
Inglaterra zera mortes por câncer cervical em jovens vacinadas; dieta é reavaliada
Estudo na The Lancet mostra zero óbitos por HPV em mulheres de 20 a 24 anos, enquanto novas pesquisas questionam mitos alimentares e de contracepção.
Entre 2020 e 2024, Inglaterra não registou nenhuma morte por cancro do colo do útero ligado ao HPV em mulheres dos 20 aos 24 anos, segundo um estudo na The Lancet. O resultado é atribuído à vacinação em massa iniciada há duas décadas e constitui a primeira demonstração populacional de eliminação da mortalidade nessa faixa etária. A proteção revelou-se duradoura, e a evidência aponta para a eficácia de duas doses, ou mesmo de uma única.
O contraste com os EUA é marcante: em vários estados, menos de metade dos adolescentes estão imunizados. A resistência do secretário da Saúde, Robert Kennedy Jr., às vacinas dificulta um plano nacional de eliminação, observam analistas em Washington. Ainda assim, pediatras recomendam a administração aos 9 anos, o que melhora a adesão. A OMS avalia a adoção de um esquema de dose única, com decisão prevista para 2025.
Paralelamente, a relação entre dieta e cancro é reexaminada. Investigadores do Institute for Optimum Nutrition, em Londres, verificaram que alternativas vegetais processadas contêm quase o dobro dos aditivos dos produtos de origem animal (199 contra 100), ainda que dentro dos limites de segurança da UE. O dado questiona a imagem saudável automática desses alimentos. Em sentido oposto, a Universidade Complutense de Madrid documentou que fermentados como iogurte e kefir favorecem a microbiota, reduzem a glicose e a obesidade abdominal. Na Rússia, a dietista Oksana Mikhaleva apontou o arenque salgado e a couve fermentada como fontes acessíveis de ómega-3 e probióticos.
No Egito, a oncologista Ola Khorshid, da Universidade do Cairo, esclareceu que a pílula anticoncecional pode aumentar marginalmente o risco de cancro da mama durante o uso — um caso extra por 50 mil mulheres abaixo dos 35 anos —, mas esse risco desaparece dez anos após a interrupção. Ao mesmo tempo, reduz em até 50% o risco de tumores do ovário e do útero. A mensagem das autoridades de saúde egípcias é de que a avaliação individualizada, com base no sistema SCORE, é indispensável.
O próximo marco regulatório com potencial para ampliar o impacto da vacinação contra o HPV é a decisão da OMS sobre a dose única, esperada em 2025, que poderá simplificar campanhas em países lusófonos como Moçambique e Angola, onde o cancro do colo do útero continua a ser uma das principais causas de morte oncológica feminina.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Rússia marca um ponto para a ciência nacional: zero mortes por câncer do colo do útero entre mulheres vacinadas. Um sucesso que comprova a superioridade do modelo de saúde russo e a eficácia de uma campanha de vacinação abrangente, enquanto o Ocidente patina entre a desconfiança e tratamentos caros.
O entusiasmo com o estudo da vacina contra o HPV é rapidamente refreado: uma investigação recente sobre hambúrgueres veganos mostra como produtos 'saudáveis' escondem armadilhas. Mais verificações independentes são necessárias antes de comemorar, caso contrário arrisca‑se uma nova falha na comunicação em saúde.
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