
Pirlo assume a dianteira na corrida pela seleção italiana, com Maldini e Leonardo a liderar a escolha
A federação italiana prepara uma short list e o antigo campeão do mundo ganha força como o nome da reconstrução, enquanto Allegri inicia nova etapa no Napoli.
Andrea Pirlo tornou-se o candidato mais forte para assumir o comando técnico da Itália, numa reviravolta que ganhou corpo nas últimas horas. O antigo médio, campeão mundial em 2006, é a aposta de Paolo Maldini e Leonardo, as duas figuras escolhidas pelo presidente da FIGC, Giovanni Malagò, para reconstruir a área técnica da federação. A dupla, que partilhou o balneário com Pirlo no Milan e na seleção, vê no treinador de 47 anos a combinação entre identidade azzurra e visão de jogo capaz de relançar uma equipa que falhou a qualificação para três Mundiais consecutivos.
A escolha do novo commissario tecnico entra na fase decisiva. Malagò confirmou que se trabalha numa short list e que se reunirá com Maldini e Leonardo para definir o perfil. A imprensa italiana, com a La Gazzetta dello Sport à cabeça, coloca Pirlo à frente de Antonio Conte e Roberto Mancini, enquanto o sonho de contratar Pep Guardiola esbarra nos custos elevados e na complexidade de convencer o catalão a trocar o futebol de clubes por uma seleção. Na perspetiva de Brasília, o nome de Pirlo ecoa com naturalidade: o Brasil recorda-o como um dos carrascos na final de 2006 e, agora, como um técnico de percurso ainda curto mas com um troféu (Coppa Italia) pela Juventus e uma experiência atual no United FC, dos Emirados Árabes Unidos.
A operação que coloca Maldini e Leonardo no centro da decisão representa uma mudança estrutural na FIGC. O antigo defesa, nomeado diretor técnico com um contrato de quatro anos, terá a responsabilidade de liderar o projeto até ao Mundial de 2030, assessorado pelo brasileiro Leonardo, que regressa a um cargo de relevo no futebol europeu. Observadores em Lisboa notam que a escolha de uma dupla com tanto peso mediático e conhecimento do jogo procura devolver credibilidade a uma federação desgastada pelos fracassos recentes. A própria Dino Zoff, antigo guarda-redes e selecionador, abençoou a nomeação de Maldini, sublinhando o seu caráter e carisma.
Enquanto a seleção define o seu futuro, Massimiliano Allegri iniciou uma nova aventura no Napoli, clube que o apresentou no Teatro San Carlo. O treinador toscano, que sucede a Antonio Conte, mostrou-se magoado com o desfecho da sua segunda passagem pelo Milan, onde a equipa perdeu o acesso à Liga dos Campeões na última jornada. “Não estou aqui por vingança”, afirmou, agradecendo a quem trabalhou consigo nos rossoneri. Allegri herda um plantel que, nas suas palavras, está “habituado a trabalhar” e que conquistou Scudetto e Supercoppa nos últimos dois anos. Mario Balotelli, antigo pupilo, manifestou confiança na capacidade do técnico para voltar a triunfar.
A decisão sobre o novo selecionador deverá ser comunicada ao Conselho Federal nos próximos dias, sem necessidade de votação. A Itália tem pela frente a Nations League em setembro, com um grupo que inclui Bélgica, Turquia e França, e não pode adiar mais o arranque de um ciclo que a reconcilie com os grandes palcos. A aposta em Pirlo, se confirmada, será a mais arriscada, mas também a que melhor encarna a vontade de rutura com o passado recente.
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
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| Imprensa europeia continental | −0.50 | critical |
| Imprensa iraniana e afins | +0.40 | aligned |
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