
Messi iguala recorde de Klose e Argentina busca vaga antecipada contra a Áustria
Com 16 gols em Copas do Mundo, o camisa 10 pode se isolar como maior artilheiro da história do torneio nesta segunda-feira (22), em Dallas, enquanto a Albiceleste mira a classificação para os 16avos de final.
Aos 38 anos, Lionel Messi aterrissa em Dallas carregando o peso de um recorde que já não pertence só a Miroslav Klose. O hat-trick na estreia contra a Argélia – 3 a 0, com os três gols do capitão – igualou o atacante alemão no topo da artilharia histórica das Copas, com 16 tentos. Agora, diante da Áustria, o craque tem a chance de dormir isolado na liderança e, de quebra, encaminhar a Argentina à fase de mata-mata com uma rodada de antecedência. Uma vitória no AT&T Stadium, estádio dos Cowboys que ganhou teto retrátil e ar-condicionado para domar o calor texano, praticamente garante o primeiro lugar do Grupo J.
Do lado argentino, a semana foi de gestos contidos e dúvidas táticas. Lionel Scaloni evitou alongar-se sobre os boatos falsos que envolveram a família de Messi e concentrou as atenções no plano de jogo. A baixa certa é o lateral-direito Gonzalo Montiel, preservado por sobrecarga muscular, o que devolve a titularidade a Nahuel Molina. No ataque, a disputa entre Lautaro Martínez e Julián Álvarez segue em aberto, enquanto Thiago Almada e Nicolás González brigam por uma vaga no meio-campo. O treinador reconheceu que “não há partido fácil” e que a paridade da competição exige um time pronto para se “atrincherar” quando necessário – um sinal de que a pressão alta austríaca é levada a sério.
A Áustria, que voltou a uma Copa depois de 28 anos, chega embalada pelo 3 a 1 sobre a Jordânia e com o discurso de quem respeita, mas não se apequena. O técnico Ralf Rangnick afirmou não ter encontrado pontos fracos na Argentina e prometeu “coragem, energia e o melhor jogo desde que assumiu”. Seu estilo é intenso e vertical: um 4-2-3-1 que, ao perder a bola, se transforma numa matilha de pressing imediato, mas que também expõe espaços atrás da linha de pressão. David Alaba, Marcel Sabitzer e Konrad Laimer – este último classificando Messi como “o melhor jogador que existe” – são os pilares de um sistema que aposta mais na disciplina coletiva do que em brilhos individuais. Observadores europeus sublinham que a Áustria é perigosa justamente por seu caos organizado: agride, acelera, mas pode ser ferida por quem circular a bola com paciência.
Fora de campo, o calor de quase 40 graus em ruas calmas de Dallas contrasta com a fervura dos milhares de torcedores argentinos que fizeram um banderazo no centro da cidade. O AT&T Stadium, com sua climatização de última geração, anula os rigores do verão texano e promete um ambiente neutro para um duelo que vale mais do que três pontos. Uma vitória da Albiceleste, combinada a um tropeço da Jordânia contra a Argélia, assegura matematicamente a vaga nos 16avos de final e permite a Scaloni rodar o elenco no último jogo da fase de grupos – trunfo valioso num Mundial desgastante de 48 seleções.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa argentina celebra a partida como um passo decisivo rumo à classificação, com Messi prestes a se tornar o maior artilheiro da história das Copas. Dilemas táticos de Scaloni são analisados e Dallas é retratada como uma cidade sem tradição no futebol, surpresa pelo fervor argentino.
A mídia internacional foca nos recordes que devem ser quebrados, de Messi e Ronaldo estendendo seus legados a Mbappé e Haaland buscando marcos, em tom distante e baseado em números.
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