
Emirados e Marrocos recebem prêmio dos EUA por liberdade religiosa no dia do 'Pacto da União'
Condecoração no Senado americano coincidiu com a data nacional que celebra a assinatura do documento fundador dos EAU, em 1971, e destaca o modelo de tolerância de ambos os países.
A 18 de julho de 2025, os Emirados Árabes Unidos e Marrocos receberam o primeiro prémio internacional 'America 250 Founders’ Promise Award', numa cerimónia no Senado dos Estados Unidos, em Washington, integrada nas comemorações dos 250 anos da independência norte-americana. A distinção, criada para homenagear nações com contributos excecionais para a liberdade religiosa, a cidadania igualitária e a proteção das minorias, foi anunciada no mesmo dia em que os EAU assinalam o 'Dia do Pacto da União', que evoca a assinatura, em 1971, do documento que deu origem à federação. A sessão contou com a presença dos senadores Jim Lankford e Jim Risch, do secretário de Estado adjunto Riley Barnes e de líderes religiosos internacionais.
Segundo a comissão organizadora, presidida por Greg Mitchell, os EAU foram reconhecidos por terem transformado os valores de tolerância e diálogo inter-religioso em políticas públicas e instituições de alcance global, enquanto Marrocos foi distinguido pela relação histórica com os EUA e pelo seu papel na promoção da moderação religiosa e da diversidade cultural. Na sua intervenção, o secretário-geral do Fórum de Abu Dhabi para a Paz, xeque Al-Mahfouz bin Bayyah, destacou a Declaração de Marraquexe de 2016 como referência contemporânea para a liberdade religiosa inspirada na Carta de Medina, e apresentou os dois países como modelos de como os valores islâmicos podem sustentar a cidadania moderna e combater o extremismo.
A coincidência do prémio com o Dia do Pacto da União ampliou a sua ressonância simbólica nos EAU. A data, declarada ocasião nacional pelo Presidente xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan em 2024, recorda o momento em que os pais fundadores, liderados pelo xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan, assinaram o documento da união e a Constituição, lançando as bases de um Estado que, nas palavras de responsáveis emiratis, colocou o desenvolvimento humano e a coesão social no centro do seu projeto. Declarações de várias entidades oficiais, incluindo o presidente da Autoridade Nacional Antidroga e o diretor-geral dos Serviços de Saúde dos EAU, sublinharam a renovação do compromisso com os valores de unidade, tolerância e serviço à humanidade, ligando o legado histórico às realizações contemporâneas.
Observadores em Lisboa e Brasília notam que o reconhecimento internacional do modelo de coexistência religiosa dos EAU e de Marrocos ecoa em sociedades lusófonas marcadas pela diversidade religiosa, ainda que sem um paralelo institucional direto. O galardão, integrado no programa 'America 250', ilustra como Washington utiliza o seu semiquincentenário para destacar parcerias alinhadas com os ideais fundadores. Para os EAU, a validação externa reforça a estratégia de poder brando como centro global de diálogo inter-religioso, enquanto internamente consolida a narrativa de uma nação erguida sobre um pacto moral e não apenas sobre conveniência política. As comemorações norte-americanas prosseguem até 2026, e espera-se que os países distinguidos aprofundem a sua participação em fóruns internacionais sobre liberdade religiosa.
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Os Emirados renovam seu pacto fundador, celebrando a sabedoria do pai da nação e a orientação do presidente atual, que instituiu este dia para fortalecer a identidade nacional.
A repetição de termos como 'pacto', 'confiança', 'unidade' e a referência constante à figura paterna de Zayed criam uma aura sagrada em torno do evento, tornando a celebração um ato de lealdade em vez de uma simples comemoração.
O prêmio americano e o reconhecimento internacional do modelo de tolerância dos Emirados estão ausentes da narrativa, que se concentra exclusivamente na celebração interna.
Marrocos e os Emirados recebem um prêmio americano que certifica seu compromisso com a liberdade religiosa, demonstrando que o modelo árabe de tolerância está alinhado com os princípios ocidentais.
O uso do contexto do 250º aniversário americano e do Senado como moldura confere autoridade ao prêmio, transformando um reconhecimento bilateral em uma validação universal.
A celebração interna do Dia do Pacto da União e a narrativa fundacional estão ausentes, com a atenção inteiramente no prêmio americano.
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