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Crime e Desastressegunda-feira, 13 de julho de 2026

Ladrões do Louvre afirmam que mentor do roubo queria mais joias

Suspeitos confessam participação no furto de 88 milhões de euros e revelam insatisfação do suposto mandante, mas recusam identificá-lo por medo de represálias.

Dois homens detidos pelo espetacular furto de joias no Museu do Louvre, em Paris, afirmaram em interrogatório que o suposto mentor do crime ficou insatisfeito com o resultado, considerando que “poderiam ter levado mais”. A revelação consta das transcrições dos depoimentos prestados em junho perante juízes de instrução franceses, a que o jornal Le Monde teve acesso. Os suspeitos, identificados como Abdoulaye N. e Ghelamallah A., confessaram participação no assalto de outubro de 2025, que resultou no roubo de oito peças avaliadas em 88 milhões de euros e na danificação de uma coroa histórica.

Segundo os relatos, a dupla foi recrutada dois ou três dias antes do crime e recebeu um vídeo do interior da Galeria Apollo para planear a ação. Na manhã do golpe, utilizaram um elevador de mobília para aceder a uma varanda do primeiro piso, partiram uma janela e entraram no museu. Com uma rebarbadora, cortaram os vidros de duas vitrines e recolheram tiaras, um broche, colares e brincos. Abdoulaye N. admitiu que a coroa da imperatriz Eugénia, cravejada de pedras preciosas, caiu da sua mochila durante a fuga, ficando gravemente danificada. “O que fizemos foi muito grave”, declarou, ao ver a fotografia do objeto destruído.

Os suspeitos descreveram uma operação cronometrada: dispunham de cerca de três minutos antes da chegada da segurança. “Tínhamos de levar o máximo de joias possível”, afirmou Abdoulaye, que disse ter consciência de que estavam a assaltar o museu mais visitado do mundo. Já Ghelamallah alegou que lhe foi dito que o alvo era uma joalharia parisiense. Ambos afirmaram ter recebido promessas de pagamento entre 15 mil e 25 mil euros, mas recusaram identificar o mandante ou outros cúmplices, invocando medo de represálias. “Não são meninos de coro”, disse Ghelamallah sobre os alegados comparsas.

A investigação ainda não confirmou a existência de um mentor externo. De acordo com o Le Monde, os investigadores mantêm duas hipóteses: a de que as joias foram entregues a terceiros no dia do crime ou a de que permanecem escondidas na região de Paris, conhecidas apenas pelos quatro suspeitos. O caso, que teve repercussão global, levou à demissão da diretora do Louvre, Laurence des Cars, substituída em fevereiro pelo historiador Christophe Leribault. Os dois homens aguardam julgamento por roubo organizado.

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The outlets of the direct parties (thieves, mastermind, Louvre) are not present in this cluster.
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The thieves report acting on orders of a client dissatisfied with the haul. The mastermind is described as disappointed because the theft could have yielded more.

Mecanismocronaca distaccata

The report relies on the official source (Le Monde) and interrogation transcripts to ensure credibility, without adding interpretation.

DistanciamentoPragmatismo
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The suspects break their silence and reveal details of the commissioned theft. The mastermind is dissatisfied and the thieves fear for their families.

Mecanismocronaca distaccata

The novelty of the revelation and the judicial source are emphasized to create a sense of exclusivity, but without judgment.

DistanciamentoPragmatismo
Imprensa latino-americana0.00
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The thieves act on orders of a dissatisfied mastermind. The theft is presented as a well-organized operation but with a disappointing outcome for the client.

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The news relies solely on interrogation transcripts and the Le Monde source, without adding comments or contextualization.

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Ladrões do Louvre afirmam que mentor do roubo queria mais joias

Suspeitos confessam participação no furto de 88 milhões de euros e revelam insatisfação do suposto mandante, mas recusam identificá-lo por medo de represálias.

Dois homens detidos pelo espetacular furto de joias no Museu do Louvre, em Paris, afirmaram em interrogatório que o suposto mentor do crime ficou insatisfeito com o resultado, considerando que “poderiam ter levado mais”. A revelação consta das transcrições dos depoimentos prestados em junho perante juízes de instrução franceses, a que o jornal Le Monde teve acesso. Os suspeitos, identificados como Abdoulaye N. e Ghelamallah A., confessaram participação no assalto de outubro de 2025, que resultou no roubo de oito peças avaliadas em 88 milhões de euros e na danificação de uma coroa histórica.

Segundo os relatos, a dupla foi recrutada dois ou três dias antes do crime e recebeu um vídeo do interior da Galeria Apollo para planear a ação. Na manhã do golpe, utilizaram um elevador de mobília para aceder a uma varanda do primeiro piso, partiram uma janela e entraram no museu. Com uma rebarbadora, cortaram os vidros de duas vitrines e recolheram tiaras, um broche, colares e brincos. Abdoulaye N. admitiu que a coroa da imperatriz Eugénia, cravejada de pedras preciosas, caiu da sua mochila durante a fuga, ficando gravemente danificada. “O que fizemos foi muito grave”, declarou, ao ver a fotografia do objeto destruído.

Os suspeitos descreveram uma operação cronometrada: dispunham de cerca de três minutos antes da chegada da segurança. “Tínhamos de levar o máximo de joias possível”, afirmou Abdoulaye, que disse ter consciência de que estavam a assaltar o museu mais visitado do mundo. Já Ghelamallah alegou que lhe foi dito que o alvo era uma joalharia parisiense. Ambos afirmaram ter recebido promessas de pagamento entre 15 mil e 25 mil euros, mas recusaram identificar o mandante ou outros cúmplices, invocando medo de represálias. “Não são meninos de coro”, disse Ghelamallah sobre os alegados comparsas.

A investigação ainda não confirmou a existência de um mentor externo. De acordo com o Le Monde, os investigadores mantêm duas hipóteses: a de que as joias foram entregues a terceiros no dia do crime ou a de que permanecem escondidas na região de Paris, conhecidas apenas pelos quatro suspeitos. O caso, que teve repercussão global, levou à demissão da diretora do Louvre, Laurence des Cars, substituída em fevereiro pelo historiador Christophe Leribault. Os dois homens aguardam julgamento por roubo organizado.

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