
Kim Jong Un supervisiona teste de míssil de cruzeiro a bordo de novo destróier e acelera modernização naval
O líder norte-coreano ordenou a entrada em serviço do Kang Kon em dois meses, após testes de armamento estratégico, no quadro do reforço da frota com capacidade nuclear.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, supervisionou na última sexta-feira (3) o disparo de um míssil de cruzeiro estratégico e a avaliação de sistemas antinavio, antissubmarino e de defesa aérea a bordo do destróier Kang Kon, de 5.000 toneladas, segundo a agência estatal KCNA. Após os testes, que incluíram ainda ensaios de guerra eletrónica e de deteção de alvos, Kim ordenou que os oficiais concluíssem as provas de mar e colocassem o navio em serviço ativo no prazo de dois meses. A demonstração ocorre semanas depois de Pyongyang ter comissionado um primeiro destróier da mesma classe, o Choe Hyon, e insere-se numa estratégia de aceleração do programa naval com capacidade nuclear.
A embarcação Kang Kon foi danificada num acidente de lançamento em maio de 2025, quando capsizou parcialmente no estaleiro de Chongjin sob o olhar de Kim, que na altura denunciou “negligência absoluta”. Após reparações, o navio regressou aos testes, mas a sua prontidão operacional é posta em dúvida por analistas ocidentais. Em Seul, responsáveis militares confirmaram ter detetado o lançamento do míssil de cruzeiro em direção ao mar do Leste e mantêm coordenação com Washington para analisar os detalhes. A Coreia do Sul explora, segundo nota de órgãos de informação locais, uma frota de mais de dez navios de superfície acima das 5.000 toneladas, contra apenas dois do lado norte-coreano — assimetria que Pyongyang procura compensar com a introdução de armas nucleares táticas.
Na perspetiva de Pyongyang, os ensaios demonstram avanços na “dissuasão de guerra” e na capacidade de combate da Marinha, que Kim descreveu como o ramo mais frágil das Forças Armadas. O plano quinquenal anunciado no congresso do Partido dos Trabalhadores em fevereiro prevê a construção anual de dois navios de 5.000 toneladas, bem como o desenvolvimento de um destróier maior, de 10.000 toneladas, a par de submarinos nucleares e mísseis balísticos de lançamento subaquático. Especialistas sul-coreanos sugerem que o projeto conta com assistência técnica russa, no quadro de uma cooperação militar que Moscovo aprofunda desde a invasão da Ucrânia, embora o alcance prático desses meios permaneça incerto. O estado-maior norte-americano, por seu lado, monitoriza a evolução sem comentários oficiais.
O dossiê da península coreana mantém-se num impasse diplomático desde o fracasso das conversações de desnuclearização em 2019, com a Coreia do Norte a declarar-se Estado nuclear “irreversível”. As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, visto que o conflito de 1950-53 terminou em armistício. Espera-se que a comissão do Kang Kon ocorra até setembro, alimentando uma dinâmica de testes e contramedidas que, avisam chancelarias europeias, tenderá a agravar a tensão regional.
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Kim Jong Un is systematically building a nuclear-armed navy, undeterred by technical failures.
Links the test to a broader strategic push, framing it as a deliberate escalation.
Pyongyang tests its naval arsenal, claiming deterrence, but the regime’s claims are met with skepticism.
Uses quotation marks around 'war deterrence' to signal doubt about North Korea's narrative.
A routine military test in North Korea, reported without analysis or alarm.
Presents the event as a straightforward news item, stripped of interpretation.
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