
Espanha e Áustria reeditam duelo de 1978 com vaga nas oitavas em jogo
Em Los Angeles, a Roja defende invencibilidade de 34 partidas oficiais e aposta em Lamine Yamal, enquanto os austríacos tentam quebrar jejum de 72 anos sem passar de uma fase eliminatória.
O Estádio SoFi, em Los Angeles, recebe nesta quinta-feira (2) um confronto de dezasseis-avos de final do Mundial 2026 que opõe duas seleções europeias em momentos opostos. De um lado, a Espanha chega como líder invicta do Grupo H e sem qualquer golo sofrido, sustentada por uma série de 34 jogos oficiais sem derrotas que dura desde março de 2023. Do outro, a Áustria carrega a condição de segunda colocada do Grupo J, com a defesa mais permeável entre as equipas ainda na competição — sofreu golos em todos os doze jogos que disputou em Copas desde 1982 — e a memória de uma classificação dramática, selada com um golo nos instantes finais do empate a três golos com a Argélia.
A principal arma espanhola atende pelo nome de Lamine Yamal. O extremo do Barcelona, de 18 anos, teve a minutagem gerida com cautela na fase de grupos devido a uma lesão muscular sofrida em abril, mas o selecionador Luis de la Fuente garantiu que o jogador “está para jogar tudo o que se lhe exija”. Yamal marcou um golo nos 45 minutos em que esteve em campo frente à Arábia Saudita e, segundo a imprensa de Madrid, a sua parceria com o lateral Marcos Llorente começa a carburar. Do lado austríaco, o técnico Ralf Rangnick foi direto: “É um dos jogadores que vamos vigiar de muito perto, para não lhe dar espaço nem oportunidades de arrancar para o drible”. A missão de travar o camisa 10 espanhol caberá, em grande medida, a Konrad Laimer, num duelo individual que analistas em Viena apontam como chave.
A Áustria, que não disputava um mata-mata mundialista desde 1954, ancora a sua esperança no espírito de superação que marcou a campanha. O avançado Sasa Kalajdzic, autor do golo da classificação e sobrevivente de três cirurgias aos ligamentos do joelho, tornou-se símbolo de um grupo que, na leitura de observadores da Europa Central, compensa com intensidade e pressão alta as fragilidades defensivas. O capitão David Alaba, com cinco temporadas de Real Madrid no currículo, reconheceu a “qualidade enorme” do adversário, mas avisou: “Não nos vamos esconder. Queremos jogar para a frente e tentar ser bem-sucedidos”.
O historial em Copas é curto e favorece os austríacos: o único encontro anterior, na Argentina em 1978, terminou com vitória da Áustria por 2-1. Agora, porém, o contexto é outro. A Espanha de De la Fuente, apesar de um arranque de torneio com um empate sem golos frente a Cabo Verde e um triunfo magro sobre o Uruguai, exibe uma solidez defensiva que já ultrapassa os 420 minutos sem sofrer golos. A imprensa catalã sublinha que a recuperação total de Yamal e o regresso de Yéremi Pino e Víctor Muñoz dão ao treinador opções ofensivas de que não dispôs na primeira fase.
O vencedor deste duelo em Los Angeles terá pela frente, nos oitavos de final, o sobrevivente do Portugal-Croácia que se disputa mais tarde no mesmo estádio. Para os adeptos lusófonos, a possibilidade de um confronto com a seleção portuguesa acrescenta uma camada extra de interesse a um jogo que, independentemente do desfecho, já entrou para a história austríaca como o fim de uma espera de sete décadas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Espanha entra nas oitavas de final com o elenco completo e grandes expectativas. O técnico De la Fuente afirma que a equipe está começando a reconhecer e corrigir os problemas anteriores, e que Lamine Yamal está disponível para a partida inteira. Os espanhóis são apontados como francos favoritos para avançar.
A Espanha chega ao mata-mata com dúvidas sobre seu futebol, após uma fase de grupos que incluiu empate com Cabo Verde e vitória apertada sobre o Uruguai. O confronto com a Áustria é retratado como a hora da verdade para uma equipe que precisa enfim mostrar suas credenciais de candidata ao título. Espera-se que Lamine Yamal seja o diferencial, mas a pressão está sobre todo o elenco.
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