
Nova Zelândia e Bélgica travam duelo de vida ou morte no Grupo G
Com apenas um ponto de diferença na tabela, as duas seleções entram em campo no BC Place sabendo que só a vitória garante a classificação sem depender de outros resultados.
A terceira e última jornada do Grupo G do Mundial de 2026 coloca Nova Zelândia e Bélgica frente a frente num cenário de eliminação direta. O encontro, agendado para a madrugada deste sábado (27) no BC Place, em Vancouver, define qual das equipas avança para os dezasseis avos de final e qual fica pelo caminho. Os neozelandeses, com um ponto, e os belgas, com dois, ainda não venceram na competição e partilham a urgência de somar três pontos para não dependerem do desfecho do outro jogo do grupo, entre Egito e Irão.
A Bélgica chega ao duelo sob o peso de uma campanha aquém das expectativas. Dois empates consecutivos — 1-1 diante do Egito e 0-0 contra o Irão — deixaram a geração de ouro de Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku em situação delicada. Na perspetiva de analistas europeus, a equipa de Rudi Garcia não esteve em vantagem em nenhum minuto do torneio e apresenta dificuldades ofensivas evidentes, com apenas um golo marcado, que nasceu de um autogolo egípcio. A dúvida sobre a titularidade de Jérémy Doku, que se ausentou por doença e pelo nascimento do filho, e a condição física de Lukaku, afetado por lesões ao longo da época, acrescentam incerteza ao ataque belga. A defesa, sustentada por Thibaut Courtois, tem sido o setor mais fiável, mas a equipa precisa de uma resposta coletiva à altura do momento.
Do outro lado, a Nova Zelândia alimenta o sonho de uma qualificação inédita para a fase a eliminar. Os All Whites somaram um ponto ao empatar 2-2 com o Irão, depois de estarem por duas vezes em vantagem, e perderam por 3-1 frente ao Egito, num jogo em que também saíram na frente do marcador. Observadores da Oceânia sublinham que a seleção orientada por Darren Bazeley tem revelado organização tática e capacidade de surpreender, mas a consistência defensiva continua a ser o calcanhar de Aquiles: sofreu cinco golos em dois jogos e não consegue manter uma baliza inviolada há 13 partidas. Chris Wood, o capitão e referência ofensiva, será a principal esperança de golo, apoiado por Sarpreet Singh e Elijah Just.
Para o público lusófono, o jogo terá transmissão em direto no Brasil através da CazéTV, no YouTube, a partir da meia-noite (hora de Brasília). Em Portugal, o encontro pode ser acompanhado via streaming internacional, enquanto em África a atenção se divide com o simultâneo Egito-Irão, que também mexe com as contas do grupo. A imprensa indonésia, que acompanha de perto o Mundial, destaca que a Bélgica parte como favorita, mas o historial recente de resultados surpreendentes na competição aconselha prudência.
O vencedor deste confronto inédito em Copas do Mundo — o único antecedente oficial data dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, com triunfo belga por 1-0 — carimba o passaporte para a fase seguinte. Um empate mantém a Bélgica na expectativa, à mercê do que acontecer em Seattle, enquanto a Nova Zelândia ficaria automaticamente eliminada. A margem de erro é zero e o desfecho promete ser escrito com a intensidade de um mata-mata antecipado.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Bélgica chega como favorita mas carregada de dúvidas após dois empates. De Bruyne, Doku e Courtois são esperados para desatar o jogo contra a Nova Zelândia, que tem apenas um ponto. As simulações apontam um 2-0 para os Diabos Vermelhos, enquanto a Copa do Mundo aquece comércio e turismo.
Um confronto de vida ou morte para as duas equipes. A Bélgica carrega um fardo pesado e Lukaku precisa provar que não está acabado. A Nova Zelândia ainda tem uma chance matemática: precisa de uma vitória elástica e que o Irã perca para o Egito.
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