
Drone sobrevoa treino secreto da Coreia do Sul antes de duelo com México
Militares mexicanos neutralizaram aeronave não tripulada que invadiu sessão fechada em Guadalajara, gerando indignação e suspeitas de espionagem às vésperas de jogo decisivo no Grupo A.
Uma sessão de treino fechada da seleção sul-coreana em Guadalajara foi violada por um drone não identificado, levando as forças armadas mexicanas a interceptar e neutralizar o aparelho. O incidente ocorreu na terça-feira, a dois dias do confronto direto entre México e Coreia do Sul pela segunda jornada do Grupo A do Mundial de 2026, um duelo que pode carimbar a passagem de uma das equipas aos oitavos de final no novo formato de 48 seleções. O técnico Hong Myung-bo confirmou a intrusão e classificou-a como “lamentável”, mas garantiu que o drone surgiu antes do início dos trabalhos táticos, preservando o plano de jogo.
Segundo fontes militares citadas pela imprensa internacional, o engenho foi detectado por equipamento especializado e “neutralizado” antes que pudesse recolher imagens sensíveis. A FIFA proíbe expressamente o uso de drones nas imediações dos centros de treino durante o torneio, e o episódio reacendeu o debate sobre espionagem no futebol de elite. Na perspetiva de Brasília, onde a seleção brasileira também se prepara para a competição coorganizada por México, Estados Unidos e Canadá, o caso serve de alerta para a vulnerabilidade das sessões fechadas, mesmo em ambientes com forte presença militar.
O jogo entre mexicanos e sul-coreanos, marcado para o Estádio Akron, coloca frente a frente duas equipas que venceram na primeira jornada — o México superou a África do Sul e a Coreia do Sul bateu a República Checa. Com o alargamento do torneio para 48 participantes e a possibilidade de apuramento dos oito melhores terceiros classificados, uma vitória garante matematicamente a qualificação para a fase seguinte. Observadores em Lisboa notam que o formato expandido reduz o drama das eliminatórias precoces, mas intensifica a disputa pela liderança dos grupos, tornando cada detalhe tático potencialmente decisivo.
A reação sul-coreana ao episódio do drone foi de indignação contida. Hong Myung-bo, que orienta uma geração talentosa com nomes como Son Heung-min e Lee Kang-in, sublinhou que a perturbação não comprometeu a estratégia, mas admitiu que a repetição de incidentes semelhantes poderia minar a integridade da preparação. A federação local reportou o caso à FIFA, enquanto a imprensa mexicana evitou especular sobre a origem do aparelho, limitando-se a registar a pronta intervenção militar.
Para os países lusófonos, o episódio ganha contornos particulares. Moçambique e Angola, que ambicionam um dia organizar competições continentais, observam com atenção os desafios de segurança enfrentados por um país anfitrião. Já Portugal, presente no Mundial e atento às dinâmicas do Grupo A — onde poderá cruzar-se com um destes adversários nas fases seguintes —, vê no duelo México-Coreia do Sul um teste à capacidade de adaptação a imprevistos extra-campo. A partida promete ser tão disputada nos relvados como nos bastidores da segurança, num Mundial que já nas primeiras jornadas revela que as ameaças à integridade competitiva podem surgir do ar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um drone misterioso sobrevoou o treino fechado da Coreia do Sul em Guadalajara, provocando a fúria do técnico Hong Myung-bo, que denunciou uma tentativa de espionagem às vésperas do jogo crucial contra o México. O exército mexicano teria abatido o aparelho, mas o episódio lança sombras sobre a preparação, com o grupo coreano a sentir-se visado.
Forças militares mexicanas detetaram e neutralizaram um drone não registado perto do campo de treinos da Coreia do Sul, tratando o incidente como uma questão de segurança. Não é claro se foi um erro desajeitado ou uma tentativa de espiar o adversário antes do jogo.
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