
Ataque dos EUA elimina líder sênior do Estado Islâmico no noroeste da Síria
Ação de precisão do CENTCOM mata Ali Husayn al-'Ulaywi; simultaneamente, EUA sancionam facilitadores financeiros do grupo em três continentes.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou, a 24 de junho, que um ataque aéreo de precisão realizado a 19 de junho no noroeste da Síria resultou na morte de Ali Husayn al-'Ulaywi, descrito como um líder sénior do grupo extremista Estado Islâmico (ISIS). A operação, segundo Washington, insere-se nos esforços contínuos para desarticular e eliminar terroristas que ameaçam cidadãos e o território norte-americanos.
Na perspetiva de Washington, a ação militar é complementada por uma ofensiva financeira: no mesmo período, o Departamento do Tesouro designou três indivíduos e seis entidades na Europa, no Médio Oriente e na África Ocidental por facilitarem transações em nome do ISIS. Entre os sancionados estão um operador na França que fornecia instruções sobre explosivos e um responsável por uma plataforma de câmbio de criptomoedas na Síria que movimentava fundos a partir de países ocidentais. O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, reiterou o compromisso com a 'derrota duradoura' do grupo e a proteção de aliados regionais.
A ofensiva ocorre num momento de reconfiguração do conflito sírio. O governo de Damasco, liderado por Ahmed al-Sharaa, aderiu no ano passado à coligação internacional contra o ISIS, enquanto o grupo extremista declarou uma nova fase de operações contra as autoridades sírias e reivindicou atentados recentes na província de Alepo. Observadores em Moscovo, através da imprensa estatal, notam que os Estados Unidos declararam o fim da sua operação militar na Síria em fevereiro de 2026 e retiraram as tropas em abril, o que contrasta com a continuidade dos ataques aéreos. Já a imprensa francesa recorda que a intervenção americana no país dura há mais de uma década, inicialmente em apoio às forças curdas, e que a coligação internacional se retirou após a derrota territorial do ISIS em 2019, mantendo-se, porém, a pressão sobre as células adormecidas.
A eliminação de al-'Ulaywi e as sanções financeiras sinalizam, na leitura de analistas em Lisboa, que Washington mantém uma estratégia de contenção do ISIS apesar do redesenho da sua presença militar no terreno. A operação 'Hawkeye Strike', desencadeada em dezembro de 2025 como retaliação por um ataque em Palmira que vitimou militares americanos, deu lugar a uma campanha de ataques seletivos que prossegue mesmo após o anúncio do fim da missão. O CENTCOM afirma continuar a atuar 'ao lado de parceiros regionais', enquanto o Tesouro aprofunda o cerco às redes de financiamento do grupo, num quadro em que a ameaça residual do ISIS persiste nas zonas desérticas da Síria e do Iraque.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um ataque aéreo de precisão das forças dos EUA no noroeste da Síria eliminou um alto líder do ISIS, ressaltando a perseguição incansável dos Estados Unidos aos terroristas que ameaçam a pátria. A operação, conduzida em conjunto com parceiros regionais, faz parte de uma campanha contínua para impedir o ressurgimento do grupo, mesmo enquanto se discute um desengajamento militar mais amplo.
O exército dos EUA anunciou a morte de um alto comandante do ISIS na Síria, mas o ataque evidencia a persistente presença militar americana na região apesar da retórica oficial de desengajamento. Moscou observa que tais operações continuam enquanto Washington afirma estar reduzindo sua pegada, lançando dúvidas sobre a sinceridade da narrativa de retirada.
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