
Paolo Maldini assume comando técnico da Itália e tentará reerguer Azzurra após crise
Ex-capitão do Milan terá ao lado o brasileiro Leonardo como assessor; dupla definirá novo treinador e mira o Mundial de 2030.
A Itália, ausente das Copas do Mundo de 2018, 2022 e 2026, deu um passo decisivo na sua reconstrução. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciou neste sábado (11) a contratação de Paolo Maldini como novo diretor técnico, cargo que lhe confere amplos poderes sobre todas as seleções nacionais, do futebol de base ao profissional. Ao seu lado, como conselheiro, estará o brasileiro Leonardo, ex-dirigente de PSG e Milan, numa parceria que reedita os tempos de San Siro. A dupla terá a missão de resgatar o prestígio da tetracampeã mundial, que não disputa um Mundial desde 2014.
A escolha de Maldini, 58 anos, foi o primeiro grande ato do novo presidente da FIGC, Giovanni Malagò, eleito em junho após a renúncia de Gabriele Gravina, pressionado pelo fracasso na repescagem para o Mundial de 2026, quando a Itália caiu nos pênaltis diante da Bósnia-Herzegovina. Desde então, a Azzurra estava sem treinador, depois que Gennaro Gattuso deixou o cargo. Segundo a imprensa italiana, Maldini relutou, mas aceitou um contrato até 2030, com condições financeiras favoráveis à federação. Malagò revelou que Maldini exigiu a participação de Leonardo, com quem já havia trabalhado no Milan entre 2018 e 2019, período que lançou as bases para o título da Serie A em 2021/22.
A crise italiana é profunda e ecoa em toda a Europa. Comentaristas em Lisboa lembram que a seleção azzurra, campeã da Eurocopa em 2021, viu sua geração envelhecer sem reposição, enquanto os clubes italianos recorrem cada vez mais a estrangeiros. No Brasil, a nomeação de Leonardo — campeão do mundo em 1994 pela seleção canarinho — é vista como um reconhecimento de sua competência como dirigente, após passagens pelo PSG, onde participou de negociações como a contratação de Messi e a renovação de Mbappé. Veículos brasileiros destacam que a dupla Maldini-Leonardo simboliza uma aposta na gestão de elite, combinando o carisma de um ídolo local com o pragmatismo de um executivo global.
Entre as primeiras tarefas da nova direção está a escolha do treinador. O nome mais especulado, conforme a imprensa de Milão, é o de Antonio Conte, que comandou a seleção entre 2014 e 2016 e está livre desde sua saída do Napoli. Mas também se fala em Roberto Mancini, que deixou o cargo em 2023 de forma conturbada para assumir a Arábia Saudita, e até mesmo em Pep Guardiola, que estaria em período sabático após deixar o Manchester City. A decisão, no entanto, caberá exclusivamente a Maldini, que também presidirá o Club Italia, órgão que supervisiona todos os times nacionais, incluindo categorias de base e feminino. O objetivo declarado é estar competitivo para a Eurocopa de 2028 e, sobretudo, garantir vaga no Mundial de 2030, que terá jogos na Espanha, Marrocos, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Enquanto o futebol mundial acompanha a Copa do Mundo de 2026, a Itália inicia seu luto ativo. A nova estrutura não elimina o ceticismo de alguns analistas europeus, que apontam a urgência de reformas no sistema de formação de atletas. Mas a chegada de uma lenda como Maldini — 126 jogos pela Azzurra, sete títulos italianos e cinco Champions pelo Milan — e de um gestor com a experiência de Leonardo acende a esperança de que a reconstrução, desta vez, sairá do papel. O primeiro teste será a Nations League, em setembro, ainda sob comando interino, mas os olhos estarão voltados para a escolha do novo condutor, prevista para as próximas semanas.
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
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| Imprensa europeia continental | +0.20 | neutral |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.50 | aligned |
The reconstruction of the Italian national team begins with the Maldini-Leonardo duo, two former Milan teammates.
Presents the news as a fait accompli, relying on Fabrizio Romano's authority and Italy's historical crisis for credibility.
The FIGC has chosen Maldini as technical director and Leonardo as advisor to relaunch the national team after the World Cup failure.
Uses the official FIGC communiqué and Malagò's statements to legitimize the decision, presenting it as a planned turning point.
Paolo Maldini takes on the mission of returning Italy to the forefront of football after three consecutive failures.
Uses emotional and aspirational language to transform the appointment into a national epic, focusing on Maldini's legendary status.
Does not mention that Maldini will also be president of Club Italia, reducing the scope of his role.
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