
Ataque russo massivo a Kiev deixa pelo menos 13 mortos e reacende apelos por defesa aérea
Mísseis balísticos e drones atingiram edifícios residenciais na capital ucraniana durante a madrugada, no que Moscovo classificou como retaliação por ataques à sua infraestrutura civil.
A Rússia lançou na madrugada desta quinta-feira um dos mais vastos ataques aéreos contra Kiev desde o início da invasão em 2022, com mísseis balísticos, de cruzeiro e centenas de drones. O bombardeamento, que durou cerca de 11 horas, matou pelo menos 13 pessoas e feriu mais de 80, segundo o presidente da câmara, Vitali Klitschko. Projéteis atingiram edifícios residenciais em todos os dez distritos da cidade, provocando o colapso parcial de um prédio de nove andares e incêndios em várias zonas, incluindo um hotel no centro. O ataque ocorreu horas depois de o Presidente Volodymyr Zelensky ter interrompido uma visita a Dublin, alertando para informações dos serviços secretos que apontavam para uma ofensiva iminente de grande escala.
Moscovo, através do Ministério da Defesa, afirmou ter realizado um “ataque massivo” com armas de precisão de longo alcance contra instalações militares, energéticas e aeroportos em Kiev e noutras regiões, descrevendo a operação como retaliação por ataques ucranianos à sua infraestrutura civil. Kiev, por seu lado, denunciou o bombardeamento como um ato deliberado contra bairros residenciais e civis. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, classificou a noite como “de horror” e instou os aliados a não adiarem decisões sobre o fornecimento de sistemas de defesa aérea. A força aérea ucraniana indicou ter intercetado 48 dos 74 mísseis e 476 dos 496 drones lançados, mas reconheceu que projéteis balísticos e drones rápidos atingiram os alvos.
O ataque insere-se numa escalada de golpes de longo alcance entre os dois beligerantes. Nas últimas semanas, a Ucrânia intensificou a sua campanha de drones contra infraestruturas energéticas e alvos militares em território russo, atingindo refinarias e provocando uma crise de combustíveis que, segundo relatos da imprensa internacional, obrigou Moscovo a importar gasolina de locais tão distantes como a Índia. A Rússia, por sua vez, mantém vagas regulares de mísseis e drones contra cidades ucranianas. Um estudo divulgado na quarta-feira pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), um grupo de reflexão norte-americano, estimou que o total de baixas militares no conflito já ultrapassou os dois milhões, com as forças russas a sofrer a maior parte das perdas.
A diplomacia continua bloqueada. Os esforços de mediação liderados pelos Estados Unidos não produziram avanços, e Zelensky afirmou que o Presidente russo, Vladimir Putin, “se recusa completamente a acabar com a guerra”. Na perspetiva de observadores em Lisboa e Brasília, a nova vaga de violência sobre a capital ucraniana sublinha a dificuldade de encontrar uma saída negociada enquanto ambas as partes apostam na pressão militar. A Ucrânia mantém o apelo ao reforço da sua capacidade antiaérea, enquanto a Rússia condiciona qualquer cessar-fogo a concessões territoriais e políticas que Kiev rejeita. A próxima ronda de contactos diplomáticos não tem data marcada.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O ataque a Kiev é uma escalada brutal da guerra russa, causando vítimas civis e destruição. Os líderes europeus devem responder com sanções mais fortes e apoio à Ucrânia. A comunidade internacional não pode permanecer indiferente a tais crimes de guerra.
O ataque com mísseis e drones a Kiev sublinha a ameaça contínua que a Rússia representa para a segurança europeia. Embora as vítimas civis sejam trágicas, o foco deve estar nas respostas estratégicas e na dissuasão. Os aliados ocidentais devem manter a unidade e fornecer ajuda militar à Ucrânia.
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