
Moscovo fecha aeroportos após ataque com dezenas de drones ucranianos
Ofensiva aérea sobre a capital russa e a Crimeia intensifica guerra de infraestruturas, enquanto Moscovo suspende venda de combustível na península anexada e Kiev atinge navio mercante.
Os quatro aeroportos de Moscovo suspenderam voos na madrugada de segunda-feira, depois de as defesas aéreas russas intercetarem dezenas de drones lançados pela Ucrânia contra a capital. O presidente da câmara, Serguei Sobianin, contabilizou 59 aparelhos abatidos, enquanto o Ministério da Defesa reportou 301 drones neutralizados em todo o território, incluindo a Crimeia anexada. As restrições foram levantadas ao fim de algumas horas e não foram registados danos significativos na cidade, dias depois de um ataque de grande escala ter atingido a única refinaria de Moscovo.
Na perspetiva do Kremlin, o porta-voz Iuri Uchakov afirmou que Moscovo não aguarda a aplicação dos acordos alcançados em Anchorage, mas sim a vitória e a concretização dos seus objetivos. Na Crimeia, o governador nomeado pela Rússia suspendeu a venda de combustível ao público e a empresas, limitando o abastecimento a serviços essenciais, em resposta aos ataques ucranianos a rotas de aprovisionamento e instalações energéticas. Do lado ucraniano, o Presidente Volodymyr Zelensky confirmou uma série de ataques de longo alcance contra a logística militar russa, infraestruturas petrolíferas e sistemas de defesa aérea, incluindo radares S-400 e sistemas Pantsir, em ambos os lados da ponte da Crimeia.
A escalada estendeu-se ao tráfego marítimo civil. Um drone russo incendiou o cargueiro Victress, de bandeira panamiana e operado por uma empresa turca, matando um cozinheiro egípcio e obrigando oito tripulantes a abandonar a embarcação. Autoridades ucranianas relataram ainda mortes de civis nas regiões de Sumy, Zaporíjia e Odessa, na sequência de ataques com mísseis e drones russos. O ciclo de golpes recíprocos contra infraestruturas energéticas gerou uma crise de combustível na Crimeia e repetidas interrupções nas refinarias russas.
Observadores em Brasília e Luanda acompanham o impacto do conflito nos mercados globais de energia, uma vez que as perturbações na capacidade de refinação russa e nas rotas de exportação do mar Negro influenciam a volatilidade dos preços do petróleo. Analistas em Lisboa sublinham que o ataque a navios mercantes sob bandeiras de países terceiros levanta preocupações jurídicas e de seguros para o transporte marítimo internacional, com possíveis repercussões para Estados portuários como Portugal.
O dossiê diplomático permanece bloqueado. A rejeição pelo Kremlin dos acordos de Anchorage, classificados como inexequíveis por uma das partes, sinaliza a continuação da via militar. A Ucrânia, por seu turno, demonstra uma capacidade crescente de projeção de força no interior do território russo. Os próximos passos apontam para a intensificação dos ataques mútuos a centros logísticos e energéticos, sem que se vislumbre no horizonte imediato uma retoma das negociações de cessar-fogo.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um enxame de drones teve como alvo Moscou durante a noite, levando as autoridades a fechar temporariamente os quatro aeroportos da capital. Autoridades russas disseram ter interceptado 59 drones, enquanto na Crimeia o fornecimento de combustível foi restrito a serviços essenciais. Os incidentes destacam o alcance da guerra em território russo.
As defesas aéreas russas interceptaram quase 60 drones que se dirigiam a Moscou, causando uma breve suspensão dos voos nos aeroportos da cidade. As operações voltaram rapidamente ao normal e o ministério da Defesa relatou um total de 301 drones abatidos durante a noite, inclusive sobre áreas ocupadas. O episódio é apresentado como uma resposta defensiva bem-sucedida.
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