
Agentes federais dos EUA matam colombiano no Maine, segunda vítima em menos de uma semana
Homem de 26 anos com autorização de trabalho foi baleado durante operação do ICE em Biddeford; caso reacende críticas à violência da polícia migratória e ecoa na América Latina.
Um cidadão colombiano de 26 anos morreu na manhã de segunda-feira em Biddeford, no estado norte-americano do Maine, após ser baleado por agentes do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas (ICE). A vítima, cujo nome não foi oficialmente divulgado, possuía autorização de trabalho e número de Segurança Social, segundo a Coligação pelos Direitos dos Imigrantes do Maine e a organização Presente! Maine. O tiroteio ocorreu durante uma operação de fiscalização migratória, seis dias depois de outro agente do ICE ter matado o mexicano Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, numa abordagem de trânsito em Houston, Texas.
As circunstâncias exatas permanecem sob investigação e são alvo de versões contraditórias. O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o homem tentou fugir com o veículo e que um agente disparou “por receio pela segurança pública”. O senador independente Angus King, após conversar com o secretário Markwayne Mullin, disse que o migrante “usou o veículo como arma”. Contudo, testemunhas relataram à imprensa local ter ouvido a vítima dizer “eu tentei parar” antes de perder os sentidos, e vídeos que circulam nas redes sociais mostram agentes a correr ao lado do carro enquanto disparam. As autoridades confirmaram que os agentes envolvidos não usavam câmaras corporais, o que limita a reconstituição independente dos factos.
O episódio insere-se numa escalada de operações federais contra imigrantes que tem gerado protestos em várias cidades dos EUA e preocupação em capitais latino-americanas. Em Brasília, o Itamaraty acompanha o caso através do consulado em Boston, enquanto a embaixada da Colômbia em Washington tenta confirmar formalmente a identidade do falecido. Em Lisboa, observadores notam que a repetição de mortes envolvendo o ICE — incluindo os cidadãos norte-americanos Renee Good e Alex Pretti, abatidos em Minneapolis em janeiro — alimenta um debate transatlântico sobre o uso da força por agências migratórias, num momento em que a União Europeia também reforça o controlo de fronteiras. Na África lusófona, organizações da diáspora têm manifestado solidariedade com as comunidades imigrantes nos EUA, temendo que a normalização de táticas letais possa influenciar práticas policiais noutras regiões.
A morte em Biddeford desencadeou concentrações de protesto imediatas, com cerca de 200 pessoas a marchar até ao gabinete da senadora republicana Susan Collins. A procuradoria-geral do Maine abriu uma investigação conjunta com o FBI e a polícia estadual, e o agente que disparou foi colocado em licença administrativa. Até ao momento, o ICE não divulgou a identidade da vítima nem uma cronologia detalhada dos acontecimentos, e o caso permanece em fase de apuramento.
| Imprensa europeia continental | −0.85 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
Europe denounces yet another ICE brutality, an out-of-control agency that kills with impunity.
It builds a narrative of continuity between two episodes, presenting ICE as a inherently violent entity, using the language of moral condemnation.
It omits the witness account that the car tried to hit the officer, which could justify the agents' response.
The Atlantic reports the facts with detachment, including the perspective of law enforcement and the witness, without taking sides.
It balances the news by including the witness account that explains the agents' reaction, normalizing the use of force as a response to a threat.
It omits the context of previous ICE killings and criticism of the agency's brutality, present in the European press.
Latin America records the incident soberly, but highlights the involvement of Trump's immigration agents, evoking a climate of repression.
It uses the mention of Trump to associate the episode with an aggressive immigration policy, without explicitly condemning.
It omits details of the shooting dynamics and the witness testimony, reducing the event to a news brief.
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