
Inglaterra cede virada à Argentina e Tuchel vê questionada sua leitura tática na semifinal
Após abrir 1 a 0, seleção inglesa recua e perde por 2 a 1; Rooney defende permanência do técnico, mas admite que só Guardiola seria melhor.
A Inglaterra esteve a cinco minutos de encerrar um jejum de 60 anos sem finais de Copa do Mundo, mas viu a Argentina impor uma virada por 2 a 1 na semifinal disputada em Atlanta. Anthony Gordon colocou os ingleses em vantagem no segundo tempo, e a classificação parecia encaminhada até que Enzo Fernández empatou e Lautaro Martínez, de cabeça, selou a reviravolta já nos acréscimos. A seleção europeia, que não chegava a uma decisão desde o título de 1966, sucumbiu diante da atual campeã mundial, que agora enfrentará a Espanha na final em Nova York.
A atuação do técnico Thomas Tuchel concentrou as atenções após o apito final. Com a Inglaterra à frente no placar, o treinador alemão promoveu substituições de perfil defensivo — Ezri Konsa, Dan Burn e Nico O’Reilly entraram, enquanto Anthony Gordon, Reece James e Declan Rice deixaram o campo — e a equipa passou a atuar com cinco, e por vezes seis, defensores. Na imprensa britânica, a escolha foi classificada como “ultradefensiva” e teria gerado fúria entre os jogadores mais experientes, que consideravam a vaga na final bem encaminhada. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou o episódio, questionando por que Harry Kane, capitão e centroavante, teria sido recuado para funções defensivas. A Federação Inglesa de Futebol (FA), contudo, manifestou publicamente apoio a Tuchel, que em fevereiro havia prolongado o contrato até 2028.
O ex-capitão Wayne Rooney saiu em defesa do treinador, mas com uma ressalva. “Se Pep Guardiola estiver disponível, talvez seja o caso de contratá-lo”, afirmou, ecoando um sentimento que ganhou corpo com revelações da imprensa alemã e brasileira. De acordo com o portal The Athletic, a FA tinha um acordo verbal com Guardiola em 2024, antes de o espanhol optar por renovar com o Manchester City. Tuchel, então, foi a segunda escolha e assumiu o comando em outubro daquele ano, conduzindo a Inglaterra por uma qualificação impecável — oito vitórias em oito jogos, 22 gols marcados e nenhum sofrido. O otimismo era tamanho que, segundo os relatos, comissão técnica e staff chegaram a planejar tatuagens comemorativas em caso de título mundial.
Apesar da frustração, não há indícios de rutura imediata. A FA mantém Tuchel no cargo, e o próprio treinador reafirmou o desejo de liderar a seleção na Eurocopa de 2028, que será disputada em casa. O próximo compromisso da Inglaterra é a disputa do terceiro lugar, enquanto a Argentina tenta o bicampeonato consecutivo diante da Espanha, campeã europeia, no domingo.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.80 | critical |
| Imprensa europeia continental | −0.50 | critical |
As substituições defensivas de Thomas Tuchel foram um erro catastrófico, e até mesmo uma figura não futebolística como Donald Trump reconhece isso. A FA deve considerar Pep Guardiola como o único substituto digno.
Ao invocar uma figura política de alto perfil para validar a crítica, o bloco eleva um debate esportivo a uma questão de interesse nacional, tornando a crítica aparentemente objetiva e amplamente compartilhada.
O bloco omite relatos da fúria dos jogadores sobre as substituições e o fato de que Tuchel era apenas a segunda escolha para o cargo na Inglaterra, o que minaria a narrativa de uma frente unida contra ele.
Os jogadores ingleses ficaram furiosos com as substituições defensivas de Tuchel; ele perdeu o vestiário. A Inglaterra merecia um técnico como Guardiola, que quase assumiu o cargo.
Ao colocar em primeiro plano a reação emocional dos jogadores e a quase contratação de Guardiola, o bloco cria uma narrativa de um campo dividido e uma oportunidade perdida, tornando a posição de Tuchel insustentável.
O bloco omite o apoio público da FA a Tuchel e o apoio condicional de Rooney, o que mostraria que nem todas as partes são contra ele.
Thomas Tuchel era apenas a segunda escolha para a Inglaterra, e havia até um plano de tatuagem. A saída da Copa do Mundo era inevitável.
Ao revelar que Tuchel não era a primeira escolha e que existia um plano de tatuagem, o bloco implica que todo o projeto foi mal concebido, tornando o fracasso aparentemente inevitável e a posição do treinador fraca.
O bloco omite o apoio público da FA e a fúria dos jogadores, o que complicaria a narrativa de um projeto condenado.
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