
Empate sem gols com Gana e 'bruxo' viral marcam noite frustrante de Inglaterra no Mundial
Nana Kwaku Bonsam reivindicou ter amaldiçoado Harry Kane, que perdeu gol decisivo; Inglaterra adia classificação e divide atenções entre tática e superstição.
O empate sem gols entre Inglaterra e Gana, na segunda rodada do Grupo L do Mundial de 2026, em Boston, selou uma noite de frustração para os ingleses e de celebração contida para os ganeses. A seleção europeia dominou a posse de bola (78,8%, o índice mais alto de uma equipa sem marcar num Mundial desde 1966) e criou 19 remates, mas esbarrou na organização defensiva adversária. O momento decisivo surgiu aos 86 minutos: após cabeceamento de Nico O’Reilly no travessão, a bola sobrou para Harry Kane dentro da pequena área, mas o capitão inglês rematou por cima, desperdiçando a oportunidade que garantiria a vitória e a classificação antecipada aos dezasseis-avos de final. Kane, que somara dois golos na estreia frente à Croácia, terminou o jogo com apenas 19 toques na bola e um único remate, desviado do alvo.
Fora das quatro linhas, o resultado alimentou uma narrativa insólita que ganhou tração nas redes sociais. Antes do encontro, o autoproclamado espiritualista ganês Nana Kwaku Bonsam — conhecido por, em 2014, ter reivindicado influência sobre uma lesão de Cristiano Ronaldo — afirmara estar a “trabalhar” para impedir que Kane marcasse. Após o apito final, Bonsam publicou um vídeo em que declarava ter “libertado” o avançado, permitindo-lhe voltar a marcar no jogo seguinte. A história, tratada com ceticismo pela imprensa desportiva europeia, foi recebida com humor e orgulho por adeptos ganeses. Na perspetiva de Luanda e de outras capitais africanas, o episódio ecoa tradições culturais enraizadas, ainda que analistas desportivos locais sublinhem que o resultado se explica sobretudo pela disciplina tática do Gana, orientado por Carlos Queiroz. Observadores em Lisboa notam a ironia de Bonsam voltar a cruzar-se com uma estrela do futebol mundial, depois do caso Ronaldo, enquanto no Brasil a imprensa trata o “bruxo” como mais um capítulo folclórico dos Mundiais.
Com o empate, Inglaterra e Gana somam quatro pontos no Grupo L, com os ingleses na liderança pelo saldo de golos. A Croácia, que bateu o Panamá por 1-0, tem três pontos, e os panamianos zero. O desfecho adia a definição dos classificados para a última jornada, no sábado. A Inglaterra enfrenta o Panamá no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, precisando de uma vitória para assegurar o primeiro lugar e evitar depender de critérios de desempate ou de um lugar como um dos oito melhores terceiros colocados. Já o Gana mede forças com a Croácia, num duelo que pode valer a passagem direta aos dezasseis-avos.
Kane minimizou o erro, afirmando que “não conseguiu ficar por cima da bola” e que, como avançado experiente, sabe que “nem sempre entram”. O técnico Thomas Tuchel reconheceu que o desperdício foi atípico — “99 em 100 vezes ele marca” —, mas preferiu destacar a paciência e a disciplina da equipa. Apesar da frustração, o cenário inglês não é alarmante: campeões como França (2022) e Argentina (2018) também tropeçaram em fases de grupos antes de erguer o troféu. Resta saber se, livre do alegado feitiço, Kane reencontrará a pontaria diante do Panamá e se aproximará do recorde de 10 golos de Gary Lineker em Copas pela seleção inglesa.
| Imprensa iraniana e afins | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
Iran mocks the fragility of European stars facing mysterious forces and African determination.
Irony is used to belittle European football power, contrasting rational play with superstitious elements, creating a moral hierarchy where Africa emerges as more authentic.
The tactical context of the match and possession statistics, which could show English dominance not converted into goals, are omitted.
The Atlantic reports the facts without taking sides, treating the superstitious element as a folkloric note.
A detached, statistical tone is used to normalize the event, reducing narrative tension and presenting the match as a normal sports result.
The cultural significance of the witch doctor figure for Ghana, nor the emotional impact of Kane's performance, are explored.
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