
Bélgica atropela EUA por 4-1 e provoca Trump com dança após caso Balogun
A vitória belga nas oitavas de final do Mundial 2026 foi marcada pela polémica suspensão do cartão vermelho de Folarin Balogun, após intervenção do presidente americano, e pela resposta irónica dos jogadores em campo.
A Bélgica demoliu os Estados Unidos por 4-1 em Seattle e avançou para os quartos de final do Mundial 2026, num jogo que ficará na memória tanto pela exibição autoritária dos Diabos Vermelhos como pela tempestade política que o precedeu. Charles De Ketelaere, com dois golos, foi a figura do encontro, inaugurando o marcador aos nove minutos e repondo a vantagem belga apenas dois minutos depois de Malik Tillman ter empatado para os anfitriões, num livre desviado. Na segunda parte, um erro grotesco do guarda-redes Matt Freese, que perdeu a bola fora da área, permitiu a Hans Vanaken fazer o 3-1, e Romelu Lukaku, suplente de luxo, fechou a goleada no período de descontos.
A partida decorreu sob a sombra da controversa decisão da FIFA de suspender o castigo automático de um jogo a Folarin Balogun, expulso na ronda anterior. O presidente Donald Trump telefonou a Gianni Infantino a pedir a revisão do lance, e o comité disciplinar da FIFA aplicou o artigo 27.º do código disciplinar para suspender a sanção por um ano, permitindo ao avançado alinhar. A federação belga recorreu, sem sucesso, e o caso gerou uma onda de críticas. Na Europa, a UEFA classificou a medida como “incompreensível e injustificável”, acusando a FIFA de ter “cruzado uma linha vermelha”. Nos Estados Unidos, a decisão foi recebida com alívio, mas a prestação apagada de Balogun – apenas três remates, um à baliza – e a derrota pesada transformaram o episódio num tiro pela culatra.
A resposta belga não se limitou ao relvado. Após o quarto golo, Lukaku e os companheiros imitaram a icónica dança de Trump, com os punhos cerrados e o balançar de ancas que o presidente popularizou nos comícios. A conta oficial da seleção belga publicou uma foto do avançado com a legenda “Overturn this” (“Anulem isto”), numa provocação direta à reversão do castigo. O médio Nicolas Raskin resumiu o sentimento do plantel: “Havia um sentimento de injustiça e estávamos determinados a responder em campo”. O selecionador Rudi Garcia, que antes do jogo ironizara com a situação, revelou que Balogun o procurou no final e que lhe disse não ter culpa.
Com a eliminação dos Estados Unidos, os três países anfitriões – México, Canadá e EUA – ficaram pelo caminho nos oitavos de final. A Bélgica, que já havia sofrido para eliminar o Senegal, mostrou uma face renovada e enfrentará a Espanha nos quartos de final, em Los Angeles, num duelo que opõe duas gerações de talento. A polémica, porém, está longe de se esgotar: a FIFA vê a sua credibilidade posta em causa, e o precedente aberto pela intervenção de Trump já levou federações como a inglesa a equacionar recursos semelhantes, num Mundial que corre o risco de ser lembrado mais pelos gabinetes do que pelo futebol.
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.40 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
Southeast Asia proclaims that football has triumphed over political interference: the US defeat is a lesson in sporting justice.
It builds a narrative of immanent justice by contrasting Trump's and FIFA's intervention with Belgium's victory, turning the result into a moral proof.
Continental Europe asserts that justice has prevailed: football cannot be bought, and the US defeat is proof that political maneuvers do not change the result on the pitch.
It uses the contrast between 'scandal' and 'truth on the pitch' to legitimize the Belgian victory as a deserved punishment for political interference.
The Atlantic area focuses on the match and the home team's performance, minimizing the political implications and treating the controversy as a marginal fact.
It adopts a pragmatic and descriptive tone, separating the game from politics to normalize FIFA's decision and reduce the scope of the scandal.
It omits the moral condemnation of Trump's and FIFA's intervention, presenting the suspension lift as a procedural matter rather than an abuse of power.
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