
Espanha encara Messi como 'desafio enorme' na final do Mundial de 2026
Mikel Merino, herói vindo do banco, admite que travar o capitão argentino será a chave para a La Roja conquistar o título inédito fora da Europa.
A final da Copa do Mundo de 2026 coloca frente a frente, no MetLife Stadium em East Rutherford, a Espanha de Mikel Merino e a Argentina de Lionel Messi, num duelo que, para o médio espanhol, representa um 'desafio enorme' e uma 'motivação incrível'. Aos 39 anos, o capitão albiceleste chega à decisão como o arquiteto da campanha dos atuais campeões, depois de fabricar os dois golos da vitória por 2-1 sobre a Inglaterra nas meias-finais e de comandar uma recuperação épica frente ao Egito nos oitavos, quando a sua equipa perdia por 2-0 aos 79 minutos. Com oito golos, Messi partilha a liderança da tabela de artilheiros com Kylian Mbappé, um dado que analistas em Buenos Aires sublinham como prova da longevidade competitiva do astro.
Merino, que se tornou peça decisiva na caminhada espanhola apesar de começar os jogos no banco, reconheceu a dimensão do obstáculo. 'É um desafio enorme, uma motivação incrível para mim e para toda a equipa', afirmou o jogador do Arsenal, autor dos golos da vitória nos triunfos sobre Portugal (1-0, oitavos) e Bélgica (2-1, quartos). Em Lisboa, observa-se com interesse o percurso do médio que, tal como os seus colegas, personifica uma geração espanhola que procura o primeiro título mundial longe do continente europeu. 'Tenho uma confiança incrível em mim e nas minhas capacidades. Sempre que entro em campo, acredito que posso fazer a diferença', acrescentou, para logo ressalvar que 'não importa quem é o herói, o importante é que a equipa vença no final'.
O confronto ganha contornos simbólicos com o encontro entre Messi e Lamine Yamal, o extremo espanhol de 19 anos que emerge como a nova referência do Barcelona. Merino classificou o talento do companheiro de clube como 'impressionante' e projetou um jogo de 'grande intensidade', no qual o árbitro terá de 'controlar a dureza e a frequência das faltas'. 'Quanto mais rápido a bola circular entre nós, menos tempo o adversário tem para cometer infrações', analisou. Na perspetiva de Brasília, a final entre argentinos e espanhóis reaviva a rivalidade sul-americana contra a escola europeia, com muitos a recordarem que o Brasil, eliminado nos quartos, viu Messi ampliar a sua lenda justamente no torneio em que a seleção canarinha procurava o hexa.
Aos 30 anos, Merino confessou não ter memórias muito nítidas do primeiro título mundial espanhol, em 2010, mas evocou a admiração pelos campeões da África do Sul. 'Poder representar o nosso país e ser esses mesmos jogadores para as novas gerações, para as crianças que nos veem, é algo mágico', disse. A final de domingo definirá se a Espanha consegue inscrever o seu nome num segundo troféu, precisamente diante da Argentina que procura o bicampeonato consecutivo, feito só alcançado por Itália e Brasil no século XX.
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
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| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.10 | neutral |
A África subsaariana apresenta o jogo como um desafio técnico objetivo, com Messi como variável decisiva.
Usa citações diretas e estatísticas para apresentar o desafio como um fato incontestável.
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