
FIFA escolhe árbitro americano para semifinal entre Argentina e Inglaterra
Ismail Elfath, que já apitou a eliminação do Brasil, dirigirá o duelo de quarta-feira em Atlanta, com segurança reforçada e um historial de decisões que geraram debate.
A FIFA anunciou nesta segunda-feira que o norte-americano Ismail Elfath será o árbitro principal da segunda semifinal do Mundial de 2026, entre Argentina e Inglaterra, marcada para quarta-feira no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. A equipa de arbitragem será completada pelos assistentes Corey Parker e Kyle Atkins, também dos Estados Unidos, e pelos italianos Maurizio Mariani (quarto árbitro) e Daniele Bindoni (assistente de reserva). A designação coloca um juiz com passagem recente por momentos de tensão no centro de um dos confrontos de maior rivalidade do torneio.
Elfath, de 44 anos, nascido em Casablanca e naturalizado americano, já dirigiu três partidas nesta Copa. Na fase de grupos, esteve no empate entre Países Baixos e Japão (2-2) e na vitória da Espanha sobre o Uruguai (1-0), jogo em que expulsou o uruguaio Agustín Canobbio e que, na perspetiva de analistas europeus, poderia ter tido outra expulsão mais cedo, por uma entrada de Nicolás de la Cruz sobre Nico Williams. Nos oitavos de final, coube-lhe a eliminação do Brasil frente à Noruega (2-1), partida em que assinalou dois pênaltis a favor da seleção brasileira — um deles após revisão do VAR, desperdiçado por Bruno Guimarães, e outro convertido por Neymar nos acréscimos. Observadores no Brasil recordam que a atuação do árbitro nesse jogo foi determinante para a despedida precoce da equipa de Carlo Ancelotti.
A nomeação de Elfath insere-se num contexto de segurança excecional. Autoridades dos Estados Unidos, Inglaterra e Argentina reuniram-se no Centro Internacional de Cooperação Policial, na Virgínia, e classificaram o jogo como o de “maior risco de toda a competição”. Ficou definido que os adeptos argentinos entrarão pelo Portão 4 e os ingleses pelo Portão 3, com proibição de garrafas e de qualquer material com mensagens de ódio ou referências políticas. A FIFA mantém, desde a Guerra das Malvinas, uma prática tácita de não designar árbitros ingleses para jogos da Argentina, o que excluiu nomes como Anthony Taylor e Michael Oliver das opções para esta semifinal.
Com a confirmação da equipa de arbitragem, o caminho até à final fica totalmente definido. O vencedor do duelo entre argentinos e ingleses enfrentará na decisão o ganhador da outra semifinal, entre França e Espanha, que terá o salvadorenho Iván Barton como juiz principal. Para Elfath, que foi quarto árbitro na final do Mundial de 2022 e já dirigiu Lionel Messi em jogos da MLS, esta será a quarta partida no torneio e a mais importante da carreira, num palco onde qualquer decisão será escrutinada por milhões de olhares.
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.50 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
Latin America eyes with suspicion the appointment of a referee already controversial in this World Cup, recalling his Brazil-Norway match.
The bloc makes its position plausible by anchoring the narrative to a specific controversial episode (Brazil-Norway), turning a biographical detail into a warning sign for Argentina.
It omits Elfath's overall record, which includes other matches without controversy, and the fact that Brazil's defeat was not caused solely by refereeing errors.
Southeast Asia questions FIFA's decision to entrust a semifinal to a referee with a controversial past, amplifying the Brazil-Norway case.
The bloc amplifies the controversy by focusing exclusively on the negative aspects of Elfath's record, ignoring any context or positive performance, and presenting the appointment as a risk to the match's integrity.
It omits any mention of matches without controversy officiated by Elfath in this World Cup and the fact that FIFA evaluated his overall experience.
The Atlantic world presents Elfath's appointment as a routine technical choice, emphasizing his personal journey and professional qualifications.
The bloc normalizes FIFA's decision by focusing on the referee's personal biography (engineer, successful immigrant) and omitting any reference to controversies, turning a potentially contentious choice into a story of integration and competence.
It omits any mention of Elfath's controversial decisions in Brazil-Norway and the debate over his suitability for a semifinal.
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