
EUA apreendem mais de 50 drones perto de estádios do Mundial 2026
Autoridades norte-americanas reforçam segurança com centros de combate a drones após mais de 150 incursões em espaço aéreo restrito, enquanto México abateu uma aeronave não tripulada.
As autoridades dos Estados Unidos apreenderam mais de 50 drones nas imediações dos estádios e festivais de adeptos do Mundial 2026 desde o início do torneio, na semana passada, revelou o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin. Só em Kansas City, uma equipa conjunta de agentes federais e municipais intercetou oito aeronaves não tripuladas na quarta-feira, durante eventos no Arrowhead Stadium e no FIFA Fan Festival. A Administração Federal de Aviação (FAA) proibiu qualquer voo de drones sobre os jogos e atividades associadas em todo o país, mas o Departamento de Segurança Interna (DHS) já contabiliza mais de 150 incursões em espaço aéreo restrito em oito cidades-sede.
A dimensão do desafio é ilustrada pelo trabalho do FBI em centros de comando como o de Los Angeles, onde agentes monitorizam objetos voadores não identificados em tempo real. "Temos um curto intervalo para determinar se é uma ameaça", explicou o agente especial James Peaco, coordenador de armas de destruição maciça e sistemas anti-drones do FBI em Los Angeles. "A ameaça dos drones está aqui e é real." No México, que partilha a organização do torneio com os EUA e o Canadá, forças militares abateram um drone que violou o perímetro de segurança, sinalizando a postura de tolerância zero face a potenciais riscos.
Na perspetiva de Brasília, o episódio reaviva memórias do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, quando o Brasil reforçou a vigilância aérea com sistemas antidrones importados. Especialistas em segurança pública brasileiros notam que a proliferação de drones comerciais e a sua eventual utilização para fins maliciosos — desde espionagem industrial até ataques com explosivos — exigem uma atualização constante dos protocolos. A cooperação entre agências federais e locais, testada agora nos EUA, é vista como um modelo a ser adaptado em futuros megaeventos no país, como a candidatura à Copa do Mundo Feminina de 2027.
Observadores em Lisboa sublinham que Portugal, embora não seja anfitrião, acompanha de perto as soluções de segurança, dada a experiência com o Euro 2004 e a presença habitual de multidões em ligas e competições europeias. Nos países africanos de língua oficial portuguesa, como Angola e Moçambique, onde o uso de drones cresce em setores como agricultura e logística, o alerta norte-americano serve de aviso para a necessidade de regulamentação e capacidade de resposta antes de organizarem eventos continentais. A assimetria de recursos, contudo, torna a partilha de tecnologia e inteligência um fator crítico.
À medida que o Mundial 2026 avança, a batalha silenciosa nos céus promete intensificar-se. A combinação de três países anfitriões, estádios dispersos e uma plateia global de milhões de adeptos amplia a superfície de risco. As autoridades preveem um aumento de tentativas de violação do espaço aéreo, mas confiam na integração de radares, interferidores de sinal e equipas de neutralização rápida. O legado dessa operação pode definir os padrões de segurança para as próximas décadas, num mundo onde a ameaça dos drones já não é ficção científica.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O FBI está numa corrida contra o tempo para intercetar drones não autorizados perto dos estádios do Mundial, num clima de alerta terrorista acrescido. Os agentes descrevem uma batalha angustiante para proteger o público, com os centros antidrones a apreenderem já mais de 50 aparelhos.
Agências dos EUA apreenderam mais de 50 drones nas proximidades dos estádios da Copa do Mundo desde o início do torneio, informou o Departamento de Segurança Interna. Em Kansas City, uma força-tarefa conjunta federal e municipal interceptou oito drones na quarta-feira.
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