classificarem a abordagem como excessivamente passiva. A Federação Inglesa de Futebol (FA), contudo, reiterou publicamente o apoio ao treinador alemão, cujo contrato se estende até 2028.
A controvérsia extravasou o universo do futebol quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a derrota inglesa durante uma receção da FIFA em Nova Iorque. Trump, que partilhou um jogo de golfe com o capitão Harry Kane há 18 meses, afirmou que “talvez tenham cometido um erro ao torná-lo um jogador defensivo”, acrescentando, com ironia, “o que sei eu de futebol?”. O presidente norte-americano sugeriu que a equipa deveria ter mantido uma postura mais ofensiva, mas ressalvou não ser especialista em treino. Quando questionado sobre as declarações, Tuchel respondeu com outra pergunta: “Está a usar Donald Trump como testemunha neste caso?”.
Na conferência de imprensa antes do jogo de atribuição do terceiro lugar, frente à França, Tuchel defendeu as suas decisões, afirmando não se arrepender e justificando que a equipa se tornara “demasiado passiva” e que tentou ajudar. Reconheceu, porém, que a eliminação deixou “cicatrizes” e que existe uma “pequena distância” a percorrer para ombrear com seleções como Argentina, Espanha e França, habituadas a disputar finais. O desfecho imediato será o confronto com a França, em Miami, onde a Inglaterra procura o melhor resultado em 60 anos, enquanto a Argentina e a Espanha decidem o título em Nova Jérsia.
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
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| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.10 | neutral |
O sudeste asiático relata as palavras de Trump sem tomar partido, limitando-se a registrar sua crítica como um fato.
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