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Economia e Mercadosquinta-feira, 2 de julho de 2026

Inflação acelera em Gana e Indonésia, mas arrefece no Brasil e Argentina em junho

Dados de junho de 2026 mostram pressões de combustíveis e alimentos em economias emergentes, enquanto São Paulo e Buenos Aires registam moderação.

O índice de preços ao consumidor no Gana subiu para 5,3% em junho de 2026, face a 3,7% em maio, impulsionado sobretudo pelos preços não alimentares, que contribuíram com 68,5% da inflação total. As tarifas de transporte público e as rendas lideraram as pressões, enquanto o preço do gengibre disparou 102,5% em termos anuais, contrastando com a queda de 38% do kontomire, uma hortaliça local. Esta divergência extrema no cabaz alimentar reflete choques de oferta e uma procura ainda resiliente por serviços, num contexto em que a inflação permanece muito abaixo dos 13,7% registados um ano antes.

Na Indonésia, a inflação homóloga atingiu 3,34% em junho, aproximando-se do limite superior da meta de 2,5±1% definida pelo banco central. O principal fator foi o reajuste dos combustíveis não subsidiados, com o litro da Pertamax a passar de 12.300 para 16.250 rupias, a que se somou o aumento das tarifas aéreas devido à subida do preço do querosene de aviação. Em Jacarta, o banco central assegurou que a inflação se mantém controlada e dentro do intervalo-alvo, sustentada pela coordenação com as autoridades regionais nos programas de estabilização de preços alimentares.

Em contraste, o cenário na América do Sul é de moderação. O IPC-Fipe da cidade de São Paulo subiu apenas 0,18% em junho, desacelerando face aos 0,45% de maio, com a inflação acumulada em 12 meses a fixar-se em 3,92%. Na Argentina, as projeções privadas apontam para uma taxa mensal entre 1,8% e 1,9%, o que representaria o terceiro mês consecutivo de abrandamento, após o pico de 2,6% em abril. A estabilidade dos preços dos alimentos e o ritmo mais gradual de atualização das tarifas explicam esta trajetória, embora analistas em Buenos Aires alertem para pressões sazonais ligadas às férias de inverno em julho.

A divergência entre as economias emergentes ilustra o impacto assimétrico dos preços da energia e da volatilidade alimentar. Enquanto Gana e Indonésia enfrentam o efeito de medidas administrativas sobre combustíveis e transportes, Brasil e Argentina beneficiam de uma política monetária previamente restritiva e de uma oferta agrícola mais estável. O próximo marco factual será a divulgação do IPC argentino de junho pelo INDEC, a 14 de julho, que confirmará se a desinflação se mantém abaixo dos 2%.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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In June 2026, Ghana's inflation was driven mainly by non-food items, which overtook food as the main source of price increases. The Ghana Statistical Service report shows non-food inflation at 6.3% and food inflation at 3.9%, with non-food contributing 68.5% of headline inflation. This indicates a shift in the country's inflation dynamics.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Inflação acelera em Gana e Indonésia, mas arrefece no Brasil e Argentina em junho

Dados de junho de 2026 mostram pressões de combustíveis e alimentos em economias emergentes, enquanto São Paulo e Buenos Aires registam moderação.

O índice de preços ao consumidor no Gana subiu para 5,3% em junho de 2026, face a 3,7% em maio, impulsionado sobretudo pelos preços não alimentares, que contribuíram com 68,5% da inflação total. As tarifas de transporte público e as rendas lideraram as pressões, enquanto o preço do gengibre disparou 102,5% em termos anuais, contrastando com a queda de 38% do kontomire, uma hortaliça local. Esta divergência extrema no cabaz alimentar reflete choques de oferta e uma procura ainda resiliente por serviços, num contexto em que a inflação permanece muito abaixo dos 13,7% registados um ano antes.

Na Indonésia, a inflação homóloga atingiu 3,34% em junho, aproximando-se do limite superior da meta de 2,5±1% definida pelo banco central. O principal fator foi o reajuste dos combustíveis não subsidiados, com o litro da Pertamax a passar de 12.300 para 16.250 rupias, a que se somou o aumento das tarifas aéreas devido à subida do preço do querosene de aviação. Em Jacarta, o banco central assegurou que a inflação se mantém controlada e dentro do intervalo-alvo, sustentada pela coordenação com as autoridades regionais nos programas de estabilização de preços alimentares.

Em contraste, o cenário na América do Sul é de moderação. O IPC-Fipe da cidade de São Paulo subiu apenas 0,18% em junho, desacelerando face aos 0,45% de maio, com a inflação acumulada em 12 meses a fixar-se em 3,92%. Na Argentina, as projeções privadas apontam para uma taxa mensal entre 1,8% e 1,9%, o que representaria o terceiro mês consecutivo de abrandamento, após o pico de 2,6% em abril. A estabilidade dos preços dos alimentos e o ritmo mais gradual de atualização das tarifas explicam esta trajetória, embora analistas em Buenos Aires alertem para pressões sazonais ligadas às férias de inverno em julho.

A divergência entre as economias emergentes ilustra o impacto assimétrico dos preços da energia e da volatilidade alimentar. Enquanto Gana e Indonésia enfrentam o efeito de medidas administrativas sobre combustíveis e transportes, Brasil e Argentina beneficiam de uma política monetária previamente restritiva e de uma oferta agrícola mais estável. O próximo marco factual será a divulgação do IPC argentino de junho pelo INDEC, a 14 de julho, que confirmará se a desinflação se mantém abaixo dos 2%.

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In June 2026, Ghana's inflation was driven mainly by non-food items, which overtook food as the main source of price increases. The Ghana Statistical Service report shows non-food inflation at 6.3% and food inflation at 3.9%, with non-food contributing 68.5% of headline inflation. This indicates a shift in the country's inflation dynamics.

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