
Federação Internacional de Voleibol readmite Rússia após decisão do COI
FIVB é a primeira federação a seguir orientação do Comité Olímpico Internacional e recoloca seleções russas no ranking mundial, enquanto futebol mantém veto.
A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) anunciou esta quarta-feira o fim das restrições a atletas e equipas da Rússia, abrindo caminho para o regresso imediato às competições oficiais. As seleções nacionais russas foram descongeladas no ranking mundial, recuperando os pontos que detinham em março de 2022: o terceiro lugar no setor masculino e o nono no feminino, segundo dados repercutidos pela imprensa brasileira. A decisão, comunicada no site da FIVB, invoca o direito fundamental dos desportistas ao acesso ao desporto, independentemente da nacionalidade, e surge como a primeira resposta concreta de uma federação internacional à nova orientação do Comité Olímpico Internacional (COI).
O movimento da FIVB é consequência direta da reunião do executivo do COI a 7 de julho, que suspendeu provisoriamente a exclusão do Comité Olímpico Russo, em vigor desde outubro de 2023, e revogou as recomendações de 2022 e 2023 que limitavam a participação de russos. O COI justificou a medida com o argumento de que a entidade russa já não integra organizações desportivas dos territórios ocupados da Ucrânia e confirmou que não desenvolverá atividades nessas regiões. A presidente do COI, Kirsty Coventry, sublinhou que o objetivo é garantir que os atletas não sejam responsabilizados pelas ações dos seus governos, embora o organismo mantenha a condenação da invasão e a proibição de eventos na Rússia.
No voleibol, o regresso será faseado. A exibição de bandeira, hino e outros símbolos nacionais ficou a cargo da FIVB e da Confederação Europeia de Voleibol (CEV), que decidirão “em devido tempo”. A readmissão de clubes russos nas provas europeias será analisada pelo conselho de administração da CEV, segundo o presidente da federação russa, Stanislav Shevchenko. A FIVB já havia autorizado, em dezembro de 2025, a participação de seleções juvenis da Rússia e da Bielorrússia com símbolos nacionais, num prenúncio do atual desanuviamento.
A abertura no voleibol contrasta com a resistência noutras modalidades. Fontes europeias citadas pela imprensa britânica indicam que a UEFA e a FIFA não planeiam levantar as sanções ao futebol russo. Federações como a inglesa, a alemã e a francesa mantêm-se categoricamente contra o regresso, e a UEFA, responsável pela qualificação europeia para o Mundial, teria poder de bloqueio. Na perspetiva de Kiev, a decisão do COI foi recebida com duras críticas: o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano classificou-a como “um sinal preocupante para toda a comunidade internacional”, recordando que a guerra continua a provocar vítimas civis diárias. Atletas ucranianos, como o skeletonista Vladyslav Heraskevych, acusaram o COI de hipocrisia.
Para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, o caminho russo passa agora pelo cumprimento de exigências antidoping. O COI determinou que todos os atletas que regressarem às competições internacionais devem ser testados repetidamente antes da reinserção, com base numa avaliação de risco desportivo, e que a Agência Internacional de Testes (ITA) supervisionará o programa. A Rússia, cuja agência antidoping continua não conforme com a Agência Mundial Antidopagem, terá de se submeter a um escrutínio reforçado. A próxima etapa concreta será a integração das seleções russas nos calendários de qualificação da FIVB e da CEV, enquanto o COI mantém a autonomia das federações para decidirem os termos exatos da readmissão.
| Imprensa russa e CEI | +0.90 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.40 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
| Imprensa europeia continental | −0.50 | critical |
A Rússia celebra o retorno como uma vitória do bom senso e do direito fundamental ao esporte, agradecendo à FIVB por seguir as recomendações do COI.
A Rússia universaliza a decisão como uma aplicação de princípios universais (direito ao esporte) e minimiza o contexto político, apresentando o retorno como um procedimento técnico normal.
As críticas ucranianas e as preocupações europeias de segurança não são mencionadas.
A Ucrânia condena a decisão como uma concessão à Rússia agressora, enquanto o Brasil registra o fato sem julgamento.
A crítica ucraniana personifica o estado russo como agressor e apresenta a decisão como uma ameaça à segurança, enquanto o Brasil adota um tom distante e técnico.
A perspectiva russa sobre a legitimidade do retorno e o princípio do direito ao esporte não são representados.
A Indonésia relata a decisão como um fato técnico, citando declarações oficiais sem adicionar interpretações.
Adota uma abordagem de notícia pura, evitando qualquer julgamento e limitando-se a registrar fatos e declarações oficiais.
As reações críticas da Ucrânia ou de países europeus, bem como a celebração russa, não são mencionadas.
A Alemanha denuncia a decisão como uma vitória para o Kremlin e um perigo para o esporte, enquanto um relatório em russo a apresenta como uma atualização de rotina.
A crítica alemã usa uma hierarquia de ameaças, ligando a decisão a um fortalecimento do regime russo e a um risco para a segurança europeia, enquanto o relatório em russo adota um tom técnico e neutro.
A celebração russa e a perspectiva do direito ao esporte não estão incluídas.
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