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Economia e Mercadosquarta-feira, 1 de julho de 2026

Itália estreia adesão automática a fundos de pensão; Colômbia e Índia ajustam regimes

Novas regras entram em vigor em três continentes, alterando a forma como trabalhadores acumulam poupança para a aposentadoria e como os Estados fiscalizam benefícios.

A partir de 1.º de julho de 2026, todos os novos contratados do setor privado em Itália passam a ser inscritos automaticamente no fundo de pensão complementar previsto pelo contrato coletivo de trabalho, com o TFR (tratamento de fim de relação laboral) a fluir para esse veículo desde o primeiro dia. O trabalhador dispõe de 60 dias para optar por outro fundo ou por manter o TFR na empresa; na ausência de escolha, a adesão torna-se definitiva e inclui contribuições do empregador e do próprio trabalhador, salvo se a remuneração anual for inferior ao valor do subsídio social. Observadores em Roma sublinham que a medida inverte a lógica anterior do silêncio-assenso, que concedia seis meses, e visa reforçar o segundo pilar da previdência face à progressiva redução das pensões públicas a partir de 2035.

Na Colômbia, encerra-se a 16 de julho a janela de oportunidade aberta pela reforma previdenciária para que trabalhadores a menos de dez anos da aposentadoria possam migrar entre o regime público de prima média (Colpensiones) e os fundos privados (Rais). Até 15 de junho, 153.392 transferências tinham sido concretizadas, de um universo potencial de quase um milhão de pessoas. A condição exige 750 semanas de contribuição para mulheres e 900 para homens, além de uma dupla assessoria obrigatória. Em paralelo, o governo de Gustavo Petro anunciou visitas domiciliares para verificar a existência de titulares de pensões e subsídios, como parte de um esforço para eliminar pagamentos indevidos a falecidos ou beneficiários irregulares.

Na Índia, o Ministério do Trabalho notificou o Employees' Provident Funds Scheme 2026, que substitui o regime de 1952 e moderniza o quadro de contribuições e saques. A contribuição obrigatória de 12% sobre salários é mantida, mas passam a ser permitidos aportes voluntários acima do teto salarial, com possibilidade de redução ou interrupção a qualquer momento. As retiradas parciais foram simplificadas para despesas com saúde, educação, casamento e habitação, e a vinculação ao Aadhaar e ao PAN torna-se obrigatória. Analistas em Nova Deli notam que a reforma introduz flexibilidade sem alterar a arquitetura central do sistema.

No Quénia, a Autoridade Reguladora das Organizações de Benefício Público concedeu sete dias úteis adicionais — até 9 de julho — para a entrega de relatórios anuais de 2025, após falhas no pagamento das taxas através da plataforma eCitizen. O episódio ilustra os desafios de digitalização de serviços públicos em economias emergentes. O próximo marco a observar é o termo da janela colombiana, a 16 de julho, enquanto em Itália o prazo de renúncia para os primeiros abrangidos expira no final de agosto e a portabilidade das contribuições patronais para fundos abertos está prevista para 31 de outubro, podendo ser adiada para janeiro de 2027.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Itália estreia adesão automática a fundos de pensão; Colômbia e Índia ajustam regimes

Novas regras entram em vigor em três continentes, alterando a forma como trabalhadores acumulam poupança para a aposentadoria e como os Estados fiscalizam benefícios.

A partir de 1.º de julho de 2026, todos os novos contratados do setor privado em Itália passam a ser inscritos automaticamente no fundo de pensão complementar previsto pelo contrato coletivo de trabalho, com o TFR (tratamento de fim de relação laboral) a fluir para esse veículo desde o primeiro dia. O trabalhador dispõe de 60 dias para optar por outro fundo ou por manter o TFR na empresa; na ausência de escolha, a adesão torna-se definitiva e inclui contribuições do empregador e do próprio trabalhador, salvo se a remuneração anual for inferior ao valor do subsídio social. Observadores em Roma sublinham que a medida inverte a lógica anterior do silêncio-assenso, que concedia seis meses, e visa reforçar o segundo pilar da previdência face à progressiva redução das pensões públicas a partir de 2035.

Na Colômbia, encerra-se a 16 de julho a janela de oportunidade aberta pela reforma previdenciária para que trabalhadores a menos de dez anos da aposentadoria possam migrar entre o regime público de prima média (Colpensiones) e os fundos privados (Rais). Até 15 de junho, 153.392 transferências tinham sido concretizadas, de um universo potencial de quase um milhão de pessoas. A condição exige 750 semanas de contribuição para mulheres e 900 para homens, além de uma dupla assessoria obrigatória. Em paralelo, o governo de Gustavo Petro anunciou visitas domiciliares para verificar a existência de titulares de pensões e subsídios, como parte de um esforço para eliminar pagamentos indevidos a falecidos ou beneficiários irregulares.

Na Índia, o Ministério do Trabalho notificou o Employees' Provident Funds Scheme 2026, que substitui o regime de 1952 e moderniza o quadro de contribuições e saques. A contribuição obrigatória de 12% sobre salários é mantida, mas passam a ser permitidos aportes voluntários acima do teto salarial, com possibilidade de redução ou interrupção a qualquer momento. As retiradas parciais foram simplificadas para despesas com saúde, educação, casamento e habitação, e a vinculação ao Aadhaar e ao PAN torna-se obrigatória. Analistas em Nova Deli notam que a reforma introduz flexibilidade sem alterar a arquitetura central do sistema.

No Quénia, a Autoridade Reguladora das Organizações de Benefício Público concedeu sete dias úteis adicionais — até 9 de julho — para a entrega de relatórios anuais de 2025, após falhas no pagamento das taxas através da plataforma eCitizen. O episódio ilustra os desafios de digitalização de serviços públicos em economias emergentes. O próximo marco a observar é o termo da janela colombiana, a 16 de julho, enquanto em Itália o prazo de renúncia para os primeiros abrangidos expira no final de agosto e a portabilidade das contribuições patronais para fundos abertos está prevista para 31 de outubro, podendo ser adiada para janeiro de 2027.

Divergência das fontes

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