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Brasil formaliza protesto na FIFA por gol anulado de Vini Jr. e usa lance de Messi como argumento

Confederação Brasileira de Futebol enviou carta a Gianni Infantino questionando a uniformidade do VAR e pedindo que o árbitro mexicano César Ramos não volte a apitar jogos da seleção.

Aos 21 minutos do primeiro tempo em Miami, Vinícius Júnior roubou a bola do zagueiro escocês Jack Hendry na entrada da área e finalizou para as redes. O árbitro mexicano César Ramos, chamado pelo VAR, reviu o lance e anulou o gol, interpretando falta do atacante brasileiro na recuperação da posse. A decisão provocou indignação imediata no banco e no campo — o próprio Vinícius classificou a intervenção como “uma vergonha” — e desencadeou uma reclamação formal da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) junto à FIFA, entregue no dia seguinte à vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, que garantiu ao Brasil o primeiro lugar do Grupo C.

Apesar do lance anulado, Vinícius Júnior voltou a ser o protagonista da noite. Marcou o primeiro gol aos 12 minutos, aproveitando um erro defensivo escocês, e ampliou de cabeça nos acréscimos da etapa inicial. Com esses dois tentos, o atacante do Real Madrid chegou a quatro golos em três partidas na fase de grupos — igualando Ronaldo e Rivaldo, que em 2002 também haviam marcado em todos os jogos da primeira fase. O técnico Carlo Ancelotti, que o dirigiu no clube merengue, recusou o rótulo de “descobridor” e afirmou: “Vini é top, um dos melhores do mundo”. A atuação consolidou o camisa 7 como referência ofensiva de um Brasil que, com sete pontos, avançou aos 16 avos de final com a melhor campanha da chave.

Na carta endereçada ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, o presidente da CBF, Samir Xaud, sustentou que a anulação do golo “não parece estar alinhada com a filosofia adotada na competição”. O documento argumenta que a Copa do Mundo vinha privilegiando a decisão de campo e limitando o uso do VAR a “erros claros e óbvios”. Para ilustrar a suposta falta de uniformidade, a CBF citou o primeiro gol da Argentina contra a Áustria, em que Alexis Mac Allister disputou a bola com Xaver Schlager antes de Lionel Messi abrir o marcador — lance em que o árbitro egípcio Amin Omar mandou seguir o jogo, sem intervenção do vídeo. A entidade brasileira também mencionou um possível pênalti para a Inglaterra contra Gana e outro lance envolvendo Senegal e França, reforçando a perceção, em Brasília, de que o critério não tem sido aplicado de forma consistente.

Além do questionamento técnico, a CBF pediu que a FIFA evite escalar novamente César Ramos em partidas do Brasil. O ofício recorda que o mesmo árbitro apitou o empate entre Brasil e Suíça na Copa de 2018, quando um gol suíço foi validado apesar de uma falta sobre o zagueiro Miranda — episódio que, segundo a carta, “gerou considerável polêmica e preocupação no futebol brasileiro”. Observadores no Rio de Janeiro notam que a reclamação, embora não deva alterar o resultado, visa marcar posição institucional e pressionar por maior previsibilidade nas decisões da arbitragem ao longo do torneio.

Com a classificação assegurada, o Brasil volta a campo na próxima segunda-feira, 29 de junho, em Houston, para enfrentar o Japão, segundo colocado do Grupo F. O duelo dos 16 avos de final reedita um confronto de estilos e coloca frente a frente a velocidade de Vinícius Júnior e a organização tática nipónica. Enquanto a seleção brasileira se prepara para a fase eliminatória, a polêmica em torno do VAR e da designação de árbitros segue como pano de fundo, ecoando em federações de diferentes continentes e reacendendo o debate sobre a uniformidade dos critérios no principal torneio do futebol mundial.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa latino-americanaImprensa africana subsaariana
Imprensa latino-americana/ Mercado
IndignaçãoPragmatismo

A CBF protocolou uma reclamação formal na FIFA pelo gol anulado de Vinícius, usando como exemplo um lance semelhante em que uma falta de Mac Allister antes do gol de Messi não foi marcada. O protesto pede uniformidade nos critérios do VAR e aponta tratamento desigual.

Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
TriunfoDistanciamento

Vinicius Junior brilhou com dois gols na vitória por 3 a 0 do Brasil sobre a Escócia, garantindo a liderança do Grupo C e a vaga nas oitavas de final. A atuação de gala do astro do Real Madrid foi o destaque, sem qualquer referência à polêmica do gol anulado.

