
Ataque russo massivo a Kiev deixa pelo menos 13 mortos e dezenas de feridos
Ofensiva com mísseis e drones, a maior em meses, ocorreu horas após alerta de Zelensky e foi descrita por Moscou como retaliação a ataques ucranianos.
A Rússia lançou na madrugada de quinta-feira o mais extenso ataque aéreo contra Kiev em meses, com 74 mísseis e 496 drones, matando pelo menos 13 pessoas e ferindo outras 86, segundo o presidente da câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko. O bombardeamento, que durou cerca de 11 horas, atingiu edifícios residenciais em todos os dez distritos da cidade, provocou o colapso parcial de um prédio de nove andares e incêndios em várias zonas, incluindo um hotel no centro. O presidente Volodymyr Zelensky encurtara uma visita a Dublin horas antes, citando informações dos serviços de informação sobre um ataque iminente, e apelara à população para procurar abrigos.
O Ministério da Defesa russo qualificou a operação como um “ataque massivo” com armas de precisão de longo alcance contra instalações militares e energéticas, apresentando-a como retaliação por ataques ucranianos a infraestruturas civis russas. A Ucrânia, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, rejeitou essa justificação e invocou o direito de legítima defesa ao abrigo do Artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, ao mesmo tempo que instou os aliados a não adiarem decisões sobre o fornecimento de sistemas de defesa aérea. Zelensky afirmou que o Presidente russo, Vladimir Putin, “prepara este ataque massivo há algum tempo”. Moscovo reportou ainda ter abatido 327 drones ucranianos durante a noite, enquanto a Ucrânia intensificou nas últimas semanas uma campanha de ataques com drones de longo alcance contra infraestruturas energéticas russas, gerando uma crise de combustíveis que já obriga regiões como Novosibirsk a racionar gasolina para serviços de emergência.
O ataque provocou danos em três dezenas de locais, incluindo uma estação de ambulâncias onde paramédicos ficaram feridos, e levou a que a Polónia e a Finlândia, ambos membros da NATO e da UE, ativassem brevemente meios aéreos de prevenção, sem que se registassem violações do espaço aéreo. Na perspetiva de analistas em Bruxelas, a escalada expõe a dificuldade de quebrar o ciclo de retaliação enquanto não houver um cessar-fogo. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, divulgou na véspera um estudo que estima mais de dois milhões de baixas militares no conflito, com as forças russas a concentrar cerca de 1,4 milhões dessas perdas, incluindo 450 mil mortos, e as ucranianas entre 525 mil e 625 mil baixas.
Os esforços de mediação liderados pelos Estados Unidos não produziram avanços, e Zelensky tem reiterado a disponibilidade para negociações que Moscovo rejeita. A presidência rotativa da UE assumida pela Irlanda poderá reanimar contactos diplomáticos, mas observadores em Lisboa notam que a prioridade europeia continua a ser o reforço da capacidade militar ucraniana. Para o mundo lusófono, o prolongamento da guerra mantém pressões sobre os preços dos cereais e da energia, com impacto direto em países como Moçambique e Angola, dependentes de importações. O dossiê permanece bloqueado, e o próximo passo factual esperado é a discussão, no quadro da UE e da NATO, de novos pacotes de defesa aérea para a Ucrânia, enquanto Kiev solicita a Washington uma licença para fabricar mísseis Patriot.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Rússia desencadeou um ataque massivo com mísseis e drones contra Kiev, matando pelo menos 13 civis e ferindo dezenas, no que é descrito como o maior assalto à capital desde o início da invasão. A ofensiva, condenada como um ato de agressão não provocada, atingiu edifícios residenciais e infraestrutura civil, forçando as pessoas a se abrigarem em estações de metrô. As autoridades ucranianas haviam alertado sobre o perigo iminente, mas a resposta internacional se concentra em condenar a brutalidade russa.
As forças russas atacaram Kiev com drones e mísseis, matando pelo menos 10 pessoas e ferindo mais de 50, no que Moscou descreveu como retaliação pelos recentes ataques ucranianos à sua infraestrutura civil. O ataque danificou edifícios residenciais, incluindo o colapso parcial de um prédio de nove andares. O relato apresenta tanto a justificativa russa quanto os relatos ucranianos de vítimas e destruição, mantendo um tom neutro.
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