
Israel usa IA para descodificar o cérebro e para influenciar a opinião pública nos EUA
Startup Hemispheric treina modelo com 250 mil horas de EEG de 100 mil voluntários, enquanto governo israelita recorre a mensagens geradas por IA numa campanha de 50 milhões de dólares para moldar perceções americanas.
Uma startup israelita que operou durante mais de seis anos longe dos holofotes revelou ter angariado 52 milhões de dólares para desenvolver um modelo de inteligência artificial capaz de interpretar a atividade elétrica do cérebro. A Hemispheric, liderada pelo investigador Hagai Lalazar e por Gidi Littwin (coinventor da tecnologia Face ID da Apple), treinou o modelo Descartes com seis mil milhões de parâmetros, recorrendo a mais de 250 mil horas de eletroencefalogramas de 100 mil participantes em laboratórios montados em Israel, nos Estados Unidos e nas Filipinas. O objetivo é transformar o diagnóstico de depressão, stress pós-traumático, Parkinson e declínio cognitivo inicial num processo tão acessível quanto uma análise ao sangue, com um exame de 5 a 10 minutos com um capacete leve.
Paralelamente, o governo israelita contratou por mais de 45 milhões de dólares a empresa do antigo conselheiro de Trump, Brad Parscale, para uma campanha digital de influência nos EUA. Milhões de mensagens de texto com remetentes fictícios como “Emma” ou “Sarah” do grupo “Friends for Peace” inundaram telemóveis americanos nos últimos meses, questionando o impacto das conversações de paz com o Irão. A operação, revelada pelo Wall Street Journal, inclui ainda a criação de sites com conteúdos pró-Israel desenhados para condicionar as respostas de chatbots como o ChatGPT e o Claude. O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa’ar, anunciou um orçamento de mais de 700 milhões de dólares para 2026 destinado a melhorar a imagem global do país.
Na perspetiva de Brasília, a convergência entre neurociência e inteligência artificial é acompanhada com interesse por centros de investigação que estudam a aplicação de EEG portátil no diagnóstico de saúde mental em regiões com carência de especialistas, como a Amazónia e os PALOP. A Hemispheric já vende o seu conhecimento a farmacêuticas e planeia submeter à FDA, no início do próximo ano, o primeiro produto para stress pós-traumático, com a expectativa de entrada no mercado até ao final de 2027. Já a campanha de influência enfrenta ceticismo: Steve Bannon resumiu o esforço ao afirmar que “estão a tentar vender algo que não se pode vender”.
O próximo marco regulatório será o pedido de autorização à FDA para o dispositivo de diagnóstico de PTSD, enquanto a eficácia da ofensiva digital israelita continuará a ser testada pela reação do público americano e pela capacidade das plataformas de IA filtrarem conteúdos orquestrados.
| Imprensa iraniana e afins | −0.80 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa israelense | −0.20 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.50 | aligned |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
The Zionist regime orchestrates a media manipulation campaign with AI to buy American consent.
By using the term 'plot' and emphasizing the secretive nature and the large sum of money, the narrative creates a sense of threat and moral outrage, positioning Israel as a deceptive actor.
The Iranian frame omits the existence of the Israeli startup Hemispheric and its legitimate medical AI research, which is part of the same story, thereby presenting a one-sided view of Israel's AI activities.
Israel admits the failure of its public relations campaigns, but at the same time claims the success of its technological innovation in neuroscience.
By juxtaposing a critical report on government spending with a celebratory startup story, the Israeli press creates a balanced but ultimately self-justifying narrative: the state's efforts may be ineffective, but Israeli ingenuity still shines.
The Israeli frame omits the connection between the two stories: the fact that the same AI technology used for medical research is also being deployed for influence operations, which could raise ethical questions.
The Israeli startup Hemispheric revolutionizes neurological diagnostics with AI that deciphers brain activity, promising diagnoses as simple as a blood test.
By emphasizing the credentials of the founders (Apple Face ID inventor) and the large funding, the narrative builds credibility and frames the technology as a legitimate scientific advancement, avoiding any political context.
The Atlantic frame omits the other half of the story: the Israeli government's AI-driven influence campaign in the US, which is also part of the headline. This omission allows the narrative to remain purely scientific and apolitical.
Israel spends 731 billion rupiah on a digital influence campaign in the United States, using AI to send messages to millions of Americans.
By using precise numbers and describing the operation in a straightforward manner, the narrative achieves an appearance of objectivity, while implicitly normalizing the use of AI for political influence.
The Southeast Asian frame omits the medical AI startup story, thus presenting the Israeli AI activities solely as a tool for propaganda, without the counterbalance of scientific innovation.
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