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Atualizado 14:222 idiomas · 3 veículos
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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Brasil formaliza protesto na FIFA por gol anulado de Vini Jr. e usa lance de Messi como argumento

Confederação Brasileira de Futebol enviou carta a Gianni Infantino questionando a uniformidade do VAR e pedindo que o árbitro mexicano César Ramos não volte a apitar jogos da seleção.

Aos 21 minutos do primeiro tempo em Miami, Vinícius Júnior roubou a bola do zagueiro escocês Jack Hendry na entrada da área e finalizou para as redes. O árbitro mexicano César Ramos, chamado pelo VAR, reviu o lance e anulou o gol, interpretando falta do atacante brasileiro na recuperação da posse. A decisão provocou indignação imediata no banco e no campo — o próprio Vinícius classificou a intervenção como “uma vergonha” — e desencadeou uma reclamação formal da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) junto à FIFA, entregue no dia seguinte à vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, que garantiu ao Brasil o primeiro lugar do Grupo C.

Apesar do lance anulado, Vinícius Júnior voltou a ser o protagonista da noite. Marcou o primeiro gol aos 12 minutos, aproveitando um erro defensivo escocês, e ampliou de cabeça nos acréscimos da etapa inicial. Com esses dois tentos, o atacante do Real Madrid chegou a quatro golos em três partidas na fase de grupos — igualando Ronaldo e Rivaldo, que em 2002 também haviam marcado em todos os jogos da primeira fase. O técnico Carlo Ancelotti, que o dirigiu no clube merengue, recusou o rótulo de “descobridor” e afirmou: “Vini é top, um dos melhores do mundo”. A atuação consolidou o camisa 7 como referência ofensiva de um Brasil que, com sete pontos, avançou aos 16 avos de final com a melhor campanha da chave.

Na carta endereçada ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, o presidente da CBF, Samir Xaud, sustentou que a anulação do golo “não parece estar alinhada com a filosofia adotada na competição”. O documento argumenta que a Copa do Mundo vinha privilegiando a decisão de campo e limitando o uso do VAR a “erros claros e óbvios”. Para ilustrar a suposta falta de uniformidade, a CBF citou o primeiro gol da Argentina contra a Áustria, em que Alexis Mac Allister disputou a bola com Xaver Schlager antes de Lionel Messi abrir o marcador — lance em que o árbitro egípcio Amin Omar mandou seguir o jogo, sem intervenção do vídeo. A entidade brasileira também mencionou um possível pênalti para a Inglaterra contra Gana e outro lance envolvendo Senegal e França, reforçando a perceção, em Brasília, de que o critério não tem sido aplicado de forma consistente.

Além do questionamento técnico, a CBF pediu que a FIFA evite escalar novamente César Ramos em partidas do Brasil. O ofício recorda que o mesmo árbitro apitou o empate entre Brasil e Suíça na Copa de 2018, quando um gol suíço foi validado apesar de uma falta sobre o zagueiro Miranda — episódio que, segundo a carta, “gerou considerável polêmica e preocupação no futebol brasileiro”. Observadores no Rio de Janeiro notam que a reclamação, embora não deva alterar o resultado, visa marcar posição institucional e pressionar por maior previsibilidade nas decisões da arbitragem ao longo do torneio.

Com a classificação assegurada, o Brasil volta a campo na próxima segunda-feira, 29 de junho, em Houston, para enfrentar o Japão, segundo colocado do Grupo F. O duelo dos 16 avos de final reedita um confronto de estilos e coloca frente a frente a velocidade de Vinícius Júnior e a organização tática nipónica. Enquanto a seleção brasileira se prepara para a fase eliminatória, a polêmica em torno do VAR e da designação de árbitros segue como pano de fundo, ecoando em federações de diferentes continentes e reacendendo o debate sobre a uniformidade dos critérios no principal torneio do futebol mundial.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa latino-americanaImprensa africana subsaariana
Imprensa latino-americana/ Mercado
IndignaçãoPragmatismo

A CBF protocolou uma reclamação formal na FIFA pelo gol anulado de Vinícius, usando como exemplo um lance semelhante em que uma falta de Mac Allister antes do gol de Messi não foi marcada. O protesto pede uniformidade nos critérios do VAR e aponta tratamento desigual.

Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
TriunfoDistanciamento

Vinicius Junior brilhou com dois gols na vitória por 3 a 0 do Brasil sobre a Escócia, garantindo a liderança do Grupo C e a vaga nas oitavas de final. A atuação de gala do astro do Real Madrid foi o destaque, sem qualquer referência à polêmica do gol anulado.

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