
França e Marrocos reeditam duelo das semifinais de 2022 nas quartas do Mundial de 2026
Em Boston, as duas seleções voltam a se enfrentar em mata-mata com Mbappé e Hakimi em lados opostos e a vaga na semifinal contra Espanha ou Bélgica em jogo.
O reencontro entre França e Marrocos, quatro anos depois da semifinal do Catar, abre nesta quinta-feira (9) as quartas de final do Mundial de 2026 no Gillette Stadium, em Foxborough. O duelo reedita o confronto que, em 2022, terminou com vitória francesa por 2 a 0 e selou a eliminação da primeira seleção africana a chegar tão longe. Agora, os Leões do Atlas regressam com a ambição declarada de inverter o roteiro, enquanto os Bleus procuram manter a rota rumo à terceira final consecutiva, feito que só a Alemanha alcançou entre as europeias.
A França chega às quartas com uma campanha imaculada: cinco vitórias em cinco jogos, 14 gols marcados e apenas dois sofridos. A classificação, porém, teve contornos distintos. Depois de golear a Suécia (3-0) nos 16 avos, a equipa de Didier Deschamps sofreu para superar o Paraguai por 1-0, com um penálti de Kylian Mbappé, o sétimo golo do capitão no torneio. O desempenho evidenciou a dependência do talento individual de um ataque que reúne ainda Ousmane Dembélé, Michael Olise e Bradley Barcola, mas também expôs dificuldades perante blocos defensivos compactos. Na perspetiva de analistas europeus, a ausência do médio Aurélien Tchouaméni, lesionado, retira equilíbrio ao meio-campo e pode ser um fator de risco.
Marrocos, por sua vez, consolidou a imagem de equipa madura e coletivamente sólida. Invicta há dez jogos desde a final da Taça das Nações Africanas, a seleção orientada por Mohamed Ouahbi eliminou os Países Baixos nos penáltis e, nos oitavos, goleou o anfitrião Canadá por 3-0. A exibição confirmou a eficácia de uma estrutura que combina disciplina tática, transições rápidas e a criatividade de Brahim Díaz, recordista africano de assistências em Mundiais. A lesão muscular do avançado Ismael Saibari, artilheiro da equipa com três gols, obriga à entrada de Soufiane Rahimi, mas observadores africanos sublinham que a força marroquina reside menos em individualidades e mais na coesão do conjunto.
O historial pesa a favor dos franceses: em seis encontros, quatro vitórias e dois empates, incluindo o triunfo na semifinal de 2022. Contudo, a memória desse jogo também alimenta o discurso de revanche marroquino. Fora do campo, a amizade entre Mbappé e Achraf Hakimi, companheiros no Paris Saint-Germain durante três temporadas, adiciona um contraponto de fair play a um duelo que a imprensa internacional descreve como um dos mais aguardados desta fase. O árbitro argentino Facundo Tello foi designado para a partida, decisão que gerou debate nas redes sociais, mas que Deschamps minimizou publicamente.
O vencedor do confronto enfrentará nas semifinais o sobrevivente do duelo entre Espanha e Bélgica, marcado para sexta-feira em Los Angeles. Para a França, é a oportunidade de prolongar a hegemonia recente; para Marrocos, a hipótese de repetir e até superar o feito de 2022, reafirmando o futebol africano no topo do cenário global.
Amplie o olhar
Reino Unido prepara sétimo primeiro-ministro em uma década com saída de Starmer e ascensão de Burnham
2 idiomas · 5 veículos
De Economy & MarketsEUA impõem tarifa de 25% a produtos brasileiros; Brasil aciona lei de reciprocidade
2 idiomas · 14 veículos
De TechnologyÍndia lança primeiro foguete orbital privado e entra para clube restrito
5 idiomas · 15 veículos