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Defesa e Segurançadomingo, 21 de junho de 2026

Corrida naval global: Espanha, Índia e Canadá aceleram renovação de frotas com submarinos e fragatas

Enquanto Ottawa se prepara para escolher entre modelos sul-coreano e alemão, Nova Deli comissiona três navios de fabrico nacional e Madrid inicia maior programa de renovação naval em décadas.

A competição por contratos navais de grande escala intensifica-se. O Canadá deverá anunciar nos próximos dias o fornecedor preferencial para a construção de até 12 submarinos convencionais, um programa de 39 mil milhões de dólares que contrapõe o sul-coreano Hanwha Ocean ao alemão TKMS. Em simultâneo, a Índia comissionou três navios de combate de fabrico nacional, reforçando a sua estratégia de autossuficiência. Espanha, por sua vez, deu início a um plano de renovação naval que inclui 37 navios e quatro submarinos S-80, com investimentos até à próxima década.

Na corrida canadiana, a Hanwha apostou numa campanha publicitária invulgar para o setor, com anúncios em aeroportos e televisão. Oferece entregar os primeiros quatro submarinos até 2035, usando o modelo KSS-III, já operacional na Coreia do Sul. O concorrente alemão baseia-se na interoperabilidade da NATO: Noruega e Alemanha compraram o mesmo modelo 212CD, com casco furtivo. Para Paul Mitchell, do Canadian Forces College, “a Coreia do Sul fez tudo para vencer”. Já o CEO da TKMS considerou a abordagem “insólita” neste mercado.

A Índia seguiu um caminho de produção doméstica. As novas plataformas — a fragata furtiva Dunagiri, o navio hidrográfico Sanshodhak e o caça-minas Agray — foram projetadas pelo gabinete de design da Marinha Indiana e construídas pela GRSE, com mais de 75% de conteúdo nacional. O primeiro-ministro Modi sublinhou que o país “não quer continuar a ser apenas um comprador”, destacando a subida das exportações de defesa. Analistas em Nova Deli veem nesta aposta uma resposta às ameaças submarinas e de superfície no Índico.

Espanha, membro da NATO com uma indústria naval liderada pela Navantia, executa o seu maior programa de renovação em décadas. O plano abrange quatro submarinos S-80, cinco fragatas F-110 e dois navios de ação marítima antissubmarina. O novo navio de aprovisionamento de combate, orçado em 650 milhões de euros, será construído em Ferrol. Segundo fontes do ministério, o objetivo é adaptar a Armada a “novos cenários estratégicos”.

Estas movimentações são seguidas com interesse em Lisboa e Brasília. Portugal opera dois submarinos da classe Tridente (tipo 214) e integra a NATO, para quem a uniformização de sistemas é relevante. O Brasil desenvolve o programa PROSUB com assistência francesa, um modelo de transferência de tecnologia distinto da proposta sul-coreana de venda de produtos testados. O anúncio canadiano é esperado ainda este mês, enquanto a Índia prossegue a construção de 45 plataformas e Espanha prepara a botadura do segundo S-80.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Enquanto o Canadá hesita sobre sua frota, a Espanha lançou uma renovação naval massiva com 37 navios de guerra e 4 submarinos S-80, mostrando determinação e modernização rápida.

Imprensa indiana e sul-asiática
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A Índia celebra o comissionamento de três navios de guerra indígenas, destacando a autossuficiência, enquanto o concurso de submarinos do Canadá parece uma saga de aquisição distante.

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domingo, 21 de junho de 2026

Corrida naval global: Espanha, Índia e Canadá aceleram renovação de frotas com submarinos e fragatas

Enquanto Ottawa se prepara para escolher entre modelos sul-coreano e alemão, Nova Deli comissiona três navios de fabrico nacional e Madrid inicia maior programa de renovação naval em décadas.

A competição por contratos navais de grande escala intensifica-se. O Canadá deverá anunciar nos próximos dias o fornecedor preferencial para a construção de até 12 submarinos convencionais, um programa de 39 mil milhões de dólares que contrapõe o sul-coreano Hanwha Ocean ao alemão TKMS. Em simultâneo, a Índia comissionou três navios de combate de fabrico nacional, reforçando a sua estratégia de autossuficiência. Espanha, por sua vez, deu início a um plano de renovação naval que inclui 37 navios e quatro submarinos S-80, com investimentos até à próxima década.

Na corrida canadiana, a Hanwha apostou numa campanha publicitária invulgar para o setor, com anúncios em aeroportos e televisão. Oferece entregar os primeiros quatro submarinos até 2035, usando o modelo KSS-III, já operacional na Coreia do Sul. O concorrente alemão baseia-se na interoperabilidade da NATO: Noruega e Alemanha compraram o mesmo modelo 212CD, com casco furtivo. Para Paul Mitchell, do Canadian Forces College, “a Coreia do Sul fez tudo para vencer”. Já o CEO da TKMS considerou a abordagem “insólita” neste mercado.

A Índia seguiu um caminho de produção doméstica. As novas plataformas — a fragata furtiva Dunagiri, o navio hidrográfico Sanshodhak e o caça-minas Agray — foram projetadas pelo gabinete de design da Marinha Indiana e construídas pela GRSE, com mais de 75% de conteúdo nacional. O primeiro-ministro Modi sublinhou que o país “não quer continuar a ser apenas um comprador”, destacando a subida das exportações de defesa. Analistas em Nova Deli veem nesta aposta uma resposta às ameaças submarinas e de superfície no Índico.

Espanha, membro da NATO com uma indústria naval liderada pela Navantia, executa o seu maior programa de renovação em décadas. O plano abrange quatro submarinos S-80, cinco fragatas F-110 e dois navios de ação marítima antissubmarina. O novo navio de aprovisionamento de combate, orçado em 650 milhões de euros, será construído em Ferrol. Segundo fontes do ministério, o objetivo é adaptar a Armada a “novos cenários estratégicos”.

Estas movimentações são seguidas com interesse em Lisboa e Brasília. Portugal opera dois submarinos da classe Tridente (tipo 214) e integra a NATO, para quem a uniformização de sistemas é relevante. O Brasil desenvolve o programa PROSUB com assistência francesa, um modelo de transferência de tecnologia distinto da proposta sul-coreana de venda de produtos testados. O anúncio canadiano é esperado ainda este mês, enquanto a Índia prossegue a construção de 45 plataformas e Espanha prepara a botadura do segundo S-80.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Enquanto o Canadá hesita sobre sua frota, a Espanha lançou uma renovação naval massiva com 37 navios de guerra e 4 submarinos S-80, mostrando determinação e modernização rápida.

Imprensa indiana e sul-asiática
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A Índia celebra o comissionamento de três navios de guerra indígenas, destacando a autossuficiência, enquanto o concurso de submarinos do Canadá parece uma saga de aquisição distante.

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