
Ex-internacional francês Samir Nasri detido para interrogatório em investigação de narcotráfico e lavagem de dinheiro
O antigo médio passou cerca de dez horas sob custódia em Paris, tendo sido libertado sem acusação formal, no âmbito de um inquérito a uma rede organizada.
O antigo futebolista internacional francês Samir Nasri, de 39 anos, foi detido e interrogado durante aproximadamente dez horas em Paris, no início de julho, no quadro de uma investigação judicial sobre importação de estupefacientes, associação criminosa e branqueamento de capitais. Segundo a imprensa francesa, o ex-jogador foi ouvido pela Brigada de Pesquisas e Investigações Financeiras da polícia judiciária parisiense e libertado ao final do dia sem que lhe fossem imputadas formalmente quaisquer acusações.
De acordo com as autoridades citadas pelos diários Le Figaro e Le Parisien, o interrogatório centrou-se na antiga ligação de Nasri à discoteca XS, em Ivry-sur-Seine, nos subúrbios da capital, da qual foi gerente e, a partir de 2016, acionista. Os investigadores procuram apurar se o estabelecimento noturno terá servido para fazer circular ou branquear fundos provenientes do tráfico de droga. A imprensa russa, por seu lado, detalha que as suspeitas recaem sobre entregas de elevadas somas em dinheiro à esposa de Hakim Berrebouh, um narcotraficante marselhês atualmente detido, cuja família Nasri conhece desde a infância.
Há divergências entre as fontes quanto à cronologia exata dos factos. Enquanto os relatos oriundos de França e da Rússia situam a detenção a 9 de julho, a imprensa brasileira refere o “final de junho”. Paralelamente, o diário alemão Bild recorda um interrogatório semelhante ocorrido em dezembro de 2022, também relacionado com o mesmo círculo de suspeitos, o que sugere que o ex-atleta tem sido alvo de repetidas diligências. Nasri, que atualmente trabalha como comentador televisivo no Canal Plus, negou qualquer envolvimento ilícito e afirmou, em depoimento citado por meios russos, ter cedido verbalmente as suas ações da discoteca a Hakim Berrebouh num encontro no Dubai em 2020, sem que a transação tivesse sido formalizada.
A carreira de Nasri, formado no Olympique de Marselha e com passagens por Arsenal e Manchester City, foi marcada tanto pelo talento precoce — que lhe valeu a alcunha de “Petit Prince” — como por sucessivos problemas extra-desportivos. Observadores em Lisboa recordam que o jogador já cumpriu uma suspensão de 18 meses por infração às regras antidoping e enfrenta, em paralelo, um processo por fraude fiscal, no qual as autoridades francesas apreenderam bens e contas bancárias no valor de 5,5 milhões de euros. O inquérito agora em curso permanece aberto, não tendo sido deduzida qualquer acusação até ao momento.
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
A Rússia reformula o caso como um procedimento judicial de rotina, enfatizando que Nasri foi libertado sem acusações.
A Rússia destaca a libertação sem acusações para normalizar o evento e minimizar a gravidade da investigação.
A Rússia omite a ênfase no 'crime organizado' presente nas fontes europeias, reduzindo o alcance do caso.
A América Latina enquadra o assunto como uma investigação em andamento, sem pré-julgamento.
Ao usar o termo 'investigação' e 'inquérito', mantém uma posição de espera, evitando rotular o caso como escândalo.
A América Latina omite a referência específica à brigada financeira (BRIF) presente nas fontes europeias, mantendo um perfil genérico.
A Europa continental enquadra o assunto como um caso de crime organizado, enfatizando a gravidade das acusações.
Ao usar termos como 'banda organizada' e 'crime organizado', eleva o caso a uma ameaça séria, criando um senso de urgência.
A Europa continental (versão alemã) omite mencionar a libertação sem acusações, concentrando-se na detenção e no interrogatório.
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