
EUA e Irão trocam novos ataques e cessar-fogo colapsa no Médio Oriente
Ofensiva americana atinge 90 alvos militares e provoca retaliação iraniana contra bases no Golfo, enquanto o funeral do líder supremo mobiliza multidões e o Conselho de Segurança é pressionado a agir.
Os Estados Unidos lançaram na madrugada de quinta-feira uma nova vaga de bombardeamentos contra o Irão, atingindo cerca de 90 alvos militares, incluindo infraestruturas portuárias e lançadores de mísseis, segundo o Comando Central norte-americano. O Ministério da Saúde iraniano reportou 14 mortos e 78 feridos em dois dias de ataques, a maioria membros das forças armadas. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana disparou mísseis e drones contra bases militares dos EUA no Kuwait, Bahrein, Jordânia e Qatar, reivindicando a autoria e advertindo que novas agressões americanas terão “respostas contundentes”.
As defesas aéreas do Kuwait intercetaram três mísseis balísticos, um míssil de cruzeiro e dez drones, com queda de destroços a provocar um ferido e danos materiais. O Bahrein confirmou a interceção de projéteis e ativou sirenes, enquanto a Jordânia abateu oito mísseis sem registo de vítimas. O Qatar emitiu um alerta de ameaça elevada, posteriormente levantado. Os países do Conselho de Cooperação do Golfo apelaram ao Conselho de Segurança da ONU para que condene os ataques iranianos e garanta a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, via por onde transita um quinto do petróleo mundial e cuja reabertura parcial está agora ameaçada.
O presidente Donald Trump declarou o cessar-fogo provisório “encerrado”, acusando Teerão de atacar navios comerciais no estreito – alegação que o Irão nega. Na perspetiva de Washington, a ofensiva visa degradar a capacidade iraniana de ameaçar o tráfego marítimo, enquanto Teerão sustenta que os EUA violaram o memorando de entendimento assinado em junho. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que a passagem marítima “só será reaberta com acordos iranianos” e que novos ataques serão retaliados. A escalada reacendeu o receio de disrupção prolongada no fornecimento global de energia, com impacto direto em economias importadoras como o Brasil e Portugal.
Em paralelo, o funeral do líder supremo Ali Khamenei, morto no início do conflito, reuniu centenas de milhares de pessoas em Mashhad, com palavras de ordem contra os EUA e Israel. O filho e sucessor designado, Mojtaba, permaneceu ausente, alimentando especulações sobre a sua saúde. Contactos diplomáticos prosseguem: o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano dialogou com os seus homólogos da Arábia Saudita, Turquia e Omã, bem como com o chefe do exército paquistanês. O dossiê permanece em aberto, sem data para uma eventual reunião do Conselho de Segurança, enquanto a região se aproxima de uma fase de regionalização do conflito com riscos de confrontação em larga escala.
| Imprensa latino-americana | −0.50 | critical |
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| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.20 | neutral |
A América Latina denuncia a escalada e exige a cessação das hostilidades, focando nas vítimas civis.
Ao enfatizar o número de vítimas e as condenações iranianas, cria-se uma urgência moral que pressiona a comunidade internacional.
A Europa observa com distanciamento, limitando-se a registrar a escalada sem tomar partido.
Ao reduzir o conflito a uma simples notícia, evita-se qualquer julgamento moral ou político.
Omite as vítimas e as reações iranianas, que tornariam o conflito mais humano e polarizado.
O Sudeste Asiático alerta sobre a fragilidade do cessar-fogo e a crise iminente, sem tomar partido abertamente.
Ao enfatizar o colapso da trégua e o aprofundamento da crise, cria-se um senso de urgência que justifica a atenção internacional.
Omite os números detalhados de vítimas e as declarações oficiais iranianas, que dariam mais peso ao lado iraniano.
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