
Egito vence pela primeira vez na história das Copas e assume liderança do grupo
Com reviravolta no segundo tempo, os 'Faraós' derrotaram a Nova Zelândia por 3-1 e encaminharam a classificação inédita para as eliminatórias do Mundial de 2026.
O Egito conquistou nesta segunda-feira, em Vancouver, a primeira vitória da sua história em Copas do Mundo, ao derrotar a Nova Zelândia por 3-1, em partida válida pela segunda rodada do Grupo G do Mundial de 2026. Depois de sair atrás no marcador, com um gol de cabeça de Finn Surman aos 15 minutos, a seleção africana construiu uma reviravolta no segundo tempo com tentos de Mostafa Ziko (58'), Mohamed Salah (67') e Mahmoud Trezeguet (82'). Salah, eleito o melhor em campo, marcou um gol e fez uma assistência, tornando-se o maior artilheiro egípcio em Mundiais, com três gols, e igualando o recorde de gols de jogadores árabes na competição.
O primeiro tempo foi dominado pelos neozelandeses, que criaram várias oportunidades e só não ampliaram graças às intervenções do goleiro Mostafa Shobeir. A única chance egípcia veio num remate de Omar Marmoush aos 27 minutos. No segundo tempo, a equipa treinada por Hossam Hassan voltou transformada: Ziko empatou de cabeça após cruzamento de Mohamed Hany, e depois serviu Salah com um passe de calcanhar para o gol da virada. Trezeguet fechou o placar com outro cabeceamento, na sequência de um escanteio cobrado por Salah. O capitão egípcio chegou aos 67 gols pela seleção, ficando a um do recorde absoluto do seu próprio treinador, Hossam Hassan.
Com este resultado, o Egito lidera o grupo com quatro pontos, seguido por Irão e Bélgica, ambos com dois, e pela Nova Zelândia, com um. A vitória, a 20.ª de uma seleção árabe na história dos Mundiais, coloca os 'Faraós' muito perto de uma inédita qualificação para as eliminatórias. Na perspetiva do Médio Oriente, o triunfo foi recebido como um momento de afirmação do futebol da região; no Irão, a imprensa sublinhou que o resultado aumenta a pressão sobre a seleção iraniana para o confronto direto da última jornada. Já analistas europeus destacaram a capacidade de reação egípcia e o papel decisivo de Salah, enquanto o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, felicitou publicamente a equipa.
O Egito defronta o Irão no sábado, num jogo que pode selar o apuramento. Em caso de qualificação para a fase de 32 avos, a federação egípcia receberá 11 milhões de dólares do fundo de prémios recorde da FIFA. A seleção, que nunca passara da fase de grupos, tem agora o destino nas próprias mãos, com a possibilidade de escrever um capítulo inédito no futebol africano e árabe.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Comemora a primeira vitória histórica do Egito na Copa do Mundo, destacando a virada heróica liderada por Ziko e Salah. A narrativa enfatiza o orgulho nacional e a quebra de recordes de longa data, retratando a equipe como resiliente e determinada. A vitória é vista como um marco histórico para o futebol egípcio.
Relata a vitória do Egito como um resultado favorável que essencialmente garante a classificação do Irã para a próxima fase. O foco está na dinâmica do grupo, observando como o resultado beneficia as chances de qualificação iranianas. O tom é pragmático, desviando os holofotes da conquista egípcia para suas implicações estratégicas para a equipe iraniana.
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