
Haaland regressa do Mundial com guaxinim taxidermizado e multidão celebra feito histórico da Noruega
O avançado norueguês, que marcou sete golos na melhor campanha de sempre do país, foi recebido por 90 mil adeptos em Oslo e tornou-se fenómeno viral ao exibir um souvenir insólito comprado no Texas.
A imagem correu o mundo: Erling Haaland a descer do avião em Oslo com uma mala de luxo Dolce & Gabbana ao ombro e, na mão esquerda, um guaxinim taxidermizado que segura uma garrafa de uísque. O regresso da seleção norueguesa, eliminada nos quartos de final do Mundial de 2026, transformou-se num espetáculo mediático que transcendeu o futebol. O próprio avançado do Manchester City brincou com o momento nas redes sociais — “seguiu-me até casa” — e pediu aos seguidores que o ajudassem a escolher um nome para o animal, entre opções como Cowboy, Ranger ou R.O.W. (Raccoon on Wheels).
A peça, batizada “Whiskey Raccoon”, foi adquirida por 750 dólares na loja Wild Bill’s Western Store, um estabelecimento familiar com quase 50 anos em Dallas, no Texas, que Haaland visitou durante a concentração da equipa. Segundo relatos da imprensa norte-americana, o jogador gastou cerca de 10 mil dólares em artigos de cowboy, incluindo botas de pele de cobra, chapéus e camisolas. A visita fez disparar as encomendas online da loja, que esgotou o stock do guaxinim e passou a oferecer envios internacionais pela primeira vez, com 30% dos pedidos a chegarem do estrangeiro.
Em campo, a Noruega assinou a campanha mais notável da sua história. Depois de um jejum de 28 anos sem presenças em Mundiais, a equipa de Ståle Solbakken superou a fase de grupos, eliminou o Brasil nos oitavos de final com um bis de Haaland (2-1) e só caiu diante da Inglaterra no prolongamento (2-1), com dois golos de Jude Bellingham. O ponta de lança de 25 anos terminou o torneio com sete golos em cinco jogos, consolidando um estatuto de estrela global que já se refletia no crescimento de 22 milhões de seguidores no Instagram durante a competição.
A receção em Oslo esteve à altura do feito. Cerca de 90 mil pessoas — estimativas não oficiais apontam para mais de 100 mil — concentraram-se na praça do Palácio Real e ao longo da avenida Karl Johans. O rei Harald V recebeu a comitiva no palácio, e o príncipe herdeiro Haakon liderou a celebração da “remada viking” ao som de um tambor, coreografia que se tornou imagem de marca da seleção. Haaland e o médio Sander Berge tiveram de abandonar a festa mais cedo para apanhar um voo, depois de o regresso dos Estados Unidos ter sofrido um atraso de quatro horas.
Na perspetiva de observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro, o fenómeno Haaland ilustra a crescente intersecção entre o futebol de elite, a moda e a cultura digital. O guaxinim taxidermizado, mais do que uma extravagância, tornou-se um ícone involuntário de um Mundial em que a Noruega, sem alarido prévio, reescreveu o seu lugar no mapa do futebol. A equipa regressa a casa sem troféu, mas com a certeza de que o sarrafo para as próximas gerações ficou definitivamente mais alto.
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A anglosfera celebra Haaland como uma estrela viral adorável cuja jornada na Copa do Mundo, embora encerrada, o transformou em um ícone global.
A anglosfera universaliza o apelo de Haaland transformando-o em um herói popular global, ofuscando a derrota esportiva com seu carisma pessoal.
A anglosfera omite o preço e a loja específica do souvenir, que ancorariam a história na cultura de consumo em vez do puro charme viral.
A América Latina relata o fato com distanciamento, destacando o preço e a origem comercial do souvenir como detalhe central.
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A América Latina omite a reação emocional dos fãs nas redes sociais e a narrativa de Haaland como fenômeno viral, que a anglosfera enfatiza.
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