
Índia lança primeiro foguete orbital privado e entra para grupo restrito de potências espaciais
Missão Aagaman, da startup Skyroot Aerospace, coloca satélites em órbita e marca a estreia do setor privado indiano no mercado global de lançamentos comerciais.
A Índia tornou-se no sábado o terceiro país a dispor de capacidade de lançamento orbital por iniciativa privada, após a startup Skyroot Aerospace colocar com sucesso o foguete Vikram-1 numa órbita terrestre baixa de 450 quilómetros. O veículo, com cerca de 23 metros de altura e construído integralmente em material composto de carbono, descolou do Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharikota, às 12h05 locais, após uma breve interrupção planeada da contagem decrescente. Cerca de quinze minutos depois, confirmou-se a injeção orbital das cargas úteis, um feito que, na perspetiva de Nova Deli, consolida a reforma de 2020 que abriu o setor espacial ao investimento privado.
O Vikram-1 transportava seis cargas tecnológicas, entre as quais um satélite de demonstração da própria Skyroot, um braço robótico concebido para a remoção de detritos espaciais e experiências de empresas alemãs. A missão incluía ainda objetos simbólicos: uma flor de lótus feita de diamantes cultivados em laboratório, um foguete em miniatura de ouro com microesculturas de três cientistas indianos e um postal manuscrito do primeiro-ministro Narendra Modi com a inscrição “Vande Mataram”. O voo inaugural validou sistemas de propulsão, aviónica, telemetria e navegação, recolhendo dados de engenharia que a empresa utilizará para aperfeiçoar futuras missões comerciais.
Fundada em 2018 por dois antigos cientistas da agência espacial estatal ISRO, a Skyroot Aerospace tornou-se este ano a primeira startup espacial indiana a atingir uma avaliação superior a mil milhões de dólares. O lançamento insere-se num ecossistema que já conta com mais de 400 empresas do setor e que o governo de Nova Deli pretende ver crescer de um volume de negócios atual de cerca de 8 mil milhões de dólares para 44 mil milhões até 2033. Observadores internacionais notam que o sucesso intensifica a concorrência no mercado de lançamento de pequenos satélites, onde a Skyroot propõe um modelo de serviço dedicado, descrito internamente como um “táxi para o espaço”, em alternativa às boleias partilhadas em foguetes de maior porte.
A empresa planeia realizar ainda este ano um segundo voo de teste do Vikram-1, antes de iniciar operações comerciais regulares. Em paralelo, a ISRO anunciou que executará pelo menos sete lançamentos no atual exercício fiscal, incluindo a primeira missão não tripulada do programa Gaganyaan, com o objetivo de enviar um astronauta indiano ao espaço até 2027. O próximo marco a observar será a entrada em funcionamento do segundo complexo de lançamento indiano, em Kulasekarapattinam, prevista para os próximos meses, o que deverá ampliar a cadência de voos a partir de solo indiano.
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India celebrates its space and railway triumph, emphasizing national pride and the role of the private sector.
The narrative relies on the historical parallel with the 1980 SLV-3 success, creating continuity that legitimizes the private venture as heir to the national space tradition.
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