
Ronaldo responde a Messi com recorde de seis Mundiais a marcar e Portugal goleia Uzbequistão
Cristiano Ronaldo tornou-se o primeiro jogador a marcar em seis edições do Mundial, horas depois de Lionel Messi se isolar como melhor marcador da história da competição, enquanto Portugal venceu por 5-0 e a Argentina selou o apuramento.
O Houston Stadium assistiu à resposta de Cristiano Ronaldo. Seis minutos bastaram para o capitão português se desmarcar ao primeiro poste, emendar de primeira um cruzamento rasteiro de João Cancelo e fazer o 1-0 sobre o Uzbequistão. Estava escrito o primeiro golo de Ronaldo no Mundial 2026 e, com ele, um feito inédito: nenhum outro futebolista marcara em seis Campeonatos do Mundo diferentes. Aos 39 minutos, um passe em profundidade de Bruno Fernandes deixou-o na cara do guarda-redes para o 3-0, o seu décimo golo em fases finais, que fez dele o maior artilheiro português de sempre em Mundiais, superando Eusébio. Pelo meio, Nuno Mendes convertera um livre com um remate rasteiro que surpreendeu toda a gente — incluindo o guarda-redes uzbeque, que esperava a execução de Ronaldo. Um autogolo de Nematov e um remate de Rafael Leão fecharam a goleada por 5-0, a primeira vitória de Portugal no torneio, depois do empate a uma bola com a RD Congo.
Vinte e quatro horas antes, em Dallas, Lionel Messi também assinara um duplo feito. Depois de falhar uma grande penalidade aos nove minutos, o argentino fuzilou de pé esquerdo aos 38′, na sequência de um centro de Facundo Medina que Thiago Almada deixou passar com inteligência, e sentenciou o 2-0 sobre a Áustria já no período de compensação. O bis elevou o seu total em Copas do Mundo para 18 golos, ultrapassando os 16 do alemão Miroslav Klose e tornando-o no máximo goleador absoluto da história da competição. A Argentina, campeã em título, garantiu assim o apuramento para os dezasseis-avos de final com seis pontos no Grupo J, todos os golos da equipa até agora ostentando a assinatura do capitão.
A jornada dupla reacendeu a narrativa das duas carreiras que dominaram o futebol por duas décadas. Messi, prestes a completar 39 anos, soma cinco golos em dois jogos e lidera a corrida à Bota de Ouro; Ronaldo, aos 41, estreou-se a marcar no torneio e igualou o registo de dois golos de outras estrelas como Vinícius Júnior e Matheus Cunha. Kylian Mbappé e Erling Haaland, com quatro tentos cada, mantêm-se na perseguição. Na imprensa europeia, o tom foi de reverência dupla: em França, L’Équipe chamou a Messi “rei do mundo”, enquanto em Itália a Gazzetta dello Sport sublinhou que Ronaldo “não se detém mais”. Na América do Sul, os diários argentinos celebraram o recorde de Messi como uma conquista nacional, e no Brasil a Folha de S.Paulo destacou que o português “respondeu às críticas com a única linguagem que conhece”.
O próprio Klose felicitou Messi, classificando-o como “o melhor futebolista de todos os tempos”. Ronaldo, visivelmente aliviado, gritou “I’m back” para as câmaras e admitiu ter vivido “uma semana escura”, em que “parecia que já estava reformado”. A goleada recolocou Portugal na liderança provisória do Grupo K, com quatro pontos, e eliminou virtualmente o Uzbequistão, que ainda não pontuou. A Argentina, já apurada, defrontará a Jordânia na última jornada com a possibilidade de rodar jogadores. O Mundial de 2026, o primeiro com 48 seleções, assiste assim a um início de torneio em que os veteranos reescrevem os livros de recordes enquanto a nova geração os persegue de perto.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Cristiano Ronaldo assinou um recorde eterno ao marcar em sua sexta Copa do Mundo, um feito que parece difícil de igualar. O gol provocou euforia em Houston e aliviou a pressão sobre Portugal. Conhecido como 'El Comandante', o atacante luso chega a 10 gols em Mundiais e amplia sua lenda desde 2006.
Cristiano Ronaldo precisou de apenas seis minutos contra o Uzbequistão para se tornar o primeiro jogador a marcar em seis edições diferentes da Copa do Mundo. A superestrela portuguesa agora balançou as redes em todos os torneios de 2006 a 2026, chegando a dez gols mundiais. O marco é relatado com precisão factual e sem alarde.
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