
Canadá e Suíça disputam a liderança do Grupo B, enquanto Bósnia e Qatar lutam pela sobrevivência
Com quatro pontos cada, canadenses e suíços se enfrentam em Vancouver; bósnios e qataris, com um ponto, precisam vencer em Seattle para manter chances de avançar aos 16avos de final.
A terceira e última rodada do Grupo B do Mundial de 2026 coloca frente a frente, nesta quarta-feira (24), as seleções que dividem a liderança e as que partilham o fundo da tabela. Canadá e Suíça somam quatro pontos, com vantagem canadense no saldo de golos (+6 contra +3), e jogam no BC Place, em Vancouver. Bósnia e Herzegovina e Qatar, ambos com um ponto e saldos negativos (-3 e -6, respetivamente), medem forças no Lumen Field, em Seattle. Os dois jogos começam simultaneamente às 16h (horário de Brasília) e definem não apenas os dois primeiros colocados, mas também qual terceiro lugar ainda poderá sonhar com uma vaga entre os oito melhores terceiros da fase de grupos.
O Canadá chega embalado pela maior vitória de sua história em Copas: 6-0 sobre o Qatar, com três golos de Jonathan David, atacante da Juventus. Antes, empatara em 1-1 com a Bósnia. A Suíça, após empatar com o Qatar (1-1), goleou a Bósnia por 4-1, com destaque para Johan Mazambi, autor de dois golos. Os suíços, que não sofreram golos no primeiro tempo em seus últimos cinco jogos, têm em Granit Xhaka e Manuel Akanji os pilares de uma defesa consistente. Observadores na América do Norte notam que o Canadá, anfitrião do torneio, tem a oportunidade de disputar as duas primeiras partidas eliminatórias em Vancouver caso vença o grupo.
No duelo de Seattle, Bósnia e Qatar vivem situações de pressão máxima. A Bósnia, liderada pelo veterano Edin Dzeko, precisa vencer e torcer por uma combinação de resultados para ultrapassar um dos rivais ou garantir pontos suficientes para a repescagem dos terceiros. O Qatar, que somou seu primeiro ponto em Mundiais ao empatar com a Suíça, sofreu um duro revés com a goleada canadense e as expulsões de Homam Ahmed e Assim Madibo, desfalques confirmados. Analistas no Médio Oriente apontam que a equipa de Julen Lopetegui terá de mostrar uma organização defensiva muito superior à exibida contra o Canadá para evitar a eliminação precoce.
Do ponto de vista tático, espera-se um jogo mais aberto do que o habitual entre bósnios e qataris, tradicionalmente adeptos de blocos baixos. Agências de notícias do Sudeste Asiático compilaram dados que mostram a Bósnia com média de 38% de posse de bola e 32,5 incursões no terço final, contra 27,5% e 15,5 do Qatar. A seleção europeia conta com o regresso de Nikola Katic à defesa, mas perdeu Tarik Muharemovic, expulso. O Canadá não terá o médio Ismaël Koné, lesionado com fratura na perna, e deverá apostar em Nathan Saliba. A Suíça, por sua vez, pode promover Rubén Vargas e o próprio Mazambi ao onze titular.
O vencedor do Grupo B enfrentará um dos oito melhores terceiros colocados na segunda ronda, enquanto o segundo classificado terá pela frente o segundo do Grupo A. Para Canadá e Suíça, o empate basta para garantir a classificação, mas a liderança oferece um caminho teoricamente mais acessível. Bósnia e Qatar, se vencerem, ainda dependerão de outros resultados para saber se os quatro pontos serão suficientes para seguir no torneio. Em caso de igualdade, ambos estarão eliminados.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A mídia canadense demonstra confiança tranquila antes do confronto decisivo do grupo contra a Suíça. Uma vitória ou empate garantiria o primeiro lugar do Grupo B e uma partida eliminatória em casa, em Vancouver, exatamente como a equipe planejou desde o início. O atacante Cyle Larin ressaltou a crença do elenco de que sempre esperaram estar nessa posição.
Veículos italianos e suecos enquadram o jogo Canadá-Suíça como um duelo pela supremacia do grupo, observando com um toque de ironia que este poderia ter sido o grupo da Itália. As odds das casas de apostas são citadas para mostrar a Suíça como ligeira favorita, enquanto o atacante canadense Jonathan David é retratado como um jogador cujos gols na Copa podem decidir se ele permanece em um grande clube europeu ou desce de nível, com a Juventus supostamente pronta para vendê-lo por cerca de 30 milhões de euros.
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