
Koeman pede demissão da Holanda após drama nos pênaltis contra Marrocos
Técnico assume responsabilidade por eliminação nas oitavas de final do Mundial de 2026 e cita saúde da esposa; federação denuncia ataques racistas a jogadores.
A eliminação da Holanda no Mundial de 2026 durou apenas 24 horas. Na madrugada de quarta-feira, Ronald Koeman anunciou a demissão do cargo de treinador da seleção neerlandesa, menos de um dia depois de a equipe cair nos pênaltis diante de Marrocos, em Monterrey, no México. A decisão, comunicada pelo próprio técnico de 63 anos em uma publicação no Instagram, encerrou a segunda passagem do ex-zagueiro pelo comando da Laranja e, segundo suas palavras, pode representar o fim da carreira à beira do campo.
O desfecho em campo foi cruel para os europeus. Cody Gakpo abrira o placar aos 27 minutos do segundo tempo, mas Issa Diop empatou para os marroquinos já no primeiro minuto dos acréscimos. Após uma prorrogação sem gols, a disputa por penalidades viu três holandeses desperdiçarem suas cobranças — Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville —, enquanto Marrocos converteu três das cinco tentativas e selou a classificação para as oitavas de final, onde enfrentará o Canadá. A atuação da Holanda, que teve apenas 30% de posse de bola e atuou com cinco defensores, foi alvo de críticas contundentes na imprensa europeia. O ex-atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, em comentário na televisão, afirmou que a equipe “perdeu a identidade” e que Koeman “parecia um treinador italiano a jogar para não perder”.
Na mensagem de despedida, Koeman assumiu a responsabilidade pelo fracasso. “Ninguém está mais decepcionado do que eu. Como treinador principal, a responsabilidade recai sobre mim”, escreveu. O técnico também revelou que a luta da esposa, Bartina, contra um câncer de mama o fez reavaliar prioridades: “O futebol foi a minha vida, mas a saúde não tem preço. Quando alguém que você ama trava uma batalha difícil, a sua perspetiva muda”. A federação holandesa (KNVB), por meio do diretor técnico Nigel de Jong, classificou a campanha como “dececionante” e admitiu que o objetivo era chegar às semifinais.
Enquanto o comando da seleção fica vago — com nomes como Patrick Kluivert, ex-treinador da Indonésia, a surgir na imprensa local —, a KNVB teve de lidar com outra crise. Os três jogadores que falharam nos pênaltis foram alvo de insultos racistas nas redes sociais. A entidade emitiu uma nota a condenar “comportamentos racistas e discriminatórios” e anunciou que apresentará queixa às autoridades. O episódio ecoa casos semelhantes ocorridos em torneios anteriores e reacendeu o debate sobre o ódio online no futebol.
A saída de Koeman eleva para seis o número de treinadores que deixaram os seus cargos durante o Mundial de 2026. Além do neerlandês, Sabri Lamouchi (Tunísia) foi despedido após a primeira jornada, Steve Clarke (Escócia) e Myung-bo Hong (Coreia do Sul) saíram após a fase de grupos, Miroslav Koubek (República Checa) demitiu-se na mesma altura e Marcelo Bielsa confirmou que não continuará no Uruguai. Para a Holanda, a reconstrução começa com a Liga das Nações em setembro, enquanto Marrocos prossegue como a única seleção africana ainda viva na competição.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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