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Tecnologiaquinta-feira, 25 de junho de 2026

Como o Google transformou celulares em rede de alerta sísmico durante terremotos na Venezuela

Sistema que detecta ondas primárias por acelerômetros de Android emitiu avisos que deram segundos cruciais para milhões de pessoas antes dos tremores de magnitude 7,2 e 7,5.

Na tarde de 24 de junho, milhões de venezuelanos receberam em seus telefones Android um alerta que anunciava a iminência de um forte abalo sísmico. Segundos depois, dois terremotos consecutivos — de magnitude 7,2 e 7,5, com epicentro próximo a Morón, no estado de Carabobo — sacudiram o norte do país, deixando mais de 160 mortos e centenas de feridos, segundo balanços preliminares. O aviso, que para muitos chegou entre três e dez segundos antes da chegada das ondas mais destrutivas, não foi uma previsão, mas o resultado de uma tecnologia que transforma cada smartphone num sensor sísmico.

O sistema Android Earthquake Alerts, em operação desde 2021, utiliza os acelerômetros presentes em bilhões de aparelhos para detectar as primeiras vibrações de um sismo — as ondas P, que viajam mais rápido e causam menos danos. Quando múltiplos dispositivos numa mesma área registam o mesmo padrão de movimento, os servidores do Google calculam em segundos a localização e a magnitude estimada do evento e disparam alertas para os utilizadores nas zonas de risco. A informação viaja pela internet muito mais depressa do que as ondas sísmicas secundárias (ondas S), responsáveis pelos abalos mais intensos, permitindo que o aviso chegue antes do tremor forte.

Relatos vindos de Caracas e de outras cidades descrevem como a notificação deu tempo para que pessoas se afastassem de janelas, saíssem de elevadores ou abandonassem edifícios. “A alerta soou e logo tudo começou a tremer”, contou um morador. Na perspetiva de sismólogos da Universidade Complutense de Madrid, o episódio evidencia o valor de sistemas complementares de alerta precoce, sobretudo em regiões onde as redes sismológicas oficiais são limitadas. A própria Google sublinha que a rede de deteção sísmica baseada em Android é hoje a maior do mundo, capaz de emitir dois tipos de aviso: uma notificação informativa para tremores ligeiros e um alarme de emergência que ignora o modo silêncio em situações de perigo moderado ou forte.

A tecnologia, detalhada num artigo da revista Science em 2025, não substitui os sistemas governamentais de monitorização, mas pode ser integrada a eles. No Brasil e em Portugal, onde a atividade sísmica é geralmente moderada, o sistema está disponível e pode ser ativado nas definições de segurança dos dispositivos. O próximo passo prático, segundo especialistas, é a articulação com as defesas civis nacionais para que os alertas automáticos sejam acompanhados de orientações oficiais e protocolos de evacuação, maximizando a sua eficácia em futuros eventos.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O sistema de alerta sísmico do Google deu aos venezuelanos alguns segundos de aviso antes dos tremores, tempo suficiente para se protegerem. A tecnologia usa os acelerômetros dos celulares para detectar as primeiras ondas sísmicas e enviar alertas mais rápidos do que a propagação do tremor. Tutoriais mostram como ativar o recurso nas configurações do aparelho.

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O sistema do Google não previu o terremoto, mas o detectou momentos depois de começar, enviando alertas antes que os tremores mais fortes chegassem. A distinção fundamental é entre previsão e detecção precoce, sendo que esta última oferece uma janela de segurança breve, porém vital. O episódio despertou grande curiosidade sobre o funcionamento da tecnologia.

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Como o Google transformou celulares em rede de alerta sísmico durante terremotos na Venezuela

Sistema que detecta ondas primárias por acelerômetros de Android emitiu avisos que deram segundos cruciais para milhões de pessoas antes dos tremores de magnitude 7,2 e 7,5.

Na tarde de 24 de junho, milhões de venezuelanos receberam em seus telefones Android um alerta que anunciava a iminência de um forte abalo sísmico. Segundos depois, dois terremotos consecutivos — de magnitude 7,2 e 7,5, com epicentro próximo a Morón, no estado de Carabobo — sacudiram o norte do país, deixando mais de 160 mortos e centenas de feridos, segundo balanços preliminares. O aviso, que para muitos chegou entre três e dez segundos antes da chegada das ondas mais destrutivas, não foi uma previsão, mas o resultado de uma tecnologia que transforma cada smartphone num sensor sísmico.

O sistema Android Earthquake Alerts, em operação desde 2021, utiliza os acelerômetros presentes em bilhões de aparelhos para detectar as primeiras vibrações de um sismo — as ondas P, que viajam mais rápido e causam menos danos. Quando múltiplos dispositivos numa mesma área registam o mesmo padrão de movimento, os servidores do Google calculam em segundos a localização e a magnitude estimada do evento e disparam alertas para os utilizadores nas zonas de risco. A informação viaja pela internet muito mais depressa do que as ondas sísmicas secundárias (ondas S), responsáveis pelos abalos mais intensos, permitindo que o aviso chegue antes do tremor forte.

Relatos vindos de Caracas e de outras cidades descrevem como a notificação deu tempo para que pessoas se afastassem de janelas, saíssem de elevadores ou abandonassem edifícios. “A alerta soou e logo tudo começou a tremer”, contou um morador. Na perspetiva de sismólogos da Universidade Complutense de Madrid, o episódio evidencia o valor de sistemas complementares de alerta precoce, sobretudo em regiões onde as redes sismológicas oficiais são limitadas. A própria Google sublinha que a rede de deteção sísmica baseada em Android é hoje a maior do mundo, capaz de emitir dois tipos de aviso: uma notificação informativa para tremores ligeiros e um alarme de emergência que ignora o modo silêncio em situações de perigo moderado ou forte.

A tecnologia, detalhada num artigo da revista Science em 2025, não substitui os sistemas governamentais de monitorização, mas pode ser integrada a eles. No Brasil e em Portugal, onde a atividade sísmica é geralmente moderada, o sistema está disponível e pode ser ativado nas definições de segurança dos dispositivos. O próximo passo prático, segundo especialistas, é a articulação com as defesas civis nacionais para que os alertas automáticos sejam acompanhados de orientações oficiais e protocolos de evacuação, maximizando a sua eficácia em futuros eventos.

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O sistema de alerta sísmico do Google deu aos venezuelanos alguns segundos de aviso antes dos tremores, tempo suficiente para se protegerem. A tecnologia usa os acelerômetros dos celulares para detectar as primeiras ondas sísmicas e enviar alertas mais rápidos do que a propagação do tremor. Tutoriais mostram como ativar o recurso nas configurações do aparelho.

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O sistema do Google não previu o terremoto, mas o detectou momentos depois de começar, enviando alertas antes que os tremores mais fortes chegassem. A distinção fundamental é entre previsão e detecção precoce, sendo que esta última oferece uma janela de segurança breve, porém vital. O episódio despertou grande curiosidade sobre o funcionamento da tecnologia.

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