
IA generativa reduz custos no cinema e impulsiona robótica chinesa apesar de sanções
Da redução drástica de custos em efeitos visuais nos EUA à linha de montagem com robôs humanoides na China, a inteligência artificial remodela indústrias e suscita debates sobre propriedade intelectual e empregos.
O rejuvenescimento digital de atores, como o de Robert De Niro em “O Irlandês”, custou 159 milhões de dólares com técnicas tradicionais; hoje, a inteligência artificial generativa faz o mesmo por uma fração do valor. A redução de custos acelera uma reestruturação da indústria audiovisual: em 2024, os EUA lançaram 159 produções de alto orçamento, 37% a menos que há cinco anos, enquanto a Netflix usou IA pela primeira vez numa cena de “El Eternauta”, série argentina, reduzindo em dez vezes o tempo de produção. Em Buenos Aires, a conferência “AI Create” debateu o lugar da criatividade humana, e o sindicato de diretores de arte de Hollywood criticou o cineasta Martin Scorsese por usar ferramentas de IA na pré-produção.
Ao mesmo tempo, a China demonstra que as restrições americanas à exportação de chips avançados não impedem avanços em supercomputação e robótica. O supercomputador LineShine, de Shenzhen, tornou-se o mais rápido do mundo sem usar unidades de processamento gráfico americanas, enquanto modelos de IA como o da Zhipu AI rivalizam com os ocidentais em cibersegurança com muito menos consumo de energia. Na robótica, a empresa Agibot transmitiu ao vivo por seis dias oito robôs humanoides a inspecionar uma linha de montagem de tablets, com taxa de sucesso de 99,99%. O país já produziu 15 mil robôs do modelo G2 e prevê exportá-los em larga escala, compensando o encolhimento da população ativa — de mil milhões para 300 milhões até ao final do século.
A expansão da IA reacende debates sobre direitos de autor e impactos laborais. Nos EUA, a Anthropic enfrenta processo por ter treinado modelos com livros sem licença, enquanto na União Europeia o Regulamento de IA exige que os criadores publiquem um resumo dos dados usados e respeitem a opção de exclusão dos titulares — o que afeta diretamente empresas em Portugal. Na América Latina, o México vê 15 milhões de empregos já afetados, número que pode subir para 22 milhões em cinco anos, e atrai centros de dados que pressionam redes elétricas e recursos hídricos, cenário que se repete em regiões do Brasil.
O próximo marco regulatório será a aplicação integral do AI Act europeu, prevista para agosto, enquanto tribunais americanos avaliam se o treinamento de modelos se enquadra no uso justo. A decisão poderá redefinir as obrigações financeiras das big techs perante os criadores de conteúdo.
| Imprensa latino-americana | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | +0.10 | neutral |
| Imprensa chinesa | +0.80 | aligned |
Latin American creators denounce the exploitation of their works by AI without compensation, demanding regulation and copyright respect.
The bloc builds its position by personifying creators as victims of technology, opposing innovation to retributive justice, and using the Scorsese case to show that even big directors adapt while small ones suffer.
It omits the potential benefits of AI for production efficiency and the fact that some creators willingly collaborate with the technology.
Europe observes the US-China competition as a spectator analyzing moves, highlighting how China achieves much with little through efficient strategies.
The bloc adopts a descriptive and comparative tone, using data and rankings to objectify the comparison, without taking an active part in the regulatory debate.
It omits the human impact on workers and copyright concerns that emerge in other blocs.
China proclaims its leadership in industrial AI, presenting humanoid robots as proof of technological progress and national manufacturing superiority.
The bloc uses numerical successes (99.99% accuracy) and the 'China shock' narrative to create a sense of inevitability and power, personifying the state as the central actor.
It omits any mention of copyright issues or negative impacts on creative sectors, as well as worker displacement concerns.
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