
Croácia aposta no regresso de Slaven Bilic para reconstruir a seleção após o Mundial 2026
O treinador de 57 anos, que já liderara a equipa entre 2006 e 2012, substitui Zlatko Dalic, demissionário após a eliminação nos 16 avos de final do Mundial frente a Portugal.
A Federação Croata de Futebol (HNS) anunciou esta segunda-feira o regresso de Slaven Bilic ao cargo de selecionador nacional, numa decisão unânime da comissão executiva. O técnico de 57 anos substitui Zlatko Dalic, que se demitiu na semana passada na sequência da eliminação da Croácia nos 16 avos de final do Mundial de 2026, após uma derrota por 2-1 frente a Portugal, num jogo marcado por três golos anulados aos balcânicos por fora de jogo.
Dalic deixa o comando depois de quase nove anos e de ter conduzido a seleção ao vice-campeonato mundial em 2018 e ao terceiro lugar em 2022, além da final da Liga das Nações em 2023. Bilic, que já orientara a Croácia entre 2006 e 2012, apresenta um registo de 42 vitórias, 15 empates e 8 derrotas em 65 jogos, uma percentagem de triunfos superior à do antecessor, embora o seu melhor resultado tenha sido os quartos de final do Europeu de 2008. Como jogador, somou 44 internacionalizações e integrou a equipa que conquistou a medalha de bronze no Mundial de 1998.
Na apresentação, Bilic afirmou sentir-se 'um treinador mais maduro e experiente' do que na primeira passagem e assumiu a responsabilidade de 'trazer energia, ambição e determinação' para manter a Croácia 'entre a elite do futebol'. O novo selecionador, cujo último clube foi o Al-Fateh da Arábia Saudita em 2023-24, acumulou passagens por West Ham, West Bromwich e Watford em Inglaterra, pelo Lokomotiv de Moscovo, Besiktas, Al-Ittihad e Beijing Guoan. A federação croata sublinhou que a nomeação foi proposta pelo presidente Marijan Kustic e aprovada por unanimidade.
O primeiro desafio de Bilic será a Liga das Nações, em setembro e outubro, onde a Croácia integra o Grupo 3 da Liga A juntamente com Chéquia, Espanha e Inglaterra. A qualificação para o Euro 2028, coorganizado pelo Reino Unido e pela Irlanda, e a preparação para o Mundial de 2030 são os objetivos de médio prazo. Questionado sobre o futuro do capitão Luka Modric, que fará 41 anos em setembro, Bilic disse que a decisão cabe ao jogador, mas manifestou o desejo de que o antigo Bola de Ouro continue na seleção.
Na perspetiva de Zagreb, a escolha de Bilic representa uma aposta na continuidade de uma identidade futebolística que combina experiência internacional e conhecimento profundo do plantel. Analistas em Lisboa notam que a Croácia procura, com este regresso, relançar um ciclo competitivo após o desgaste de uma geração que marcou a história do futebol mundial.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.60 | aligned |
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A Croácia acolhe um vencedor comprovado, Bilic, cujo triunfo em Wembley ainda ressoa. A federação confia na sua maturidade para continuar o trabalho de Dalic.
O bloco usa a vitória nostálgica de Wembley para enquadrar Bilic como uma figura heroica, criando uma narrativa positiva que ignora seus fracassos posteriores.
O bloco atlântico omite a decepcionante campanha de Bilic no Euro 2012, que terminou em eliminação na fase de grupos, para manter um tom puramente celebratório.
A Rússia reivindica Bilic como um dos seus, destacando sua passagem de sucesso no Lokomotiv Moscou. A nomeação é um testemunho da qualidade do futebol russo.
O bloco enfatiza a conexão russa de Bilic para criar um senso de pertencimento e orgulho, minimizando suas outras experiências internacionais.
O bloco russo omite as passagens de Bilic fora da Rússia, como no West Ham e na Arábia Saudita, para focar exclusivamente em sua conexão com o Lokomotiv.
A região do Golfo celebra a nomeação de um ex-técnico do Al-Ittihad, mostrando a crescente influência da liga saudita. O retorno de Bilic à Croácia é um momento de orgulho para o futebol saudita.
O bloco destaca sua conexão com o clube saudita para afirmar a relevância da liga, ignorando sua carreira de treinador mais ampla.
O bloco do Golfo omite os detalhes do mandato anterior de Bilic na Croácia e sua conexão russa, focando apenas em sua passagem pelo clube saudita.
A Alemanha acolhe o retorno de uma ex-estrela da Bundesliga ao cenário internacional, destacando o papel da liga na formação de treinadores de topo. O histórico de Bilic na Bundesliga é uma parte fundamental de sua identidade.
O bloco enfatiza seu passado na Bundesliga para reivindicar uma herança futebolística europeia compartilhada, omitindo seus papéis de treinador não europeus.
O bloco continental europeu omite as experiências de Bilic fora da Europa, como na Rússia e na Arábia Saudita, para apresentá-lo como um produto do futebol europeu.
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