
Brasil e Inglaterra encaram maldições históricas e desafios extremos nas oitavas de final da Copa
Seleção tenta primeira vitória sobre a Noruega e volta a vencer europeu em mata-mata desde 2002, enquanto ingleses lidam com altitude, fantasmas de 1986 e hostilidade no entorno do hotel no México
As oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 apresentam neste domingo dois confrontos que vão muito além dos 90 minutos: Brasil e Inglaterra carregam marcas do passado enquanto enfrentam adversários e cenários que testam o psicológico tanto quanto o físico. No MetLife Stadium, em Nova Jersey, a Seleção Brasileira busca encerrar um tabu de 38 anos diante da Noruega — única equipe que o Brasil jamais derrotou em quatro encontros (dois empates e duas derrotas). Horas depois, no estádio Azteca, a Inglaterra revisita o palco da 'Mano de Dios' de Maradona para medir forças com um México que não sofreu gols no torneio e joga a 2.240 metros de altitude. Os vencedores se enfrentarão nas quartas de final.
A obsessão brasileira em quebrar a escrita norueguesa se mistura com outro jejum que assombra desde o pentacampeonato em 2002: derrotar um europeu em jogo eliminatório de Mundial. A zaga formada por Gabriel Magalhães e Marquinhos conhece bem o principal perigo — Erling Haaland, cinco gols no torneio e 60 em 53 partidas pela seleção —, pois ambos já o enfrentaram na Premier League. O técnico Carlo Ancelotti recusou criar um plano 'anti-Haaland' e usou o sufoco da Argentina contra Cabo Verde como alerta. Na visão de Brasília, a confiança no ataque que tem Vini Jr. (quatro gols) e Matheus Cunha (três) contrasta com a apreensão sobre o substituto do lesionado Lucas Paquetá; Martinelli e Danilo Santos disputam a vaga.
Para a Inglaterra, o desafio começa fora de campo. A altitude da Cidade do México provoca dores de cabeça e insônia, como admitiu Thomas Tuchel. O hotel da delegação foi alvo de serenatas com tambores e fogos de artifício por centenas de torcedores mexicanos, repetindo a tática usada contra o Equador; as autoridades reforçaram a segurança com 7.500 policiais no entorno do Azteca. Dentro do gramado, os 'Three Lions' confiam no faro de gol de Harry Kane (cinco gols), mas terão de lidar com a defesa menos vazada do torneio e com o ataque veloz de Quiñones e Raúl Jiménez. O México, embalado pelo grito '¿Y si sí?', tenta alcançar as quartas pela primeira vez desde 1986, justamente a edição em que Maradona humilhou os ingleses na mesma cancha.
A meteorologia adiciona uma camada extra de incerteza: há 80% de chance de tempestades elétricas na região do Azteca, o que poderia adiar o início da partida e prolongar a madrugada dos torcedores. Em Nova Jersey, o calor intenso (sensação térmica de 38°C) testa o preparo físico das seleções. Se o Brasil superar a Noruega, a confiança para o duelo seguinte contra México ou Inglaterra crescerá; se a Inglaterra calar o Azteca, poderá exorcizar de vez os demônios de 1986. Em jogo, está mais do que vagas: as duas partidas podem redefinir narrativas que perseguem camisas canarinhas e alvas há décadas.
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
Brazil can finally end the 28-year curse. We see the match as a chance to rewrite history.
By consistently referencing the historical failure, the press turns a routine match into a redemption arc. This emotionally engages readers.
Brazil is favored, but Haaland can make a difference. We provide all the info to follow the match.
By reducing the match to essential data (times, line-ups) and minimizing historical complexity, the narrative becomes accessible and reassuring for the audience.
The historical winless streak is omitted, which would otherwise suggest Brazil is not as dominant as assumed.
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