
Bélgica goleia Nova Zelândia por 5-1 e avança em primeiro no Grupo G do Mundial 2026
Com dobradinha de Trossard, belgas garantem a liderança; Egito empata com Irã e também se classifica, enquanto iranianos aguardam vaga como melhores terceiros.
O desfecho do Grupo G do Mundial de 2026 trouxe a afirmação belga e a angústia iraniana. No BC Place, em Vancouver, a Bélgica goleou a Nova Zelândia por 5-1, na madrugada deste sábado (27), e assegurou o primeiro lugar da chave com cinco pontos. Depois de dois empates sem brilho, a equipa de Rudi Garcia impôs-se com autoridade, ancorada numa exibição de gala de Leandro Trossard, que bisou, e na experiência de Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku, sobreviventes da geração de ouro belga. A Nova Zelândia, que somou apenas um ponto, despediu-se da competição sem qualquer vitória no seu terceiro Mundial — um registo que a imprensa argentina fez questão de sublinhar, recordando os quatro empates e cinco derrotas em nove jogos da história dos All Whites na prova.
O encontro começou a pender para os europeus aos 28 minutos, quando Trossard, na pequena área, aproveitou um canto de De Bruyne que ressaltou nas costas do defesa Tim Payne. O domínio belga acentuou-se na segunda parte: o próprio Trossard fez o segundo aos 50, com um remate em arco após primeira defesa do guarda-redes; De Bruyne ampliou aos 66, com um disparo de pé esquerdo de fora da área; e Lukaku, 56 segundos depois de entrar, cabeceou para o 4-1, já aos 86. O golo de honra neozelandês, apontado por Elijah Just aos 84, não beliscou a goleada, que Alexis Saelemaekers fechou nos descontos. A cobertura europeia realçou a eficácia ofensiva de uma Bélgica que, até então, não convencera.
Em Seattle, o Egito carimbou o segundo lugar ao empatar 1-1 com o Irão, num jogo de emoções fortes. Saber adiantou os egípcios logo aos 5 minutos, mas Razaeian igualou aos 14. O Irão, que precisava vencer para seguir em frente, viveu um final de partir o coração: já nos descontos, Khalilzadeh marcou à boca da baliza, mas o VAR anulou o lance por fora de jogo milimétrico; instantes depois, Ezatolahi acertou na trave. Os jogadores iranianos deixaram o relvado em lágrimas, aplaudidos pelo público, e agora dependem de uma combinação de resultados para avançar como um dos oito melhores terceiros. A imprensa sul-americana descreveu a cena como um dos momentos mais dramáticos da primeira fase.
Com estes desfechos, a Bélgica defrontará um terceiro classificado nos 16-avos de final, a 1 de julho, em Seattle, enquanto o Egito medirá forças com a Austrália a 3 de julho, em Arlington, no Texas. O Irão, com três pontos, aguarda. A FIFA confirmou ainda a qualificação do Senegal como um dos melhores terceiros e a eliminação da Escócia, à medida que o quadro da fase a eliminar se vai preenchendo. Para observadores em Lisboa, a trajetória belga reacende a discussão sobre o aproveitamento tardio de uma geração talentosa, ao passo que, no Brasil, a eliminação precoce da Nova Zelândia foi recebida com naturalidade, dada a diferença de escalões.
O Mundial prossegue com a definição dos restantes grupos, mas o Grupo G já entregou o seu veredito: a Bélgica de Trossard e De Bruyne respira fundo, o Egito de Salah confirma a presença nos mata-matas e o Irão chora à espera de um milagre.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Bélgica atropela a Nova Zelândia por 5-1 e fica com a liderança do grupo, enquanto o Egito garante vaga nas oitavas com um empate suado. O Irã fica na corda bamba, à beira da eliminação após um gol anulado e o terceiro lugar.
A Bélgica vence a Nova Zelândia por 5-1 e garante o primeiro lugar do Grupo G, com o Egito avançando em segundo. O Irã precisa aguardar os outros resultados para saber seu destino.
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